Tradução: Prática Da Écriture De Derrida

Autores/as

  • Tatiany Pertel Sabaini Dalben UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumen

Pela ótica logocêntrica, há um significado transcendental que deve ser transferido no processo de tradução. Consequentemente, essa prática, por vezes, recebe status de cópia infiel e, o tradutor, de traidor, pois jamais conseguiria transferir tal significado, e, o texto fonte, é considerado detentor da verdade. Contudo, ao compreender a tradução pela ótica desconstrutivista, percebe-se que os significados são provisórios e dependentes de diversos fatores que incidem sobre a escritura (écriture). O que há, na verdade é um jogo suplementar (jeu supplémentaire), o jogo das substituições, em que as verdades são construídas nesse jogo de inter-relações. Assim, neste artigo, busco refletir acerca da impossibilidade da tradução quando concebida pela ótica estruturalista, e da sua possibilidade como transformação. Nesse sentido, chega-se à conclusão de que a tradução é, na verdade, um acontecimento linguístico-cultural e histórico singular que evidencia semelhanças e diferenças entre línguas em contato e a existência de várias línguas dentro de uma mesma língua. A desconstrução nos mostra que, quantas forem as traduções de um mesmo texto realizadas, tantas serão as transformações de significados. Ela, na verdade, não pode ser compreendida como a prática da equivalência, mas sim, da semelhança na diferença, um processo crítico e transformador.

Biografía del autor/a

  • Tatiany Pertel Sabaini Dalben, UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz
    Doutora em Língua e Cultura pela UFBA, professora adjunta da UESC, Ilhéus - BA.

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Publicado

2018-12-23

Cómo citar

Tradução: Prática Da Écriture De Derrida. PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 8, n. 20, p. 75–87, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/21548. Acesso em: 27 jun. 2026.