FOTOGRAFIA, MEMÓRIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:
IMAGEM E DISCURSO NAS ELEIÇÕES DE 2026
Palavras-chave:
Fotografia; Imagem; Memória; Discurso; Inteligência Artificial.Resumo
Em um mundo onde milhares de imagens são construídas e compartilhadas diariamente, emerge a necessidade de discutir como e quais imagens interferem nas dinâmicas culturais e sociais globais, além de refletir sobre qual o papel da fotografia documental e do fotojornalismo contemporâneo em tempos de discussões em torno do suposto fim do mundo, do colapso do capitalismo e das relações sociais, culturais e econômicas. Sendo a imagem aquela capaz de criar ao mesmo tempo sintoma (interrupção no saber) e conhecimento (interrupção no caos) (DIDI-HUBERMAN, 2012). De acordo com Beiguelman (2021) já não seria mais possível contabilizar a produção diária de imagens por dispositivos móveis. Em 2021, apenas no Instagram, foram disponibilizadas mais de mil fotos por segundo, o que dá uma dimensão de como as imagens tornaram-se um dos meios mais importantes de sociabilidade e comunicação no século XXI.
Referências
BEIGUELMAN, Giselle. Políticas da imagem: vigilância e resistência na dadosfera. 2.ed. São Paulo: Ubu, 2021.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do Tempo: História da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2015.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as imagens tocam o real. Pós: Programa de Pós- Graduação em Artes, v.2, n.4, p. 204-219, nov. 2012. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index. php/revistapos/article/view/15454. Acesso em: 15 dez. 2024.