https://periodicos.ufes.br/ppgadm/issue/feed Revista Gestão & Conexões 2021-04-22T17:21:18+00:00 Programa de Pós Graduação em Administração gestao.conexoes@gmail.com Open Journal Systems https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/31771 Antropoceno: o Campo de Pesquisas e as Controvérsias sobre a Era da Humanidade 2021-01-06T13:17:11+00:00 Valderí Castro Alcântara valderidecastroalcantara@gmail.com Érica Aline Ferreira Silva Yamamoto erica_alline@hotmail.com André Spuri Garcia andrespurigarcia@gmail.com Alyce Cardoso Campos alycecardosoc@yahoo.com.br <p>O termo Antropoceno foi proposto incialmente no ano de 2000 e vem sendo objeto de discussões teóricas, investigações empíricas e controvérsias. Considerando isso, o objetivo deste artigo é analisar como se configura o campo dos estudos sobre o Antropoceno. Foi realizada uma análise bibliométrica a partir de 1.352 artigos da base <em>Web of Science</em>. Os resultados indicaram que: as publicações e taxas de citações estão crescendo em tendência exponencial a partir de 2010; o debate hegemônico é realizado nos EUA e Inglaterra; as pesquisas atualmente possuem um caráter inter e multidisciplinar; o texto mais referenciado é <em>Geology of mankind</em> de Crutzen (2002); no campo predominam os textos das Ciências Naturais, porém, vem surgindo autores das ciências sociais, humanas e da filosofia; a narrativa naturalista ainda é a dominante do campo; e existem divergências dentro das disciplinas e entre as diferentes áreas do conhecimento – o Antropoceno é uma controvérsia científica contemporânea.</p> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/31641 Antropoceno e Organizações: Reflexões sobre Governança Ambiental em Unidades de Conservação 2020-10-18T10:24:42+00:00 Gustavo Matarazzo gmatarazzo.rezende@gmail.com Gilberto Sales gilberto.sales@icmbio.gov.br <h2><span style="font-size: 10.0pt; font-weight: normal; font-style: normal;">Antropoceno é um conceito que advém das Ciências Naturais e trata de uma possível mudança na era geológica, causada pela atividade humana no planeta. Ele se estrutura entre ser um conceito geológico e um corpo teórico. Neste artigo, desenvolvemos reflexões acerca da produção do conceito de Antropoceno no campo das organizações, para tanto nos debruçamos sobre as Unidades de Conservação Ambiental (UCs). Assim, recuperamos historicamente a trajetória do conceito de Governança Ambiental, depois, apresentamos algumas características organizacionais das UCs e as desenvolvemos a partir das perspectivas da legitimidade, judicialização e da multidisciplinariedade. Em um terceiro momento apresentamos tensões epistêmico-ontológicas acerca das operações de universalidade realizadas comumente por esses conceitos, bem como destacamos os seus limites nas relações entre humanos e não humanos. Diante do resgate de tais experiências, discutimos e apresentamos o Antropoceno como desafio cosmopolítico organizacional. Concluímos por sustentar uma posição cuidadosa a fim de explorarmos as experiências locais sem capturá-las por meio de narrativas que sustentem uma espécie de neocolonialismo ontológico.</span></h2> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/31845 O que o Antropoceno tem a Aprender com o Decrescimento Convivial? O Campo Ambiental diante dos Imperativos da Modernidade 2020-10-07T17:38:46+00:00 Nilo Coradini de Freitas nilof@tutanota.com Lucas Casagrande lucas.casagrande@ufrgs.br Fábio Bittencourt Meira fabio.meira@ufrgs.br <h2><span style="font-size: 10.0pt; font-weight: normal; font-style: normal;">O artigo discute o conhecimento produzido no campo científico do meio ambiente, identificando cinco chaves discursivas em disputa: Crescimento Zero, Otimismo Extropiano, Desenvolvimento Sustentável, Decrescimento Convivial e Antropoceno. A pressuposição de uma ordem do discurso permite utilizar o método da análise do discurso, com enfoque na interdiscursividade do campo, para identificar a luta de posições em torno da questão ambiental. A análise revela o peso dos imperativos tecnológico e econômico, característicos da modernidade, nos discursos que defendem a continuidade do status quo social vigente. O Antropoceno, ainda que sob influência do ideário moderno, revela um potencial crítico não realizado. Ao construir uma aproximação com a proposta do Decrescimento Convivial, o artigo objetiva mitigar este déficit, além de apontar, com base em Ivan Illich (2005b) e Giorgio Agamben (2015), outros modos de enfrentar o domínio econômico e tecnológico, sustentáculos da apropriação acrítica da questão ambiental.</span></h2> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/31735 Impactos da construção da hidrelétrica de Belo Monte na teia da vida: uma análise sob a perspectiva da ecologia-mundo 2020-10-07T17:32:16+00:00 Josiane Rowiechi josirowi@gmail.com Fábio Luiz Zanardi Coltro fzcoltro@gmail.com <p class="Resumo" style="margin-left: 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O presente artigo tem por objetivo analisar a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada em Altamira – PA, região Amazônica no Brasil, pela perspectiva da ecologia-mundo. Para o desenvolvimento desde estudo, apresenta-se a relação do Estado no que se refere às configurações funcionais e às críticas no âmbito das decisões de políticas ambientais, em especial no tocante às grandes obras de infraestrutura, como no caso da usina de Belo Monte, bem como seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Trata-se da temática da natureza nas organizações referindo-se à sustentabilidade, antropoceno, capitaloceno, ecologia-mundo e as estratégicas de embaratecimento da natureza, da energia e da vida. Os procedimentos metodológicos apoiaram-se em pesquisa documental, através de abordagem qualitativa descritiva. Os resultados da análise apresentaram que as condicionantes impostas pelo Estado apenas promoveram a mitigação das consequências irreversíveis que a grande obra ocasionou, modificando para sempre a forma de vida destas comunidades.