Artigo submetido em: 09.12.2024. Aceito em: 11.12.2024. Publicado em: 22.01.2026.
Revista Gestão & Conexões
Management and Connections Journal
Vitória (ES), v. X, n. X, Mês/Mês Ano
ISSN 2317-5087
DOI: 10.47456/regec.23175087.2026.15.1.47058.90.113
Adequação dos currículos de administração às demandas
dos ambientes digitais imersivos
Alignment of business administration curricula with the demands of
immersive digital environments
Prof. Dr João Paulo Vasconcelos Mendonça Júnior
Universidade da Amazônia (UNAMA)
joaopaulovmendoncajunior@gmail.com
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4415-1746
Prof. Dr. Mauro Margalho Coutinho
Universidade da Amazônia (UNAMA)
mauro.margalho@unama.br
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4774-1661
RESUMO
Utilizando a Teoria do Conectivismo (Siemens, 2004), este artigo analisa como Instituições de Ensino Superior
privadas do Pará estão integrando novas tecnologias aos currículos dos cursos de Administração, segundo a
perspectiva dos coordenadores. O referencial teórico aborda a formação profissional com suporte tecnológico e a
incorporação do Conectivismo no desenho curricular. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, adota uma
abordagem de estudo de caso, utilizando dados do Portal de Teses e Dissertações da Fundação Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Scopus e do Scielo. A coleta de dados foi realizada por meio
de entrevistas semiestruturadas com coordenadores de instituições privadas. A análise baseou-se na Análise de
Conteúdo com apoio do software Atlas Ti. Os resultados revelam esforços institucionais na formação tecnológica
por meio de cursos, oficinas e parcerias. No entanto, persistem desafios na atualização curricular e na capacitação
docente, o que impacta a autonomia dos estudantes e a efetividade da formação para atuação em ambientes
digitais imersivos.
Palavras-Chave: mercado de trabalho; ambientes digitais imersivos; teoria do conectivismo; Instituições de
Ensino Superior.
ABSTRACT
Grounded in Connectivism Theory Siemens (2004), this study investigates how private higher education institutions
in the state of Pará, Brazil, are incorporating new technologies into Business Administration curricula, based on
insights from academic program coordinators. The theoretical framework addresses technology-enhanced
professional education and the application of connectivist principles in curriculum design. This qualitative,
exploratory study employs a case study methodology, drawing on data from the Foundation for the Coordination of
Improvement of Higher Education Personnel Theses and Dissertations Portal, Scopus, and Scielo. Semi-structured
interviews were conducted with coordinators from selected private institutions. Data analysis was performed using
Content Analysis techniques, supported by the Atlas.ti software. Findings indicate institutional efforts toward
technological advancement through training courses, workshops, and collaborative partnerships. Nevertheless,
challenges persist in terms of curriculum modernization and faculty development, which in turn affect student
autonomy and the overall effectiveness of training for engagement in immersive digital environments.
Keywords: labor market; immersive digital environments; connectivism theory; higher education institutions.
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 91
GESTÃO & CONEXÕES - MANAGEMENT AND CONNECTIONS JOURNAL, VITÓRIA (ES), V. 15, N. 1, DE 2026.
Introdução
Os cursos de graduação em Administração se deparam com diversos obstáculos
atualmente. De acordo com De Freitas et al. (2020), um dos principais desafios
consiste na rigidez da estrutura curricular, que apresenta dificuldade para adaptação
às demandas do mercado de trabalho, apesar de estipuladas as Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN) para o perfil profissional requerido. Cabe ressaltar que
o administrador e sua utilidade como ciência surgiram a partir das transformações e
organizações durante a Revolução Industrial, no século XVIII (Carvalho et. al, 2020).
Os resultados de Caliari et al. (2018), e as observações de Zeichner e Noffke
(2001), destacam a importância de utilizar uma abordagem prática e reflexiva na
formação dos estudantes e docentes, em disciplinas específicas para o mercado.
Esses argumentos reforçam a necessidade de aprender além do ensino teórico,
preparando os alunos para adquirir conhecimento de forma mais alinhada ao mercado
e de ensinar os docentes a trabalharem de forma eficaz no ambiente educacional.
Contudo, a educação em administração, como um processo de formação educacional,
surgiu no Brasil em meados do século XX, influenciada pelo modelo americano, e
posteriormente se consolidou (Barros et. al, 2018)
A área de Administração de Empresas tem apresentado crescimento significativo
nos últimos anos. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2023 (Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2023), os centros
universitários, por exemplo, registraram um aumento de 12,5% nas matrículas entre
2022 e 2023 a maior taxa de crescimento entre as categorias de instituições
acadêmicas no período.
Esse crescimento ressalta a importância de preparar futuros administradores
para atender as demandas do mercado imersivo. Vale ressaltar que, até o momento,
os dados para os anos subsequentes ainda não foram divulgados. No entanto, para
atender essa procura, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (INEP) informou que há um total de 1.517 instituições no país
oferecendo cursos de graduação em Administração de Empresas 145 no setor
público e 1.372 no setor privado (INEP, 2022).
Ressalta-se, ainda, que os cursos de graduação seguem as Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCNs) prescritas pelo Ministério da Educação e Cultura, cujo
objetivo é orientar o desenvolvimento e a implementação do currículo, promovendo
uma educação de qualidade, equitativa e inclusiva para a inserção dos alunos no
mercado de trabalho. Essas diretrizes foram regidas pela Resolução 4 (2005) e,
mais recentemente, pela Resolução 5 (2021), que indicam as etapas para organizar
o currículo dos cursos de graduação em Administração e garantir sua qualidade e
relevância (Resolução nº 4, 2005; Resolução nº 5, 2021).
Espera-se que os egressos do curso de Administração apresentem conteúdos,
competências, atitudes e habilidades integradas nas áreas analítica, humana e
quantitativa, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolução 5, 2021).
Diante das necessidades de mudanças tecnológicas, é válido discutir a formação
oferecida aos egressos que ingressam no mercado de trabalho, visto que as
Instituições de Ensino Superior (IES) devem buscar adequar os currículos para
fortalecer a formação dos profissionais (Ferreira et. al, 2019).
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Nesse sentido, é importante o acompanhamento dos egressos e a análise do
seu perfil profissional, a fim de alimentar a qualidade da formação oferecida (Silva et.
al, 2022). Esse processo de acompanhamento possibilita investimentos curriculares e
estratégicos voltados à formação de administradores adequados aos desafios do
mercado de trabalho. Argumenta-se que uma tendência à limitação da manutenção
do formato tradicional, utilizado nos cursos, nos conteúdos e na carga horária, o que
ainda persiste em determinadas instituições que oferecem o curso de Administração
(Boaventura et. al, 2018).
Este artigo fundamenta-se na Teoria do Conectivismo, proposta por George
Siemens e Steve Downes, pois visa garantir que os egressos recebam uma formação
alinhada às demandas e aos desafios do mercado, tanto no ambiente presencial
quanto no digital, dotando-os das habilidades e competências necessárias.
Nesse contexto, observa-se a relevância de discutir a revisão e readequação dos
currículos dos cursos de Administração para temáticas que envolvam aspectos
tecnológicos, a fim de incorporar os princípios do Conectivismo e instrumentalizar os
estudantes para um ambiente profissional em transformação.
