Contatos domiciliares: informações encontradas nos prontuários e nas entrevistas com caso índice de hanseníase
Resumen
Introdução: A vigilância de contatos de hanseníase é um pilar para a eliminação da doença e precisa ser intensificada. Objetivos: Caracterizar as pessoas que tiveram hanseníase e seus contatos domiciliares, confrontando o número de contatos registrados nos prontuários com a quantidade real de contatos existentes. Métodos: Estudo descritivo transversal, realizado em dois municípios do noroeste paulista, que coletou, por meio de um instrumento próprio, informações de prontuários e entrevistas de pacientes registrados no SINAN, tratados nos anos de 2001 a 2013. Os indivíduos foram convidados para entrevista por até três ligações telefônicas ou visitas domiciliares. Resultados: Dos 103 casos notificados no período, 57 (55,3%) foram entrevistados e, destes, 24,5% relataram ter morado com indivíduo acometido por hanseníase, sendo o pai, o filho e o irmão os mais frequentes. Dos contatos domiciliares identificados nos prontuários analisados, 56,7% passaram por avaliação dermatológica, 49,3% tomaram a vacina BCG-ID e sete (4,7%) adoeceram. A maioria dos pacientes com hanseníase tratados possuía baixa renda e escolaridade, e a média de contatos domiciliares por paciente foi de 2,6 familiares. Dos casos índices entrevistados, em 43,9%, a quantidade de contatos domiciliares era diferente da registrada nos prontuários, sendo que 24,6% tinham mais contatos domiciliares. Conclusão: Há discordância entre as informações contidas nos prontuários e as obtidas por meio da entrevista. Os contatos não avaliados pelo serviço de saúde evidenciam maior risco de adoecimento. Ampliar o envolvimento dos profissionais de saúde com a hanseníase contribuirá para a eliminação da doença no país.
Descargas
Referencias
ALBUQUERQUE, José Guilhon. Relações Internacionais Contemporâneas: A ordem mundial depois da guerra fria. Petrópolis: Vozes, 2005.
BUZAN, Barry, WAEVER, A. New Framework for Analysis. Boulder, C.O.: Lynne Reinner Publishers, 1998.
BUZZAN, Barry. From international system to international society: structural realism and regime theory meet the English school. In: International Organization 47, pp. 327-352.
CABRAL, Ricardo Pereira. O fim da guerra fria e as perspectivas geopolíticas e geoestratégicas para o Brasil frente à crise de segurança hemisférica (1991-2001). Rio de
Janeiro: Dissertação de Mestrado do PPGHC/UFRJ, 2005.
FIORI, José Luís. O mito do colapso do poder americano. São Paulo: Record, 2008.
HAFTENDORN, Helga. The security puzzle: theory-building and discipline-building International Relations. In: International Studies Quarterly. v. 35, n. 1, 1990.
KRASNER, Stephen. Causas estruturais e consequências dos regimes internacionais: regimes como variáveis intervenientes. In: Revista de Sociologia e Política v. 20, 2012.
NEUMAN, Stephanie. International Relations Theory and the Third World. Nova York: St. Martin’s Press, 1998.
NEVES, André Luiz. Teoria das Relações Internacionais. Petrópolis: Vozes, 2009.
NYE, Joseph. O paradoxo do poder americano. Brasília: UnB, 2004
PAIVA, Ana Luíza Bravo e. Instituições de Defesa e Processo Decisório. Rio de Janeiro: Tese de Doutorado do PPGHC, 2016.
POLANIY, Karl. A grande transformação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
RUDZIT, Gunther; NOGAMI, Otto. Segurança e Defesa nacional: conceitos básicos para uma análise. In: Revista Brasileira de Política internacional. 53 (1): 5-24, 2010.
RUDZIT, Gunther. O debate teórico em segurança internacional: Mudanças frente ao terrorismo? In: Civitas – Revista de Ciências Sociais, v. 5. n. 2, jul. -dez. 2005, pp. 297-323.
RUSSEL, Roberto e TOKATLIAN, Juan. A América Latina e suas opções estratégicas frente aos Estados Unidos. Revista de Política Internacional, volume 16, nº 3, 2008.
SARAIVA, Miriam Gomes. As estratégias de cooperação sul-sul nos marcos da política externa brasileira. Revista Brasileira de Política Internacional: volume 50, nº 2, 2007.
VILLA, Rafael Duarte. Da crise do realismo à segurança global multidimensional. São Paulo: Annablume, 1999.
__________________. Segurança Internacional e Normatividade: é o Liberalismo o elo perdido dos Critical Securities Studies? Lua Nova, São Paulo, 73: 95-122, 2008.
VIOLA, Eduardo. A Multidimensionalidade da Globalização, as Novas Forças Sociais Transnacionais e seu Impacto na Política Ambiental no Brasil, 1989-1995. In: Ferreira, L. & Viola, E. Incertezas de Sustentabilidade na Globalização. Campinas: UNICAMP, 1996.
VIZENTINI, Paulo Fagundes (org.). A Grande Crise: a nova (des) ordem internacional dos anos 80 aos 90. Petrópolis: Vozes, 1992.
ZHEBIT, Alexander (org.). Ordem e Pacis. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2008.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
La RBPS adopta la licencia CC-BY-NC 4.0, lo que significa que los autores mantienen los derechos de autor de sus trabajos presentados a la revista.
- Los autores deben declarar que su contribución es un manuscrito original, que no ha sido publicado previamente y que no está en proceso de evaluación en otra revista simultáneamente.
- Al presentar el manuscrito, los autores conceden a la RBPS el derecho exclusivo de primera publicación, sujeto a revisión por pares.
Derechos de los autores:
Los autores pueden firmar contratos adicionales para la distribución no exclusiva de la versión publicada por la RBPS (por ejemplo, en repositorios institucionales o como capítulos de libros), siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en la RBPS. Además, se anima a los autores a poner su trabajo a disposición en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en sus páginas personales) tras la publicación inicial en la revista, citando debidamente la autoría y la publicación original.
Derechos de los lectores bajo la licencia CC-BY-NC 4.0:
- Compartir: Copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato.
- Adaptar: Mezclar, transformar y construir a partir del material.
Condiciones de la licencia:
- Atribución: Debe otorgarse el crédito adecuado, incluir un enlace a la licencia e indicar si se realizaron cambios.
- No Comercial: No se puede usar el material con fines comerciales.
- Sin restricciones adicionales: No se pueden aplicar términos legales o medidas tecnológicas que restrinjan lo que la licencia permite.