</span></p> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/32052 “Conversa para boi dormir?”: Como as demandas da sociedade por consideração moral aos animais não humanos afetam as estratégias da indústria da carne e do leite 2020-10-07T17:10:13+00:00 Tiago Franca Barreto tiagoefebarreto@gmail.com Marcos Gilson Gomes Feitosa marcosggfeitosa@gmail.com Bárbara Eduarda Nóbrega Bastos barbarabastos@outlook.com <p class="Resumo" style="margin: 0cm 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Os comportamentos das organizações que são vistos pela sociedade como negativos podem ser analisados dentro do conceito do <em>Dark Side</em>, que estuda questões tradicionalmente esquecidas, ignoradas ou suprimidas nos Estudos Organizacionais. Entretanto, os efeitos das práticas organizacionais sobre os animais não humanos não têm sido incluídos nesse campo de estudos, apenas de forma indireta ao se analisar impactos sobre a natureza. Ao mesmo tempo, percebe-se uma demanda social crescente por consideração moral aos animais não humanos. Este trabalho analisa as estratégias de comunicação das maiores marcas da indústria da carne e do leite para responder a essas demandas, além de entrevistas com membros de organizações legisladoras, fiscalizadoras e de treinamento em bem-estar animal. Concluímos que o <em>Dark Side</em> deveria incluir o tratamento dado aos animais não humanos, uma vez que existe essa demanda por parte da sociedade e que as empresas pesquisadas tentam ocultar e/ou distorcer a realidade.</span></p> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/32045 Natureza Barata e Desigualdade Hidrossocial no Capitaloceno 2020-10-30T17:54:54+00:00 Benilson Borinelli benilson@uel.br Fabio Coltro fzcoltro@gmail.com Josiane Rowiechi josirowi@gmail.com Kauana Rosa da Silva kaurosa@gmail.com <p class="Resumo"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">O advento do Antropoceno tem fomentado inúmeras querelas entre correntes de pensamento sobre as causas e consequências dessa nova era para o planeta e para a humanidade, diante do iminente esgotamento e aprofundamento da distribuição desigual dos recursos naturais. Neste ensaio teórico crítico, propomos a noção de desigualdade hidrossocial como uma leitura alternativa da desigual apropriação física, discursiva e política da água sob a lógica capitalista. Para isso, recorremos, fundamentalmente, às contribuições do Capitaloceno, mais especificamente às ideias de Ecologia Mundo Capitalista e de Natureza Barata, e do ciclo hidrossocial. A noção de desigualdade hidrossocial permite atualizar e ampliar o marco analítico temporal, espacial e material da crise hídrica. A apropriação e distribuição assimétrica do “ciclo hidrológico” e de externalidades, com a submissão cada vez maior do ciclo hidrossocial à lógica neoliberal e estatal, tende a exacerbar as modalidades de desigualdade, injustiças, conflitos, violências de uma crise de grandes proporções.</span></p> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/34722 Histórias de autoidentificação do quilombo Luizes: tensões, disputas e contradições 2021-03-29T17:08:07+00:00 Elisângela de Jesus Furtado da Silva elisangelafurtado23@gmail.com <p>O objetivo desse estudo é analisar a construção da história de autoidentificação da comunidade Luizes a partir da memória de seus membros. O estudo foi feito por meio das narrativas anciãs do Quilombo Luizes em entrevistas não estruturadas. As histórias e memórias evidenciaram alguns achados dentre os quais: i) o discurso de autoidentificação da Comunidade Luizes é marcado por reconhecimento positivo do termo, mas não por todas as pessoas da comunidade, o que indica que a homogeneidade não é condição para a existência de uma organização; ii) a autoidentificação quilombola é um discurso atravessado por outros diversos, que exercem tensões e disputas em torno do significado; iii) as contradições observadas não dizem respeito a incoerência de seus membros, antes, porém, estão ligadas a uma sociedade constituída no racismo estrutural que levou a invisibilização de histórias e apagamento de humanidades. </p> 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/35305 Expediente 2021-04-22T12:23:43+00:00 KATIA VASCONCELOS katiacavasconcelos@gmail.com 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/35306 Editorial 2021-04-22T12:29:22+00:00 Kátia Vasconcelos katiacavasconcelos@gmail.com Juliana Cristina Teixeira julianacteixeira@yahoo.com 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões https://periodicos.ufes.br/ppgadm/article/view/35307 Apresentação da Seção Especial 2021-04-22T12:35:14+00:00 Letícia Dias Fantinel leticiafantinel@gmail.com Marina Dantas marina.dantas@unifor.br Fabio Marquesan fabio.marquesan@unifor.br 2021-04-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Revista Gestão & Conexões