Considerando a importância da formação acadêmica na formação de
profissionais mais qualificados e a relevância de os currículos dos cursos de
graduação em Administração serem capazes de atender as exigências do mercado,
surge o seguinte problema: os currículos dos cursos de graduação em Administração,
oferecidos por Instituições de Ensino Superior privadas no Estado do Pará, estão se
adaptando às novas tecnologias, conforme preconiza a Teoria do Conectivismo?
A pesquisa oferece contribuições teóricas ao ampliar o debate sobre a
aplicabilidade do Conectivismo no campo da Administração e seu alinhamento às
Diretrizes Curriculares Nacionais. Do ponto de vista prático, contribui para a
comunidade acadêmica e a gestão institucional ao identificar estratégias atuais e
evidenciar desafios na atualização curricular e no desenvolvimento docente,
subsidiando, assim, melhorias nas práticas de ensino e na preparação dos egressos
para ambientes digitais.
Para responder essa questão, o objetivo geral é examinar, à luz da Teoria do
Conectivismo, como as Instituições de Ensino Superior privadas do estado do Pará
estão integrando e utilizando novas tecnologias nos currículos dos cursos de
graduação em Administração, sob a perspectiva dos coordenadores de curso. Para
compreender a integração de novas tecnologias nos currículos dos cursos de
graduação em Administração, é essencial analisar os métodos e estratégias adotados
pelas Instituições de Ensino Superior privadas do estado do Pará, uma vez que,
segundo Lévesque (2009), é crucial discutir a prática no âmbito da pesquisa
acadêmica, a fim de reavaliar os padrões que vêm sendo aplicados.
O artigo está organizado da seguinte forma: após esta seção introdutória, a
segunda seção aborda o referencial teórico, que levanta os pontos: (i) Ensino superior
em Administração integrado à tecnologia para a preparação profissional, e (ii)
Integração da Teoria do Conectivismo na construção curricular em Administração. Em
seguida, apresenta-se a metodologia adotada, detalhando os critérios e as técnicas
de coleta de dados. Logo após, são discutidos e apresentados os resultados, os quais
foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas com dois coordenadores de
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curso de Administração de Instituições de Ensino Superior privadas do Estado do
Pará. Por fim, são apresentadas as conclusões, incluindo as limitações, bem como
sugestões para pesquisas futuras.
Fundamentação Teórica
O ensino superior em Administração: integração da tecnologia para
preparação profissional
No contexto brasileiro, houve eventos importantes como a aprovação dos
currículos mínimos em 1966 e 1993, que apresentavam um modelo curricular
extremamente restrito e mais adequado ao período específico. Posteriormente, em
1998, segundo o Conselho Federal de Administração (2022), foram implementadas
as Diretrizes Curriculares Nacionais. Esses marcos foram essenciais para a
estruturação e padronização do ensino de Administração no país e para o lançamento
das bases para a formação de futuros profissionais.
O ensino superior em Administração é conhecido por sua abordagem
multidisciplinar, como reconhecem Marques et. al (2019). Ressalta-se que os
currículos dos cursos combinam uma variedade de tópicos, como economia,
contabilidade, marketing e recursos humanos, além de temas contemporâneos, como
responsabilidade socioambiental no contexto empresarial (Silva & Chauvel, 2011). No
contexto educacional, a tecnologia desempenha um papel fundamental como
ferramenta de aprendizagem que permeia todos os aspectos da vida cotidiana,
demonstrando a necessidade de o processo de ensino estar alinhado à evolução
tecnológica e às transformações do mercado. Contudo, o uso da tecnologia no
ambiente educacional deve ser desenvolvido com maior equilíbrio e consciência,
considerando também as condições dos alunos (Mendes et. al, 2023).
Essa conjectura destaca a relevância do potencial tecnológico para futuros
profissionais, especialmente em relação a ambientes digitais imersivos. Estes incluem
não apenas o Metaverso, que se caracteriza como um ambiente tridimensional onde
as pessoas podem interagir, mas também consideram plataformas de ensino como
Skype, Zoom, Google Education como ferramentas digitais. Portanto, é necessário
incorporar metodologias que sejam compatíveis com essas ferramentas e promovam
um processo de aprendizagem dinâmico e flexível. Esse tema busca fomentar maior
reflexão sobre experiências enriquecedoras que potencializem tanto a aprendizagem
de alunos quanto de professores, permitindo não apenas o conhecimento
compartilhado, mas também a aplicação prática do conteúdo, tanto em ambientes
presenciais quanto virtuais (Vieira & Brazão, 2022).
Christensen et. al (2013) observam que muitas instituições de ensino, desde
escolas até Instituições de Ensino Superior (IES), buscam integrar as vantagens da
Educação a Distância (EaD) com o ensino presencial, adotando a abordagem de
ensino híbrido. Essa estratégia visa aprimorar os métodos de ensino, romper com
modelos tradicionais e promover a evolução constante no processo de aprendizagem.
No entanto, ainda existem autores que defendem alguns modelos clássicos de
educação, como o ensino presencial, embora reconheçam que estes não o os
únicos métodos eficazes para a preparação dos alunos (Escrivão Filho & Ribeiro,
2009).
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É válido reconhecer que essa transição no campo da Administração, além do
papel da tecnologia, não está isenta de desafios, principalmente quando se discute a
construção curricular, cuja adoção efetiva requer uma análise detalhada,
considerando as vantagens e limitações que podem surgir.
Considerando esse contexto em que a tecnologia exerce papel de destaque
tanto na educação quanto na sociedade, torna-se fundamental abordar como teorias
próprias da era digital, como o Conectivismo e seus princípios, podem ser aplicadas
para aprimorar a estrutura curricular dos cursos de graduação em Administração, o
que evidencia a importância para a formação de profissionais qualificados.
Integração do Conectivismo na construção curricular em Administração
Considerando o cenário em que a dinâmica do mercado exige constantes
mudanças no ambiente educacional (Salvador & Ikeda, 2019), outro desafio se torna
evidente: a falta de inovação e criatividade no processo de ensino dos cursos de
Administração. Os métodos tradicionais de ensino não atendem adequadamente às
exigências preparatórias do mercado. Assim, a necessidade de teorias acadêmicas
com abordagens inovadoras para preparar os alunos no ambiente educacional. Em
2004, George Siemens, professor e diretor do Centro de Tecnologia de Aprendizagem
da Universidade de Manitoba (Canadá), e Steven Downes, membro do Grupo de
Pesquisa em Educação a Distância do Instituto Canadense de Tecnologia, ofereceram
insights inovadores por meio de artigos, capítulos de livros e recursos online para
definir uma teoria de aprendizagem.
O termo “Conectivismo”, criado por Siemens (2004), refere-se à importância das
conexões em rede nesta era e destaca questões como cooperação, interação e
participação ativa dos alunos como fundamentais para a aprendizagem em ambientes
tecnológicos. Essa abordagem teórica apresenta perspectivas potenciais para o
desenho curricular, enfatizando a integração de recursos tecnológicos, como a
promoção de experiências de aprendizagem com ambientes digitais, possibilitando
aos alunos maior autonomia no processo educacional. Siemens (2008) considera que
o Conectivismo oferece pontos que conferem originalidade e relevância, conforme
demonstrado na figura 1:
Figura 1 Originalidade do Conectivismo
Principais Justificativas
O conectivismo é a aplicação de princípios das redes para definir tanto o conhecimento como
aprendizagem. O conhecimento é definido como um padrão particular de relações e a aprendizagem
a criação de novas conexões e padrões, por um lado, e a capacidade de manobrar através das redes
e padrões existentes.
