Fatores associados às malformações congênitas entre nascidos vivos no Brasil: Dados SINASC 2017
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v24i3.33256Palabras clave:
Malformações congênitas, Recém-nascido, Mortalidade materna, EpidemiologiaResumen
Introdução: Malformações congênitas são problemas estruturais ou cromossômicos que afetam significativamente o desenvolvimento e a saúde infantil. Objetivos: Conhecer a prevalência e os fatores sociodemográficos associados às malformações congênitas de acordo com os dados do Sistema de Informação para Nascidos Vivos (SINASC) do ano de 2017. Métodos: Por meio de estudo transversal, analisaram-se 2.923.535 nascidos vivos a partir dos dados obtidos do SINASC no ano de 2017. Para avaliar o desfecho, foi considerada a presença de malformações congênitas dos recém-nascidos no momento do parto. Para testar fatores associados, foram consideradas variáveis sociodemográficas. As associações estatísticas foram avaliadas por meio da regressão de Poisson. Resultados: A prevalência de malformações congênitas foi de 0,88% (0,87:0,90) IC95%. A idade materna, a região do país, o sexo do recém-nascido e a raça/cor da pele da mãe apresentaram associação estatisticamente significativa com o desfecho. Conclusão: Sabendo-se do enorme impacto que essas malformações acarretam, este estudo é de fundamental importância para ajudar a compreender e a desenvolver medidas que possibilitem a prevenção das malformações congênitas, como o papel indispensável dos ginecologistas em aconselhar e orientar suas pacientes sobre os riscos da gestação em idade avançada, aliado a políticas que lutem contra a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, fator de interferência para a escolha da idade materna em faixas etárias menos seguras.
Descargas
Referencias
Rodrigues LS, Lima RHS, Costa LC, Batista RFL. Características das crianças nascidas com malformações congênitas no município de São Luís, Maranhão, 2002- 2011. Epidemiol. Serv. Saúde. 2014;23(2):295-304.
Da Costa TS, Silva MSO, Souza AES, Carvalho ACS, Paiva CEA, Santos KT et al. Perfil epidemiológico das malformações congênitas do sistema nervoso central no estado do Pará, Brasil Epidemiological profile of congenital malformations of the central nervous system in the state of Pará, Brazil. Brazilian Journal of Health Review. 2021;4(1): 2765-2776.
Santos SR, Dias IMAV, Salimena AMO, Bara VMF. A vivência dos pais de uma criança com malformações congênitas. Rev Min Enferm. 2011;15(4):491-7.
Figueiredo SV, Gomes ILV, Queiroz MVO, Mota DDS, Sousa ACC, Vasconcelos CMP. Families’ knowledge about children and adolescents with neural malformation about their rights in health. Esc Anna Nery. 2015;19(4):671-678.
Cunha ACB, Sales EC, Silva PP, de Albuquerque KA. Sobrecarga Emocional ante a Malformação Congênita e o Enfrentamento de Cuidadoras. Revista Psicologia e Saúde. 2021;13(1):141-55.
Brasil. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Disponível em: https://opendatasus.saude.gov. br/dataset/sistema-de-informacao-sobre-nascidos-vivos-sinasc-1996-a-2020
Cosme HW, Lima LS, Barbosa LG. Prevalência de anomalias congênitas e fatores associados em recém-nascidos do município de São Paulo no período de 2010 a 2014. Revista Paulista de Pediatria. 2017;35:33-8.
Silva JH, Terças ACP, Pinheiro LCB, França GVAd, Atanaka M, Schüler-Faccini L. Perfil das anomalias congênitas em nascidos vivos de Tangará da Serra, Mato Grosso, 2006-2016. Epidemiologia e Serviços de Saúde. 2018;27.
Luz GdS, Karam SdM, Dumith SC. Anomalias congênitas no estado do Rio Grande do Sul: análise de série temporal. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2019;22.
Dutra LS, Ferreira AP. Tendência de malformações congênitas e utilização de agrotóxicos em commodities: um estudo ecológico. Saúde em Debate. 2019;43:390-405.
Tellechea AL, Luppo V, Morales MA, Groisman B, Baricalla A, Fabbri C, et al. Surveillance of microcephaly and selected brain anomalies in Argentina: Relationship with Zika virus and other congenital infections. Birth Defects Res. 2018;110(12):1016-26.
