ALGUMA AUSÊNCIA

Autores

  • Marcelo Calderari Miguel Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

“Alguma Ausência” não é vazio, é enigma: o “alguma” sugere resto, sobra, presença oculta. O poema transforma essa palavra em chave de leitura, mostrando que cada gaveta é sentença, cada silêncio é ritual e cada ausência é política. Entre bibliotecas e museus, o texto revela que classificar não é apenas ordenar — é decidir destinos, apagar presenças e acender sombras. As estrofes caminham como ritos de passagem, onde cada nome é fronteira e cada memória é chama. Ler este poema é atravessar o território do “alguma”: não ausência plena, mas ausência que insiste, que arde, que acarreta. É nesse intervalo misterioso que o futuro se desenha — não pelo acaso, mas pelo que se guarda como relíquia, pelo que se cala como feitiço e pelo que se perpetua como sentença inevitável.

Biografia do Autor

  • Marcelo Calderari Miguel, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

    MC Miguel é poeta, pesquisador e mestre em Ciência da Informação. Sua produção literária e acadêmica articula memória, crítica social e resistência cultural, com mais de cem poemas publicados em periódicos científicos e antologias. Reconhecido em festivais literários e culturais, recebeu prêmios que consolidam sua presença como uma das vozes singulares da poesia contemporânea brasileira.

    Sua escrita nasce do atrito entre memória e silêncio, entre arquivos e ausências, transformando bibliotecas em territórios de disputa e gavetas em sentenças. Em seus textos, cada palavra é fronteira, cada ausência é política, cada silêncio é poder. Mais do que narrar fatos, sua obra convoca presenças ocultas: memórias apagadas, vozes interditadas e histórias que insistem em arder. O “alguma” de Alguma Ausência é chave poética que revela ausência parcial, presença fantasmática e intervalo que denuncia o peso do destino.

    Entre crítica social e lirismo filosófico, sua trajetória se afirma como resistência estética: não currículo, mas testemunho; não prateleira, mas labirinto. Ler Marcelo Calderari Miguel é atravessar o território do esquecimento e descobrir que o futuro não nasce do acaso, mas do que se guarda como relíquia, do que se cala como feitiço e do que se acarreta como sentença inevitável.

      🔗 Links profissionais (por escrito)
    • ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7876-9392

    • Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5290994830537934

    • Google Scholar: https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&user=NDLCKrsAAAAJ

    • Academia.edu: https://ufes.academia.edu/MiguelMarceloCalderari

    • ResearchGate: https://www.researchgate.net/profile/Marcelo-Calderari-Miguel

    • Mapa Cultural ES: https://mapa.cultura.es.gov.br/agente/23181/#info

    • LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/miguelmarceloc

     

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Publicado

2026-10-21

Edição

Seção

Poesias