OS LIMITES DA PRÁXIS INCLUSIVA: SOBRECARGA DOCENTE E O DESAFIO DA ADEQUAÇÃO CURRICULAR SEM RETAGUARDA INSTITUCIONAL
DOI :
https://doi.org/10.55470/Mots-clés :
Práxis Inclusiva. Sobrecarga Docente. Adequação Curricular. Retaguarda Institucional. Trabalho Docente.Résumé
O presente artigo problematiza os limites estruturais da práxis inclusiva na contemporaneidade, focalizando a sobrecarga docente e os dilemas inerentes à exigência de adequação curricular sem a devida retaguarda institucional. Partindo de uma análise crítica das políticas educacionais, da sociologia do trabalho e das condições reais de atuação nas escolas, o estudo examina como a retórica da inclusão, desprovida de suporte técnico, material e emocional, recai sobre os ombros do professor sob a forma de individualização da culpa e esgotamento profissional. O referencial teórico mobiliza autores consolidados para demonstrar que a adaptação curricular desacompanhada de suporte sistêmico degenera em um fetiche burocrático que penaliza tanto o docente quanto o educando neurodivergente. Conclui-se que a efetivação da justiça curricular exige a superação da precarização e a consolidação de políticas públicas que garantam redes institucionais de retaguarda, transformando o cotidiano escolar em um espaço de corresponsabilidade coletiva, rigor conceitual e emancipação.
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