O conectivismo lida com os princípios da aprendizagem em vários níveis: biológico/neurais,
conceituais e sociais/externos.
O conectivismo concentra-se na inclusão da tecnologia como parte da distribuição de cognição e de
conhecimento. O conhecimento reside nas conexões que criamos, seja com outras pessoas, seja com
fontes de informação, como bases de dados.
Enquanto outras teorias prestam uma atenção parcial, o conectivismo reconhece a natureza fluida do
conhecimento e das conexões com base no contexto.
Compreensão, coerência, interpretação (Sense Making), significado (meaning): esses elementos são
proeminentes no construtivismo, menos no cognitivismo, e estão ausentes no behaviorismo. Mas o
conectivismo argumenta que o fluxo rápido e a abundância de informação elevam a um patamar
crítico.
Fonte: Adaptado por Mendonça Junior e Coutinho (2023), a partir de Siemens (2008).
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Siemens (2004) afirma que o Conectivismo corrobora a compreensão do
conhecimento como um "padrão específico de relacionamentos, enquanto a
aprendizagem implica a criação de conexões e padrões, além da capacidade de
navegar em ambientes de redes e padrões já estabelecidos". Segundo esses autores,
o Conectivismo também fortalece o processo de aprendizagem e pode ser
caracterizado por oito princípios.
Figura 2- Princípios Fundamentais do Conectivismo
Princípios
Conceitos
1
Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões.
2
Aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos.
3
A capacidade de saber mais é mais crítica do que aquilo que é conhecido.
4
É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua.
5
A habilidade de enxergar conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma habilidade
fundamental.
6
Atualização (currency, conhecimento acurado e em dia) é a intenção de todas as
atividades de aprendizagem conectivistas.
7
A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem.
8
Escolher o que aprender e o significado das informações que chegam é enxergar
através das lentes de uma realidade em mudança. Apesar de haver uma resposta
certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a mudanças nas condições que
cercam a informação e que afetam a decisão.
Fonte: Elaborado pelo autor, a partir de Siemens (2004).
A partir da Figura 2, é possível inferir que os princípios do Conectivismo oferecem
um arcabouço que leva à releitura da estrutura curricular dos cursos de graduação em
Administração, bem como da prática aplicada pelos docentes, incentivando o
desenvolvimento de uma abordagem mais centrada no aluno, participativa e
tecnologicamente integrada às realidades do mercado. Cabe ressaltar que o
Conectivismo não esteve isento de críticas que, em última análise, questionam sua
eficácia e aplicabilidade.
Siemens (2006) e Giurgiu e Barsan (2015) realizaram algumas comparações
com outras teorias de aprendizagem atuais para determinar se ela deveria ser
considerada uma teoria.
Figura 3- Teorias de Aprendizagem
Propriedades
Behaviorismo
Cognitivismo
Construtivismo
Conectivismo
Como ocorre a
aprendizagem?
Enfoque no
comportamento.
Estruturado,
computacional.
Sentido
constrdo por
cada pessoa.
Distribuído numa
rede, social,
tecnologicamente
potenciada.
Fatores que
influenciam?
Natureza da
recompensa
,
estímulos.
Esquemas (schema)
existentes,
experiências
prévias.
Empenho
,
participação,
social, cultural.
Diversidade
estabelecida pela
rede.
Qual é o papel
da memória na
aprendizagem?
A memória é o
inculcar (hardwiring)
de experncias
repetidas.
Codificação,
armazenamento,
recuperão.
Conhecimento
prévio
remisturado
para o contexto
atual.
Padrões adaptativos,
representativos do
estado atual,
existente nas redes.
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Como ocorre a
transferência de
conhecimento?
Estímulo e resposta.
Duplicão dos
constructos de
conhecimento de
quem sabe
(“knower).
Socializão.
Conexão (adão).
Quais os tipos
de
aprendizagem
mais efetivos?
Aprendizagem
em
tarefas.
Racionio com
objetivos claros e
resolução de
problemas.
Social.
Aprendizagem
complexa, que muda
devido às diversas
fontes de
conhecimento.
Fonte: Adaptado pelo autor, a partir de Siemens (2006, p.36)
A identificação de semelhanças e diferenças entre o Conectivismo e outras
teorias fornece insights pertinentes para avaliar sua validade como teoria da
aprendizagem. Além disso, a teoria aborda a necessidade não apenas de responder
coerentemente os desafios, mas também de identificá-los, discutindo, ainda, as
limitações de teorias que podem não estar alinhadas à era digital (Witt & Rostirola,
2019, p. 8).
Underwood (2016) apresenta a jornada de um aluno enquanto explora suas
experiências acadêmicas, interpretando a soma de instruções para adquirir
conhecimento. A visualização revela a interação dinâmica entre o conjunto de
conhecimentos prévios, suas experiências pessoais e a influência da internet e das
ferramentas digitais, que formam uma rede de conexões da qual a aprendizagem pode
emergir. Além de demonstrar a complexidade desse processo, a representação da
imagem destaca a singularidade individual na construção do conhecimento (Bowen,
2012).
Para aprofundar o conceito de Conectivismo, uma pesquisa realizada por Witt e
Rostirola (2019) entre 2008 e 2017, disponível no banco de dados de dissertações e
teses da Fundação para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino
Superior, incorporou entrevistas com 63 professores nos níveis municipal, estadual e
federal. Os resultados revelaram que o termo era pouco explorado por profissionais
da área.
Esse contexto destaca a necessidade de estabelecer uma conexão mais
detalhada entre o Conectivismo e as práticas pedagógicas utilizadas nos ambientes
educacionais das Instituições de Ensino Superior, com vistas a enriquecer o processo
de ensino alinhado à era digital. Witt & Rostirola (2019) revelam que os professores já
utilizam redes sociais, fóruns e outras plataformas digitais para promover boas
oportunidades de aprendizagem. Embora a teoria do Conectivismo não tenha sido
amplamente explorada no banco de dados de dissertações e teses da Fundação para
a Coordenação do Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior, é crucial que
surjam novas perspectivas capazes de disseminar paradigmas sociais
contemporâneos. A teoria discutida por Witt & Rostirola (2019) oferece uma visão
educacional fundamentada na integração tecnológica e digital, que pode ser aplicada
ao ensino superior.
A lacuna identificada em ambientes digitais evidencia a necessidade de integrar
os princípios do conectivismo aos currículos de Administração. Essa abordagem visa
alinhar a formação acadêmica às demandas e às competências exigidas pelo
mercado de trabalho.
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Embora a pesquisa de Witt e Rostirola (2019), tenha se concentrado na
Educação sica, sua análise revela práticas que também são relevantes no ensino
superior. O uso de plataformas digitais e a integração com novas tecnologias no
processo educacional devem ser considerados para criar uma conexão efetiva entre
a educação básica e a superior. Outro aspecto do Conectivismo que se alinha à
necessidade de modernização curricular é a compreensão de que o ambiente digital
imersivo não deve ser visto apenas como uma ferramenta, mas sim como um
elemento transformador na prática educacional (Mendonça Júnior & Coutinho, 2024).
Essa transformação curricular deve levar em conta as expectativas do mercado e a
inclusão de práticas pedagógicas que reflitam contextos reais especialmente no Pará,
onde a integração tecnológica enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e às
condições territoriais para o desenvolvimento profissional com foco em tecnologias
emergentes.
