Registro de câncer colorretal no Sistema Público de Saúde do Brasil, de 2015 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v26isupl_3.04Palabras clave:
Neoplasias Retais, Câncer de Intestino, Câncer de Cólon, Epidemiologia, Sistema Único de SaúdeResumen
Introdução: Câncer colorretal é uma neoplasia comum acima de 50 anos. Estudos apontam aumento de casos na população jovem. Objetivo: Devido à alta prevalência, torna-se importante avaliar a mudança dos padrões epidemiológicos. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal, o estudo utilizou bases de dados epidemiológicos do DataSus de pacientes internados por câncer colorretal no Brasil Resultados: Entre 2015 e 2023 foram registradas 683.388 internações (422.100 de cólon e 261.288 de retossigmoide/canal anal), sendo 50,7% masculinos, 53% da cor/raça branca, 31,54% pardos e 4,2% pretos. A maioria dos casos são da região sudeste e 19,7% com menos de 50 anos. O Espírito Santo tem 1,87% da população brasileira e 3,54% das internações, o sexo feminino foi superior (50,1%) e distribuição de cor/raça predominou pardos (61%). Analisando os anos 2016 e 2023 mostrou: aumento de 39% para câncer de cólon e 38% de retossigmoide/canal anal; aumento de número de casos em indivíduos de cor/raça preta (96% das internações); aumento do câncer de intestino em 29,9% até 49 anos e 41,8% entre 50 anos ou mais. Discussão: Os dados brasileiros do DataSus não corroboram com estudos internacionais, quanto ao aumento de câncer colorretal precoce (abaixo de 50 anos), trazem informações importantes sobre cor/raça e diferenças epidemiológicas no Espírito Santo. Conclusão: O câncer colorretal é uma doença com crescente ônus nacional, passível de controle através de avanços em sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Os dados epidemiológicos deste estudo apontam para diferenças locais que necessitam de mais estudos para compreensão.
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