Mitigação do curtailment no sistema elétrico brasileiro: armazenamento em baterias, flexibilidade da demanda e novos modelos energéticos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21712/lajer.2026.v13.n2.p110-124

Palavras-chave:

curtailment, sistema de armazenamento de energia, flexibilidade da demanda, comunidades energéticas

Resumo

O crescimento acelerado da geração eólica e solar no Brasil tem ampliado os desafios operacionais associados à integração de fontes renováveis intermitentes no sistema elétrico, especialmente em relação ao fenômeno do curtailment. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar os desafios operacionais e estruturais relacionados ao curtailment de energia eólica e solar no sistema elétrico brasileiro, avaliando o papel dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), das estratégias de flexibilidade da demanda e dos modelos emergentes do sistema elétrico como alternativas para mitigação desse fenômeno. O estudo fundamenta-se nos conceitos de integração de energias renováveis, curtailment, sistemas BESS, resposta à demanda, usinas virtuais de energia (VPPs), comunidades energéticas e microrredes. Metodologicamente, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e exploratória, baseada na estratégia PCC (População, Conceito e Contexto), utilizando trabalhos acadêmicos e relatórios institucionais publicados entre janeiro de 2008 e abril de 2026. Os resultados evidenciaram que o curtailment está diretamente associado às limitações estruturais da transmissão, à intermitência das fontes renováveis e à baixa flexibilidade do sistema elétrico. Além disso, os estudos analisados demonstraram que os BESS contribuem para o armazenamento de excedentes energéticos, melhoria da estabilidade da rede e mitigação de congestionamentos, enquanto estratégias de flexibilidade da demanda e modelos emergentes do sistema elétrico ampliam a capacidade de integração de recursos energéticos distribuídos e reduzem desperdícios energéticos. Dessa forma, conclui-se que a mitigação do curtailment depende da adoção de soluções integradas e da ampliação da flexibilidade operacional do sistema elétrico brasileiro.

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Biografia do Autor

  • Eduardo Amorim, Universidade Federal do Piauí

    Eduardo Jorge Amorim da Silva possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco (1996), especialização em Gestão Governamental pela Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (2007) e especialização em Planejamento Estratégico pela UNINASSAU (2015). Atualmente, é estudante do curso de Tecnologia em Energias Renováveis da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Seus interesses de pesquisa incluem energias renováveis, com destaque para as fontes eólica e solar, além do estudo do curtailment em sistemas elétricos de potência.

  • Rafael Ferraz, Universidade Federal do Piauí

    Rafael Ferraz recebeu o título de Bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, Bahia, Brasil, em 2018, e os títulos de Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, com foco em processamento de energia e sistemas elétricos, pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, Espírito Santo, Brasil, em 2020 e 2025, respectivamente. Atualmente, é Professor no Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Durante sua graduação, passou um período na Arizona State University, EUA, e realizou pesquisas com o Illinois Institute of Technology na área de engenharia de computação, em 2015. Seus atuais interesses de pesquisa incluem inteligência artificial, recursos energéticos distribuídos, veículos elétricos, métodos de otimização meta-heurística, otimização multiobjetivo e previsão de séries temporais.

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Publicado

03-09-2026

Edição

Seção

Energias de Baixo Carbono

Como Citar

Amorim, E. e Ferraz, R. (2026) “Mitigação do curtailment no sistema elétrico brasileiro: armazenamento em baterias, flexibilidade da demanda e novos modelos energéticos”, Latin American Journal of Energy Research, 13(2), p. 110–124. doi:10.21712/lajer.2026.v13.n2.p110-124.