Souza, Martins e Duarte (2021) enfatizam que, no contexto do Conectivismo, a
aprendizagem se baseia em habilidades como criar, navegar e utilizar redes de
conhecimento em um ambiente digital interativo e adaptativo. A perspectiva dos
autores reforça a necessidade de abordagens de formação que priorizem a
construção de conhecimento por meio de conexões, permitindo que os alunos
acessem, filtrem e integrem informações de forma adaptativa. Essa abordagem é
essencial no contexto discutido no artigo, pois defende currículos que preparem
administradores de empresas para operar e se engajar em ambientes imersivos.
Ao analisar a adequação dos currículos de Administração de Empresas, é
preciso considerar não apenas o conteúdo ensinado, mas também como esse
conteúdo se integra às demandas tecnológicas do mercado. O desafio da adaptação
desses currículos parece residir na implementação de tecnologias e na construção de
conhecimento digital tanto por docentes quanto por discentes (Modelski et. al, 2019).
Portanto, é essencial defender a importância da conexão e explorar como as
práticas e os paradigmas identificados podem ser adaptados e aplicados ao contexto
dos cursos de Administração no Ensino Superior.
Metodologia
A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, buscando
familiarizar-se com o problema, e, potencialmente, construir hipóteses. Para tanto,
foram realizados levantamentos bibliográficos, entrevistas semiestruturadas e estudos
de caso (Rodrigues, 2007).
Quanto aos procedimentos, a pesquisa foi classificada como estudo de caso por
ter investigado aspectos específicos com foco no estado do Pará. No entanto, cabe
ressaltar que o pesquisador precisou realizar uma análise aprofundada das
informações para identificar possíveis contradições (Gil, 2021). Este artigo representa
um dos resultados iniciais de uma pesquisa que examina, à luz da Teoria do
Conectivismo, a formação de administradores em relação a ambientes digitais
imersivos. Ressalta-se que a expressão “ambientes digitais” deve ser entendida como
“um ambiente que inclui não apenas o que é criado na internet, mas qualquer espaço
formado por tecnologias” (Dalla Vechia, 2012).
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 98
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Foram selecionados apenas artigos publicados entre 2017 e 2022, período em
que o tema começou a ganhar destaque, principalmente a partir de 2020, em
decorrência da pandemia da COVID-19 e da necessidade global de adaptação. No
entanto, foram inclusos também trabalhos seminais relevantes na área, visando
ampliar o arcabouço teórico, bem como a seleção de palavras-chave em inglês. Os
artigos deveriam abordar os seguintes termos: (a) “Mercado de Trabalho”, (b)
“Ambientes Digitais Imersivos”, (c) “Teoria do Conectivismo” e (d) “Instituições de
Ensino Superior”. A escolha dessas palavras-chave se deu pela sua conexão direta
com o objetivo do estudo, que é analisar como os currículos do ensino superior estão
se adaptando às demandas tecnológicas e às expectativas do mercado de trabalho
em contextos digitais imersivos.
A inclusão limitou-se a estudos revisados por pares disponíveis em bases de
dados renomadas, como Scopus, Scielo e Portal de Periódicos da Fundação para a
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior, conforme
recomendado por Quevedo-Silva et. al (2016), uma vez que essas fontes oferecem
pesquisas validadas e com reconhecido mérito científico, garantindo a qualidade, a
credibilidade e a relevância dos materiais. Foram excluídos artigos fora do período,
que não abordassem as palavras-chave ou que não tivessem sido revisados.
Após análise dos tulos, resumos e palavras-chave para uma seleção preliminar,
os artigos foram lidos na íntegra para garantir que atendiam aos critérios
estabelecidos.
Figura 4- Análise Preliminar dos Artigos
Ano
Autor
Fonte
2017
Alves, A.C., Leão,
C.P., Uebe-Mansur,
A.F., Kury, M.I.R.A.
18th World Conference on
Mobile and Contextual
Learning (mLearn 2019) At:
Delft, Netherlands
2017
Arantes, S.S, Filho,
N.A.M
Bulletin of Electrical
Engineering and
Informatics
2018
Caskey, K.R.,
Taveres Thomé, A.M.
CSA
2018
Coelho Junior, F.A.,
Hedler, H., Faiad, C.,
Marques-Quinteiro,
P.
Espacios
2018
Liu, F., Zhang, Y.,
Zhao, L., Dai, Q., Liu,
X., Shi, X.
Espacios
2019
MacCallum K.,
Parsons, D.
Espacios
2019
Oliveira, J.H.,
Giannetti, B.F.,
Agostinho, F.,
Almeida, C.M.V.B.
Espacios
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 99
GESTÃO & CONEXÕES - MANAGEMENT AND CONNECTIONS JOURNAL, VITÓRIA (ES), V. 15, N. 1, DE 2026.
2019
Paixão, R.B., Souza,
M.A.
International Journal of
Management Education
2020
Schastai, U.M.B.,
Ferreira, J.D.A.,
Thomaz, L.
Journal of Cleaner
Production
2020
Silva, G.C., Silva,
L.C.C., Neto,
J.R.L.D., Benigno,
M.B.S., Nascimento,
A.C.B.
Proceedings of 2022 8th
International Conference of
the Immersive Learning
Research Network, ILRN
2022
2021
Silva, N.A.D.S., Silva,
R.I.P., Coutinho,
D.J.G.
Production Planning and
Control
2022
Sunardi, Ramadhan,
A., Abdurachman, E.,
Trisetyarso, A., Zarlis,
M.
Bulletin of Electrical
Engineering and
Informatics
2022
Song, X., Liu, Y.,
Dong, J., Huang, Y.
Chinese Journal of Network
and Information Security
2022
Wang, W.-X., Zhou,
F., Wan, Y.-L., Ning,
H.-S.
Gongcheng Kexue
Xuebao/Chinese Journal
of Engineering
2022
Pigultong, M.
2022 10th International
Conference on
Information and
Education Technology,
ICIET 2022
2022
Sunardi, Ramadhan,
A., Abdurachman, E.,
Trisetyarso, A., Zarlis,
M.
RAUSP Management
Journal
2022
Teixeira, A.F.,
Nogueira, J.S.,
Moreira, R.A.C.C.,
Bottentuit, J.B.
Technology in Society
Fonte: Elaborado por Mendonça Junior e Coutinho (2023).
A figura 4 apresenta uma continuidade para pesquisas futuras com base nos
artigos encontrados durante o processo de análise preliminar. Esse levantamento
destaca a relevância do tema e sugere o desenvolvimento de estudos que aprofundem
a discussão. Observa-se um baixo número de artigos, o que pode ser atribuído ao fato
de muitos possuírem títulos específicos, atraindo menos atenção dos pesquisadores.
Além disso, a falta de conhecimento aprofundado sobre o tema por parte de
alguns pesquisadores também pode limitar a discussão e a produção acadêmica.
Esses fatores reforçam a motivação para a construção deste artigo, que busca
preencher essa lacuna na literatura e estimular um amplo debate.
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 100
GESTÃO & CONEXÕES - MANAGEMENT AND CONNECTIONS JOURNAL, VITÓRIA (ES), V. 15, N. 1, DE 2026.
Procedimentos de coleta de dados
Os participantes da pesquisa foram dois coordenadores de curso de graduação
em Administração, denominados E1 e E2, de diferentes Instituições de Ensino
Superior (IES) privadas do estado do Pará, identificados pelos pseudônimos IES 1 e
IES 2 para garantir o sigilo. As informações foram obtidas entre janeiro e março de
2024, por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas presencialmente.
