AFETIVIDADE, VÍNCULO E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA: O PAPEL DAS RELAÇÕES HUMANAS NO DESENVOLVIMENTO DE EDUCANDOS NEURODIVERGENTES
DOI:
https://doi.org/10.55470/Palavras-chave:
Afetividade. Vínculo Pedagógico. Mediação Pedagógica. Neurodivergência. Educação Inclusiva.Resumo
O presente artigo investiga a centralidade da afetividade, do vínculo pedagógico e da mediação sociointeracional no processo de ensino e aprendizagem de educandos diagnosticados com condições neurodivergentes. Partindo de uma crítica às estruturas escolares hegemônicas, padronizantes e patologizantes, a pesquisa problematiza o reducionismo que circunscreve a inclusão à mera permanência física do aluno na instituição. O estudo fundamenta-se nos referenciais teóricos da psicologia histórico-cultural, da filosofia da alteridade e do pensamento complexo para demonstrar que o desenvolvimento psíquico e cognitivo é indissociável das trocas sociais e do clima afetivo cultivado no cotidiano escolar. Como resultado, evidencia-se que a Zona de Desenvolvimento Proximal, quando irrigada por uma escuta polifônica e por andaimes metodológicos flexíveis, opera como o solo propício para a superação de barreiras atitudinais, sensoriais e do capacitismo epistêmico. Conclui-se que a práxis docente inclusiva exige uma virada epistemológica na qual o afeto assume estatuto de categoria estruturante, transformando a escola em um espaço de acolhimento incondicional, rigor conceitual e emancipação humana.
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