Homo digitalis: governo e construção de subjetividades em um mundo digital

Autores

  • Rone Eleandro Santos  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF SUDESTE MG)

Resumo

Partindo do viés determinista da tecnologia veremos que esta tem poder suficiente para estabelecer formas-de-vida específicas, configurar a atividade humana, estruturar os comportamentos individuais e coletivos para produzir resultados desejados – entre estes está a construção condicionada e controlada de sujeitos sob encomenda. A ideia de uma razão tecnológica que constrói subjetividades pré-determinadas liga-se à noção foucaultiana de governamentalidade: um poder que se exerce sobre um conjunto de indivíduos através da estruturação dos possíveis campos de ação. Exercer o poder sobre os outros implica em governar ações, administrar eventualidades, gerenciar possíveis riscos e perigos. Nesse sentido, buscamos analisar o papel desempenhado por uma crescente racionalidade de governo efetuada e gerida pelos algoritmos. Com o advento da internet foi possível coletar e armazenar dados sobre os mais diversos aspectos da vida dos indivíduos. Tal situação possibilitou a instalação de um tipo completamente novo de governo que age através da otimização algorítmica dos comportamentos, das relações sociais e da própria vida.

Biografia do Autor

Rone Eleandro Santos,  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF SUDESTE MG)

Mestre em Filosofia Social e Política (FAFICH/UFMG). Professor de Filosofia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Campus Muriaé). Pesquisa principalmente as relações entre Política, Filosofia, Tecnologia e Internet.

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Publicado

2019-12-22