Figura 5 - Roteiro de Entrevista Aplicado com Coordenadores de Curso de IES Privadas
Perguntas
1
Durante a sua gestão no curso de Administração, você constatou a existência de itens
curriculares formadores de competência tecnológica que permitissem ao aluno ser
competitivo no ambiente imersivo em que vivemos?
2
Em caso positivo, você poderia enumerar alguns exemplos?
3
Você considera importante a formação do aluno de Administração com viés aplicado ao
mercado de tecnologia, em especial nos ambientes imersivos como o Metaverso? Por
quê?
4
Você considera importante que as matrizes curriculares dos cursos de Administração
abordem disciplinas que incentivem os alunos a aprimorar suas habilidades
tecnológicas, considerando o nível de competitividade no mercado? Por quê?
5
Na sua percepção, ocorre, no âmbito regional, a efetiva orientação dos cursos de
Administração para a formação de competências focada em um novo perfil para o
mercado? Se sim, quais disciplinas tratam sobre esses aspectos tecnológicos, incluindo
os imersivos?
6
Quais possíveis mudanças de revisão você sugere na estrutura (das disciplinas ou
conteúdos) para que os alunos, logo egressos, sejam preparados durante o processo
de formação?
7
Você considera que a matriz curricular do curso de Administração possui meios formais
definidos sobre o processo tecnológico imersivo, contribuindo para avaliação e controle
de formação do egresso?
8
Quais praticas pedagógicas você considera essenciais para inserção nas matrizes
curriculares, considerando também aspectos tecnológicos imersivos de modo que o
discente desenvolva a aprendizagem?
9
Estamos chegando ao fim da entrevista. Se você acha que tem algum ponto importante
que não foi abordado ou assunto que queira contribuir na pesquisa, pode falar nesse
momento.
Fonte: Elaborado pelo autor (2024)
A figura 5 apresenta as questões desenvolvidas para a realização de entrevistas
semiestruturadas com os coordenadores dos cursos de graduação em Administração.
Essas entrevistas foram planejadas de acordo com Laville & Dionne (1999), visando
garantir maior flexibilidade no momento da coleta de dados. Os entrevistados puderam
expressar suas opiniões à medida que novos temas emergiam durante a interação.
Essa abordagem foi escolhida por proporcionar um espaço mais aberto para os
participantes expandirem suas narrativas, permitindo uma análise aprofundada do
tema. A figura 6 apresenta as questões para a realização de entrevistas
semiestruturadas com os coordenadores dos cursos de graduação em Administração.
O roteiro de entrevista da figura 6 foi desenvolvido em alinhamento com o referencial
do artigo.
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 101
GESTÃO & CONEXÕES - MANAGEMENT AND CONNECTIONS JOURNAL, VITÓRIA (ES), V. 15, N. 1, DE 2026.
Figura 6 - Perguntas da entrevista e fundamentos teóricos
Autores Acadêmicos
10
Siemens (2004); Siemens (2006); Siemens (2008); Cravino et. al (2020).
20
Siemens (2004); Siemens (2006); Siemens (2008); Cravino et. al (2020).
30
Freitas et. al (2020); Caliari et. al (2018)
40
Siemens (2004); Barros et. al (2018)
50
Siemens (2004); Siemens (2006); Barros et. al (2018)
60
Zeichner e Noffke (2001); Caliari et. al (2018); Freitas et. al (2020)
70
Salvador e Ikeda (2019); Inep (2022); Vieira e Brazão (2022)
80
De Oliveira Casartelli, Girafa e Modelski (2019); Ferreira et. al (2019); Christensen et. al (2013).
90
Open space for the participant’s final comments, spontaneous contributions, or additional
remarks at the end of the interview.
Fonte: Desenvolvido pelo autor (2025)
As entrevistas seguiram um roteiro elaborado pela pesquisadora e tiveram
duração entre 15 e 26 minutos. É importante ressaltar que foram gravadas com o
consentimento dos entrevistados e transcritas na íntegra para maior amplitude na
interpretação e análise dos dados. Após as transcrições e a seleção dos documentos,
as informações foram processadas no software Atlas Ti 24.
Procedimentos de análise de dados
A técnica de análise utilizada foi a Análise de Conteúdo (AC), cujo objetivo é
colaborar com novos elementos que surgem (Mendes & Miskulin, 2017).
Considera-se que a AC pode ser caracterizada em diferentes fases: 1) Pré-
análise, quando o material é investigado, ou seja, ocorre a sistematização das ideias
do pesquisador. Nesse momento, ocorrem a definição do corpus textual, a leitura
flutuante e a priorização dos documentos; 2) A exploração do material encontrado,
permitindo maior riqueza de interpretações. Essa é a etapa da descrição analítica que
trata do corpus e envolve questões como codificação, classificação e categorização;
3) Tratamento dos resultados, no qual as informações são condensadas, culminando
nas interpretações (Bardin, 2016).
Essa análise empregou a técnica de codificação indutiva, permitindo que
categorias e padrões emergissem diretamente dos dados empíricos, sem a imposição
de categorias preestabelecidas. Essa estratégia é particularmente útil em pesquisas
exploratórias, nas quais o objetivo é compreender fenômenos com base nas narrativas
dos participantes, promovendo, uma conexão próxima com a realidade investigada.
A categorização foi realizada por meio de codificação indutiva, na qual categorias
emergiram do corpus analisado sem a utilização de um modelo predeterminado.
Inicialmente, os dados foram segmentados em unidades de registro trechos que
continham significados completos relacionados ao tema da pesquisa.
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Posteriormente, essas unidades foram agrupadas por similaridade temática,
dando origem às categorias empíricas. Cada categoria representou um núcleo de
significado, identificado pela recorrência de ideias, expressões e perspectivas dos
participantes. O processo foi conduzido sistematicamente com o apoio do software
Atlas.ti 24, que facilitou a codificação dos excertos e a organização dos dados por
meio de códigos, memorandos e clusters. A formação das categorias seguiu os
critérios propostos por Bardin (2016): (1) Exaustividade abrangendo todo o corpus;
(2) Representatividade alinhamento com os objetivos do estudo; (3) Homogeneidade
consistência interna de significado; e (4) Relevância clara com o problema de
pesquisa.
Análise e Discussão
Os coordenadores de curso demonstraram particular interesse em analisar a
atualização dos currículos dos cursos de graduação em Administração no que se
refere aos aspectos tecnológicos, com foco na preparação dos alunos para um
mercado de trabalho competitivo e digitalizado. Essa preocupação evidencia a
importância atribuída pelas Instituições de Ensino Superior privadas do estado do
Pará investigadas, nessa primeira etapa, em oferecer uma formação alinhada aos
avanços e às demandas tecnológicas.
As categorias selecionadas para análise são: 1) “Mercado de Trabalho”, 2)
“Cursos com Ferramentas Tecnológicas” e 3) “Formação Profissional”. Essas
categorias demonstram a relevância das falas dos coordenadores, com foco na
avaliação das estruturas curriculares dos cursos de graduação em Administração. O
objetivo é verificar se essas estruturas estão atualizadas e se proporcionam aos
estudantes as habilidades, competências e atitudes necessárias para se destacarem
no contexto profissional atual, tanto no ambiente físico, quanto no digital, alinhando-
se aos princípios do Conectivismo. A tabela 1 apresenta o número de ocorrências das
categorias identificadas nas falas dos entrevistados.
