INTERPRETAÇÃO ASPECTUAL NA RELAÇÃO ENTRE VERBO, COMPLEMENTOS VERBAIS E ADVÉRBIOS

Autores/as

  • glaucia do carmo xavier Instituto Federal de Minas Gerais
  • Arabie Bezri Hermont

Resumen

Neste artigo, postulamos que aspecto verbal não é uma categoria constituída apenas pelo verbo, mas todo VP. Isso ocorre por meio de complementos em PPs e advérbios, estes localizados na posição de especificador de projeções funcionais. As análises foram feitas com base nos pressupostos da Teoria Gerativa, em conjunto com Arad (1996), cuja teoria pressupõe que é pela estrutura sintática que a interpretação aspectual ocorre. Para demonstrar a composicionalidade do aspecto, embasamo-nos também em Verkuyl (2003) o qual afirma que a informatividade aspectual é codificada nos elementos e maneiras pelas quais eles se relacionam sintaticamente. No estudo do advérbio, baseamo-nos em Cinque (1999) e buscamos demonstrar como o aspecto se dá na estrutura sintática tendo como resultado a interpretação aspectual. A pesquisa foi composta por uma amostra de 320 sentenças na qual havia 280 ocorrências de advérbios, ou PPs com caráter adverbial. O corpus foi retirado dos inquéritos do Projeto da Norma Urbana Oral Culta (NURC) e trazido para esta investigação sob uma abordagem quantitativa e qualitativa. Para a análise quantitativa, foi utilizado o programa de dados Varbrul que, estatisticamente, demonstrou que a quantidade de advérbios na sentença não é o fator predominante, mas, sim, o tipo de advérbio.

Biografía del autor/a

  • glaucia do carmo xavier, Instituto Federal de Minas Gerais
    Doutorado em Linguística e Lingua Portuguesa (PUC-MG), Mestrado em Educação (PUC-MG), professora do IFMG, nível d carreira D4 (associado),  de língua portuguesa, com dedicação exclusica. Líder do grupo de pesqusia GEALI, certificado pelo CNPq. Atualmente, executa pesqusia de pós-doutorado na UFF.

Referencias

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Publicado

2017-12-17

Cómo citar

INTERPRETAÇÃO ASPECTUAL NA RELAÇÃO ENTRE VERBO, COMPLEMENTOS VERBAIS E ADVÉRBIOS. PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 7, n. 16, p. 136–154, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/17735. Acesso em: 26 jun. 2026.