ALGUMA AUSÊNCIA
Resumo
“Alguma Ausência” não é vazio, é enigma: o “alguma” sugere resto, sobra, presença oculta. O poema transforma essa palavra em chave de leitura, mostrando que cada gaveta é sentença, cada silêncio é ritual e cada ausência é política. Entre bibliotecas e museus, o texto revela que classificar não é apenas ordenar — é decidir destinos, apagar presenças e acender sombras. As estrofes caminham como ritos de passagem, onde cada nome é fronteira e cada memória é chama. Ler este poema é atravessar o território do “alguma”: não ausência plena, mas ausência que insiste, que arde, que acarreta. É nesse intervalo misterioso que o futuro se desenha — não pelo acaso, mas pelo que se guarda como relíquia, pelo que se cala como feitiço e pelo que se perpetua como sentença inevitável.