Tabela 1 - Número de Ocorrências
Entrevistado
N°1
Entrevistado
N°2
Totais de
citações
%
Relativa
Formação Profissional
5
5
10
27,03%
Mercado de Trabalho
6
3
9
24,32%
Disciplinas com Ferramentas
Tecnológicas
10
8
18
48,65%
Totais
21
16
37
100,00%
Fonte: Elaborado pelo autor (2024), a partir do Software Atlas Ti.
Categoria “Mercado de Trabalho
Essa dimensão é caracterizada como essencial para a compreensão das
percepções dos entrevistados. Nesse contexto, os coordenadores dos cursos
expressaram a preocupação em preparar os alunos para as demandas e os desafios
do mercado. Seus argumentos refletem cursos relacionados às expectativas e
exigências do mercado, garantindo que os alunos adquiram as competências e
habilidades associadas aos novos ambientes digitais, como observado na fala do
entrevistado E1:
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[...] Sim... Nesse sentido, temos cursos que abordam essa área tecnológica,
assim como oferecemos plataformas [...] a plataforma Microsoft Teams, que é
um ambiente digital onde eles podem interagir com nossos professores [...]
assistindo às aulas [...] desenvolvendo outras atividades, realizando reuniões
[...] trabalhando em Grupos de Pesquisa por meio desses canais. Como a
Plataforma Microsoft Teams. (E1)
Essa integração de plataformas digitais nas disciplinas curriculares do curso
reflete um alinhamento com teorias contemporâneas de aprendizagem, como o
Conectivismo, que enfatiza a importância das redes digitais no desenvolvimento de
competências necessárias para o mercado de trabalho atual (Siemens, 2006).
Estudos recentes corroboram essa abordagem, indicando que a exposição a
ambientes digitais durante a formação acadêmica pode melhorar as condições de
empregabilidade de egressos em setores tecnologicamente avançados (García et. al,
2022).
Vale destacar que as plataformas remotas utilizadas nas IES, vinculadas às
disciplinas dos currículos como recursos tecnológicos, dedicam-se a trabalhar a
convergência com um processo de aprendizagem moderno, considerando o fato de
que os alunos necessitam de recursos e conteúdos para se imergirem em ambientes
digitais. A preocupação de que os currículos dos cursos de graduação em
administração abordem disciplinas relacionadas a ambientes digitais, incentivando os
alunos a aprimorarem suas habilidades considerando o alto nível de competitividade
do mercado, também foi levantada pelo entrevistado E2:
[...] sim, até tivemos uma evolução em relação ao currículo. Inicialmente,
abordávamos apenas a parte introdutória da ciência da computação, apenas
para explicar o que era um computador, um mouse e o que era um sistema
operacional... Isso evoluiu tanto que agora é tão básico que não está mais
incluído no currículo. Então, agora podemos incluir mídias sociais e outros
cursos tecnológicos evolutivos. (E2)
Essa particularidade potencializa um debate, principalmente no contexto das
perspectivas do Estado do Pará, quanto ao alinhamento dos cursos de graduação em
Administração com o desenvolvimento de competências tecnológicas em sala de aula,
visando à formação de um novo perfil profissional para o mercado contemporâneo,
como afirma o entrevistado:
[...] Os cursos e as nossas atividades precisam ser desenvolvidos dentro de
uma visão de responsabilidade socioambiental e adaptar esse aluno que
formaremos como um profissional de excelência [...] a partir dessa percepção
de que o aluno deve adquirir o máximo de conhecimento científico-técnico
aliado ao conhecimento digital para ser aplicado ao desenvolvimento da nossa
região. Principalmente porque estamos sob os holofotes globais, como na
COP30, por exemplo (E1).
Essa abordagem, que integra responsabilidade socioambiental e conhecimento
técnico-científico ao conhecimento digital, alinha-se às demandas do mercado global
por profissionais capazes de atuar em ambientes tecnologicamente avançados.
Segundo Boaventura et. al (2018), a capacidade de adaptação às redes digitais e à
inovação tecnológica é crucial para a competitividade no mercado de trabalho nos
próximos anos. Estudos de Cravino et. al (2020) também enfatizam a importância da
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autorreflexão sobre ambientes digitais dentro das instituições de ensino e suas
matrizes curriculares, apontando para a necessidade de adaptação do conhecimento
às demandas tecnológicas contemporâneas.
Essa questão é passível de amplas discussões, considerando que cada
Instituição de Ensino Superior (IES) tem seu contexto de aplicação, como
mencionado. No entanto, apesar de as duas instituições investigadas demonstrarem
preocupação com a aprendizagem em contexto digital, isso direciona tanto o perfil
profissional dos alunos, eventualmente profissionais, quanto o futuro do estado ou
região, devido à aplicabilidade do ensino, como destacado por E2:
[...] sim, a gente percebe [...] porque a gente tem essas comparações, porque
a gente recebe muitos alunos transferidos. E quando a gente avalia a matriz
curricular de uma instituição de onde o aluno está sendo transferido, a gente
percebe que praticamente todas essas instituições têm essa preocupação com
tecnologia e a maioria [...] a grande maioria delas inclui sistemas de informação
gerencial como um desses cursos tecnológicos que são importantes para a
formação profissional (E2).
Alguns estudos têm investigado essa questão, considerando o contexto
profissional de egressos de diferentes Instituições de Ensino Superior. Nesse sentido,
Marzall et. al (2019) constataram que egressos de Administração têm ampla aceitação
no mercado. No entanto, mais da metade deles (57,7%) ocupa cargos administrativos,
o que pode gerar frustração para muitos estudantes que não alcançam suas
aspirações profissionais após a conclusão do curso, conforme Ferreira et. al (2019).
Cristello (2018) discute que, mesmo sem uma oportunidade de emprego
garantida após a graduação, o aprimoramento do conhecimento teórico é relevante
para as habilidades que o mercado de trabalho exige dos profissionais, em termos de
domínio e uso contínuo de ambientes digitais. No entanto, existe um conceito
estabelecido sobre a validade dos ambientes digitais no processo de aprendizagem e
seu desempenho no contexto profissional.
Alguns estudos constataram baixo desempenho dos administradores (Marzall et.
al, 2019), enquanto outros indicaram que alguns egressos atuam como
empreendedores, desfrutando de maior autonomia e renda financeira (Giacomin et.
al, 2019; Melo et. al, 2022). Diante disso, é importante realizar uma análise
individualizada de cada contexto de mercado, considerando o que está exposto nas
Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e as necessidades dos alunos em sua
formação, bem como o conhecimento tecnológico.
Categoria "Cursos com Ferramentas Tecnológicas"
A maioria dos conceitos associados à Teoria do Conectivismo enfatiza a
importância das ferramentas tecnológicas, argumentando que os alunos do século XXI
têm a capacidade de aprender mais rapidamente em ambientes digitais e imersivos.
Isso se reflete na presença frequente de plataformas de ensino remoto em Instituições
de Ensino Superior, bem como na inclusão de cursos específicos voltados para o uso
dessas tecnologias no processo de aprendizagem (Freitas et. al, 2020).
