Infecção pelo HIV/SIDA: características endoscópicas das lesões esofágicas mais comuns e propedêutica
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v26isupl_1.44401Palabras clave:
Esôfago, Infecção por HIV, SIDA, Achados endoscópicosResumen
Introdução: O trato gastrointestinal é um dos principais locais de doença na infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). Neste artigo abordaremos a doença esofágica associada ao HIV, com ênfase nos seus achados endoscópicos e histopatológicos. Objetivos: O objetivo dessa revisão é descrever as características dos principais achados endoscópicos do esôfago associados a HIV/SIDA, com ênfase no diagnóstico e conduta diante dos achados macroscópicos. Métodos: Revisão da literatura médica de artigos selecionados no PubMed. Resultados: As lesões esofágicas mais comuns associadas a HIV/SIDA são as esofagites por cândida, infecções por Citomegalovírus (CMV), o vírus do herpes simples (HSV) e ulceração idiopática. O quadro clínico mais comum é o desenvolvimento de sintomas de forma aguda, como disfagia e odinofagia, levando a redução da ingestão alimentar, agravando o quadro clínico de pacientes imunossuprimidos pela piora do estado nutricional. O melhor exame diagnóstico é a endoscopia digestiva alta, que permite a avaliação da mucosa esofagiana, com realização de biópsias para histopatológico. Conclusão: A suspeição clínica das lesões esofágicas, durante a realização de endoscopia digestiva alta em pacientes sem diagnóstico de infecção por HIV e a observação atenta das lesões esofágicas, com correta aquisição de material para estudo em pacientes sabidamente infectados ou não, podem modificar o tratamento e o prognóstico do paciente com HIV/SIDA.
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