A contribuição da semântica no debate sobre o binarismo de gênero na língua
DOI:
https://doi.org/10.47456/00exxy72Palabras clave:
Hiperonímia e Hiponímia, Vagueza, Complementaridade, Binarismo de GêneroResumen
Este artigo tem como objeto de estudo o papel de fenômenos semânticos na manutenção ou ruptura do binarismo de gênero no português brasileiro, considerando novas formas de comunicação emergentes na/da pós-modernidade. A fundamentação teórica tem como principais referências Lyons (1979), Bréal (1992), Cançado (2012), Escarpinete e Ferraz (2015), Ferrarezi (2019) e Freitag (2023). O corpus analisado corresponde ao vídeo intitulado Colocamos uma mulher TRANS e uma FEMINISTA RADICAL para conversar (sem que elas soubessem), publicado no YouTube pelo canal Spotniks. O objetivo foi observar a recorrência e a funcionalidade dos fenômenos semânticos analisados, a fim de compreender seu papel na construção dos efeitos de sentido veiculados pelas participantes do debate promovido no vídeo. Os resultados indicam que fenômenos como hiperonímia, hiponímia e vagueza podem atuar tanto como recursos de desestabilização do binarismo quanto de sua manutenção. Por sua vez, as relações de antonímia, pela via da complementaridade, tendem a ser estabelecidas com o intuito de reforçar a lógica binária. Este estudo buscou contribuir para o avanço das investigações sobre a relação entre semântica, identidade e gênero.
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