Sobre o papel das ferramentas tecnológicas na educação atual, Boyraz e Ocak
(2021) destacam que, à medida que a tecnologia é introduzida, novas teorias se
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desenvolvem para fornecer e também elucidar estruturas curriculares de forma mais
eficaz. Isso é possível graças ao advento das tecnologias da informação e
comunicação (TIC), que trouxeram mudanças significativas para a sociedade,
fortalecendo, a área da administração. Tais pontos ficam evidentes na fala de E1:
[...] Dentro da grade curricular, a gente tem essa trilha em alguns semestres
específicos. A instituição tem um Sistema de Informação Aplicado à Gestão no
terceiro período. A gente tem Inovação e Competitividade, então isso passa
pelo contexto digital em que o aluno está inserido... Agora é assim, a gente tem
alguns cursos online que também induzem esse aluno a se sentir um ator, um
agente, que dentro dos cursos presenciais que ele vai ter, os cursos digitais vão
ser tão importantes quanto (E1).
Nesse sentido, surge a questão da migração dos cursos de graduação em
Administração para o ambiente digital, acelerada pela pandemia da COVID-19 (Vieira
& Brazão, 2022). Essa transição levou à necessidade de adaptação de matrizes
curriculares que permitissem aos alunos continuar aprendendo sem a presença física
do professor, alinhando-se à teoria principal do estudo, o Conectivismo. Esse fato é
relatado por E2:
[...] no começo de repente a gente... Apesar de ser um curso 100% presencial,
a gente acabou migrando o curso inteiro para um ambiente virtual... no começo
a gente teve uma resistência dos alunos, mas o que acontece é que, logo
depois que a gente voltou da pandemia, foi o contrário. Os alunos não queriam
mais voltar do ambiente tecnológico, virtual, para o presencial. Mas eles
sabem... não descartando a diferença e a importância que um professor tem
(E2).
Ambos os entrevistados concluíram que a adesão aos ambientes digitais não
significa excluir o ambiente sico, mas, sim, integrar ambos os formatos de ensino.
Essa integração é vista como fundamental para proporcionar aos alunos uma
formação integral, combinando as melhores práticas dos ambientes presencial e
digital. Segundo Schlemmer et. al (2022), a abordagem híbrida é percebida como uma
forma de preparar os alunos para os desafios atuais do mercado de trabalho,
permitindo que desenvolvam competências diferenciadas que os tornem profissionais
adaptáveis às demandas do ambiente profissional.
De todas as categorias, "Cursos com Ferramentas Tecnológicas" foi a que
apresentou o maior número de ocorrências, com 18 citações, o que representa
48,65% em relação às demais categorias. Isso indica uma preocupação significativa
com a adaptação curricular de cursos com ferramentas tecnológicas utilizadas em
ambientes digitais, buscando formar um novo perfil de aluno no mercado de trabalho.
Essa preocupação é evidenciada na fala de E1:
[...] Por exemplo, cursos como atividades práticas de extensão. Nossos alunos
fizeram, criaram e desenvolveram um projeto dentro de uma proposta de
empreendedorismo tecnológico. E isso foi montado, estruturado, junto com os
docentes que compõem o curso de Administração... mas nunca esquecendo
que a tecnologia está para dar um 'upgrade', para poder alavancar essas
ideias que serão aplicadas, tanto em termos do corpo discente, das instituições
do curso, quanto para a comunidade externa (E1).
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 106
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Por sua vez, graças ao avanço da tecnologia, existe a possibilidade de
implementar diversos formatos de ensino e aprendizagem, incluindo a modalidade de
educação a distância (EAD) e o formato híbrido de ensino, que combina elementos de
ensino presencial e a distância. Essa abordagem é interessante porque agrega o uso
da tecnologia ao ensino presencial para os alunos, como relata o E2:
[...] agora é a realidade. Nós [...] Hoje o nosso ensino é por causa disso. O
nosso ensino hoje é híbrido, eles têm aula na segunda e na quinta presencial e
na sexta o aluno, ele está 100% a distância. Mas eles têm o professor durante
a semana no presencial, mas eles têm uma carga horária que eles cumprem
de forma a distância, ? Tecnológica. Que faz com que o aluno mantenha o
seu próprio curso, consciência de estudo (E2).
Siemens (2004) discute como a tecnologia proporciona novas formas de
aprendizagem e destaca a relevância do Conectivismo para a compreensão dessas
mudanças. O Conectivismo, como teoria da aprendizagem para a era digital, aborda
o argumento de que as redes e as tecnologias digitais são cruciais para o processo
educacional moderno, apoiando a integração de diferentes modalidades de ensino. A
análise das percepções dos entrevistados E1 e E2 fornece uma visão abrangente da
integração e do uso de vários aspectos tecnológicos nos currículos dos cursos de
graduação em Administração em instituições de ensino privadas no estado do Pará.
Essas percepções reforçam a importância da tecnologia na formação acadêmica e
demonstram como a Teoria do Conectivismo é aplicada na prática, complementando
o objetivo deste artigo de examinar como essas instituições estão adaptando e
integrando novas tecnologias em seus currículos.
Categoria "Formação Profissional"
Dada a importância de alinhar os currículos de Administração às demandas
atuais do mercado para uma formação mais eficaz dos alunos, especialmente no
contexto dos ambientes digitais e do uso da tecnologia como ferramenta, como
mencionado na categoria anterior, podemos destacar a contribuição de Siemens
(2004). Esse autor discute como a tecnologia, e em particular o Conectivismo,
proporciona novas formas de aprendizagem e reforça a necessidade de integrar
diferentes modalidades de ensino para preparar os alunos de forma integral.
Nesse sentido, os coordenadores foram questionados se acreditam que as
matrizes curriculares do curso possuem meios formalmente definidos para o uso de
ferramentas tecnológicas imersivas, que contribuam não apenas para uma avaliação
eficaz dos egressos, mas também para o controle da formação. Embora distintos, E1
e E2 demonstram compatibilidade em seus discursos.
[...] E o nosso aluno está imerso nessa realidade digital... Junto com esses
recursos que a gente disponibiliza com base nas diretrizes: laboratórios,
softwares, voltados para a gestão, para que ele seja o profissional que
acompanha o que o mercado está ditando... Ele vai ficar de fora das
transformações. Dizem até que as profissões vão desaparecer. As profissões
não vão desaparecer. Quem desaparece são os profissionais que não estão
imersos nesse aprendizado contínuo (E1).
[...] É... Hoje, com as novas diretrizes nacionais de Administração, deixa claro
para as instituições que se trata daquele perfil que o aluno deve ter, não
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 107
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daquele método de ensino antigo, mas de um método cognitivo, gico e
tecnológico que leve à aprendizagem (E2).
O processo de formação de estudantes em Administração enfrenta diversos
desafios e oportunidades, principalmente quando considerado o contexto das
Instituições de Ensino Superior. Os avanços tecnológicos e as crescentes exigências
do mercado têm levado a uma evolução significativa nas Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCN), que demandam competências, habilidades e atitudes que moldam
um novo perfil profissional (Resolução 5, 2021). Nesse contexto, surgiu o
questionamento sobre a continuidade do vínculo entre a instituição de ensino e o
estudante após a graduação. Esse vínculo é essencial para avaliar o contato contínuo
e o interesse em aprimorar as habilidades do profissional. Essa importância é
destacada na fala de E1:
[...] ...Temos vários egressos no mercado e também aqueles que estão saindo
recentemente, criamos um espaço que está dentro da proposta desse conceito
inovador e diferenciado que é o Espaço Escola. [...] Esse espaço, além de
propor o aprendizado do aluno na prática profissional, é a experiência real.
Digamos, hands-on’; ele também tem a possibilidade de servir como
Coworking Acadêmico’ (E1).