Egbe A, Uppu S, Lee S, Stroustrup A, Ho D, Srivastava S. Congenital malformations in the newborn population: a population study and analysis of the effect of sex and prematurity. Pediatr Neonatol. 2015;56(1):25-30.
Fontoura FC, Cardoso MVLML. Association between congenital malformation and neonatal and maternal variables in neonatal units of a Northeast Brazilian city. Texto & Contexto – Enfermagem. 2014;23:907-14.
Gravena AAF, Paula MG, Marcon SS, Carvalho MDB, Pelloso SM. Idade materna e fatores associados a resultados perinatais. Acta Paulista de Enfermagem. 2013;26:130-5.
Bezerra ACL, de Mesquita JS, Brito MCC, dos Santos RB, Teixeira FV. Desafios enfrentados por mulheres primigestas em idade avançada. Revista Brasileira de Ciências da Saúde. 2016;19(2).
Muniz JO, Veneroso CZ. Diferenciais de Participação Laboral e Rendimento por Gênero e Classes de Renda: uma Investigação sobre o Ônus da Maternidade no Brasil. Dados. 2019;62.
Dauffenbach VC, Cavalcante MS, Fernandes EFP, Assami MTC, Silva LM, Silva AMC. Fatores gestacionais e ambientais relacionados à ocorrência de malformações congênitas em região de intensa atividade do agronegócio. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2022;15(6):e10367.
Andrade AM, Ramalho AA, Opitz SP, Martins FA, Koifman RJ. Anomalias congênitas em nascidos vivos. Revista Brasileira em Promoção da Saúde. 2017;30(3).
Costa MAA, Silva FMC, Souza DS. Parceria entre escola e família na formação integral da criança. Rev. Pemo. 2022;1(1):1-14.
Lucena EES, Lima NA, Silva CF, Dos Santos MM, Fernandes TAAM. Perfil Epidemiológico das Malformações Congênitas em Recém-Nascidos no Estado do Rio Grande do Norte no Período de 2004 a 2011. Rev Bras Ciênc Saúde. 2018;22(1):45-50.
Tavares RHF, Barros VA, Sobrinho RRL, Souza MRS, Lopes LG, Neto FLA, et al. Fatores maternos e neonatais relacionados a malformações congênitas no Brasil: um estudo secundário com 2.856.781 gestantes. Brazilian Journal of Case Reports. 2022;2(1):62-74.
Serra SC, Carvalho CA, Batista RFL, Thomaz EBAF, Viola PCAF; Silva AAM; Simões VMF. Fatores associados à mortalidade perinatal em uma capital do Nordeste brasileiro. Ciência & Saúde Coletiva. 2022;7(4):1513- 1524.
Reis LLAS, Ferrari R. Malformações congênitas: perfil sociodemográfico das mães e condições de gestação. Journal of Nursing UFPE/Revista de Enfermagem UFPE. 2014;8(1).
Costa CMS. Perfil das malformações congênitas em uma amostra de nascimentos no município do Rio de Janeiro, 1999-2001 [dissertação]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública. Fundação Oswaldo Cruz; 2005.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
La RBPS adopta la licencia CC-BY 4.0, lo que significa que los autores mantienen los derechos de autor de sus trabajos presentados a la revista.
- Los autores deben declarar que su contribución es un manuscrito original, que no ha sido publicado previamente y que no está en proceso de evaluación en otra revista simultáneamente.
- Al presentar el manuscrito, los autores conceden a la RBPS el derecho exclusivo de primera publicación, sujeto a revisión por pares.
Derechos de los autores:
Los autores pueden firmar contratos adicionales para la distribución no exclusiva de la versión publicada por la RBPS (por ejemplo, en repositorios institucionales o como capítulos de libros), siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en la RBPS. Además, se anima a los autores a poner su trabajo a disposición en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en sus páginas personales) tras la publicación inicial en la revista, citando debidamente la autoría y la publicación original.
Derechos de los lectores bajo la licencia CC-BY 4.0:
- Compartir: copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato para cualquier propósito, incluso comercialmente.
- Adaptar: remezclar, transformar y construir a partir del material para cualquier propósito, incluso comercialmente.
Condiciones de la licencia:
- Atribución: Debe otorgarse el crédito adecuado, incluir un enlace a la licencia e indicar si se realizaron cambios.
- Sin restricciones adicionales: No se pueden aplicar términos legales o medidas tecnológicas que restrinjan lo que la licencia permite.