Em relação à expressão "Coworking Acadêmico", E1 menciona que é um espaço
dentro da escola de negócios oferecido pela instituição onde o aluno de pós-
graduação pode estabelecer vínculos iniciais, convidando potenciais clientes para o
ambiente profissional. Fomenta-se, também, a realização de workshops e cursos de
formação abertos ao público, nos quais a coordenação da instituição convida tanto
egressos quanto alunos de semestres avançados para interagir com calouros. Para
Silva et. al (2022), a criação de ambientes de colaboração e networking, como o
"coworking acadêmico", pode proporcionar oportunidades significativas para a
integração dos egressos com o mercado. E2 explica o contexto da instituição:
[...] Desde o início do curso, temos um projeto que chamamos de "Educação
Continuada" e damos 50% de desconto para o nosso aluno que acabou de
concluir a Graduação, para que ele continue com a pós-graduação. Ou seja,
ainda temos contato com esse aluno que é um profissional inserido no
mercado de trabalho e está desenvolvendo uma pós-graduação conosco
(E2).
Essa categoria destaca a relevância de atividades práticas, como o laboratório
"Práticas Júnior", que integra aspectos digitais ao currículo do curso de Administração.
Os alunos têm a oportunidade de se envolver em atividades pedagógicas interligadas,
nas quais o ambiente digital os prepara para o mercado de trabalho. Esse alinhamento
com as práticas digitais é corroborado pelo Conectivismo, que Siemens (2004)
enfatiza a importância das redes digitais para a aprendizagem e a adaptação ao
mercado.
[...] Esse aluno que vai ter contato com a empresa júnior, que se doou mais,
que participou mais, que teve mais contato com entidades privadas ou
governamentais, sai mais preparado e elaborado (E2).
No entanto, o entrevistado E2 sugere que tanto as instituições de ensino quanto
o Ministério da Educação e Cultura realizem um monitoramento detalhado dessas
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 108
GESTÃO & CONEXÕES - MANAGEMENT AND CONNECTIONS JOURNAL, VITÓRIA (ES), V. 15, N. 1, DE 2026.
práticas. Além disso, o Conselho Regional de Administração deve monitorar a
implementação e a eficácia das propostas relacionadas à "Empresa Júnior" na
formação de profissionais de Administração, garantindo que essas experiências sejam
benéficas e alinhadas às necessidades do mercado.
Conclusões
À luz da Teoria do Conectivismo, este artigo buscou analisar como Instituições
de Ensino Superior privadas do estado do Pará estão integrando e utilizando novas
tecnologias nos currículos dos cursos de graduação em Administração, sob a
perspectiva dos coordenadores de curso. Os resultados abordaram o problema de
pesquisa e detalharam como essas Instituições de Ensino Superior privadas do estado
do Pará estão incorporando novas tecnologias em seus currículos de graduação em
Administração, visando à preparação dos alunos para o mercado de trabalho.
Em um cenário marcado pela crescente evolução tecnológica e pelas exigências
do mercado, as instituições de ensino analisadas reconhecem a importância de
oferecer uma formação alinhada à realidade contemporânea. Estratégias como o
desenvolvimento de cursos específicos, a promoção de eventos, workshops sobre
tecnologia e o estabelecimento de parcerias com empresas do setor, conforme
relatado pelos entrevistados E1 e E2, demonstram o comprometimento das
instituições com a qualidade da formação profissional. No entanto, ainda existem
desafios, principalmente no que se refere à necessidade de atualização dos currículos
de Administração e à capacitação dos professores para o uso eficaz das tecnologias.
Esses desafios são essenciais para garantir que os alunos tenham autonomia no
processo de aprendizagem, tanto em ambientes presenciais quanto virtuais.
Do ponto de vista teórico, o estudo contribui para a ampliação do debate sobre
a aplicabilidade da Teoria do Conectivismo na área de Administração de Empresas,
ao destacar seu potencial como base para a adaptação curricular em programas
voltados à formação tecnológica. Ao articular os princípios da teoria com as Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN), o estudo fornece subsídios relevantes para a reflexão
científica sobre práticas pedagógicas em ambientes digitais.
Do ponto de vista prático, a pesquisa oferece subsídios valiosos à gestão
institucional e à comunidade acadêmica, mapeando as estratégias adotadas por
instituições privadas, bem como os desafios enfrentados na formação docente e na
atualização curricular.
A partir dos resultados da pesquisa, é possível propor ações concretas que
possam contribuir para a reestruturação curricular e a formulação de políticas
educacionais nas Instituições de Ensino Superior (IES). Primeiramente, recomenda-
se a inclusão de disciplinas específicas voltadas para ambientes digitais imersivos e
alfabetização tecnológica, alinhadas aos princípios da Teoria do Conectivismo. Em
segundo lugar, é fundamental a implementação de programas de desenvolvimento
contínuo docente com foco no uso pedagógico das tecnologias digitais. Em terceiro
lugar, o fortalecimento de parcerias institucionais com empresas do setor de
tecnologia, a fim de alinhar os conteúdos curriculares às demandas do mercado.
PROF. DR. JOÃO PAULO VASCONCELOS MENDONÇA JÚNIOR E PROF. DR. MAURO MARGALHO COUTINHO 109
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Por fim, ressalta-se a importância de políticas acadêmicas que promovam maior
autonomia estudantil por meio de plataformas digitais, fomentando a aprendizagem
colaborativa e conectada.
Recomenda-se, ainda, que os gestores acadêmicos priorizem a inclusão de
disciplinas voltadas para ambientes digitais imersivos, aliadas à formação contínua do
corpo docente para o uso pedagógico das tecnologias. Investimentos em
infraestrutura digital e parcerias com o setor produtivo também são essenciais para
alinhar os currículos de Administração às demandas do mercado de trabalho,
conforme mencionado anteriormente.
Conclui-se que, embora tenham sido observados avanços, a integração e o uso
de tecnologias nos currículos dos cursos de graduação em Administração devem ser
um processo contínuo, com acompanhamento das instituições de ensino e de seus
coordenadores. A implementação dos princípios do Conectivismo nos currículos dos
cursos deve se tornar frequente para garantir uma formação adequada.
No entanto, é importante destacar algumas limitações do estudo, como o foco
exclusivo nos coordenadores, que podem não captar completamente a complexidade
do uso de tecnologias. Essa limitação está relacionada à dificuldade de acesso a
participantes adicionais durante o período de coleta de dados, que coincidiu com o
cronograma de submissão do artigo. Apesar do número limitado de entrevistados,
adotou-se uma abordagem qualitativa exploratória, aprofundada e contextualizada,
com o objetivo de compreender as percepções e estratégias institucionais de forma
abrangente e significativa.
Para estudos futuros, recomendamos: (1) ampliar a amostra de coordenadores
de outras Instituições de Ensino Superior privadas, para observar se os currículos
estão de fato preparando os alunos para o ingresso em um mercado de trabalho
competitivo; (2) analisar as perspectivas de alunos concluintes e egressos para
identificar possíveis lacunas no processo formativo relacionadas à integração de
ferramentas tecnológicas utilizadas no mercado; (3) avaliar, sob a perspectiva
gerencial, se o profissional de Administração que é absorvido tem sido preparado para
atuar no mercado tecnológico, especialmente em ambientes imersivos; (4) avaliar a
percepção de membros do Conselho de Administração quanto à atualização dos
currículos das instituições, e como estes buscam se alinhar às Diretrizes Curriculares
Nacionais. Essas perspectivas podem enriquecer a compreensão sobre a integração
da tecnologia nos currículos dos cursos de Administração e suas implicações para a
formação profissional.
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