Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://periodicos.ufes.br/rbps <p><strong>A RBPS está em período de recesso e, até o dia 01 de fevereiro de 2022, não receberá novas submissões. Após esta data reabriremos o sistema para iniciar o fluxo de trabalho de revisão dos manuscritos inseridos.</strong></p> <p> </p> <p><strong>ISSN - 2446-5410</strong></p> <p>A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde (RBPS), é uma publicação do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, tem a missão de publicar manuscritos de elevado nível técnico-científico que contribuam, direta ou indiretamente, para a promoção do conhecimento nas áreas das Ciências da Saúde. A RBPS destina-se à publicação trimestral de manuscritos científicos, incluindo editoriais, artigos originais, artigos de revisão, relatos de casos e relatos de experiência, referentes a assuntos e estudos de interesse técnico-científico nas áreas das Ciências da Saúde.</p> <p>Você pode acessar as "Diretrizes para Autores" em <a title="https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions" href="https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions" target="_blank" rel="noopener">https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions</a></p> <p>Acesse o <a title="template" href="https://drive.google.com/file/d/1ftDDbM9zHr70PWd3DOaUp8TqcEKznpz0/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">template</a> para submeter o seu manuscrito na RBPS. Siga-o rigorosamente. Insira também as demais declarações e folhas de rosto.</p> Centro de Ciências da Saúde - UFES pt-BR Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research 2175-3946 Comparação entre processos patológicos encontrados na autópsia virtual e convencional de dois pacientes que foram a óbito em um hospital universitário brasileiro https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/27741 <p>Introdução: A autópsia convencional é o principal método de investigação da causa de morte na área médico-científica. No entanto, a autópsia virtual tem-se mostrado uma alternativa promissora no esclarecimento do óbito. Objetivos: Comparar os achados anatomopatológicos, o tempo de execução e a equipe de profissionais envolvida na execução da autópsia virtual e da convencional de dois pacientes que foram a óbito em um hospital universitário. Métodos: Em ambos os procedimentos, procurou-se diagnosticar a causa de morte, as doenças de base e os processos patológicos contributivos ao óbito dos dois pacientes. Para isso, primeiramente os pacientes foram submetidos à autópsia virtual realizada por um técnico em radiologia e um médico radiologista. Em seguida foi realizada a autópsia convencional por um médico patologista e dois técnicos em necropsia. Resultados: A autópsia convencional identificou maior número de alterações patológicas na maioria dos órgãos analisados. A autópsia virtual, porém, apresentou menor tempo de execução, menor número de profissionais envolvidos e maior rapidez na conclusão do laudo. Conclusão: Embora haja uma queda no número de autópsias convencionais, esse ainda é o método mais adequado às atuais condições da instituição na qual foi realizado este estudo. A implantação adequada da autópsia virtual com a realização conjunta de análise histológica por meio de biópsias e de angiotomografia mostra ser uma alternativa rápida e satisfatória na investigação médico-científica de processos patológicos de pacientes que falecem em hospitais universitários.</p> Thaís Vilela Almeida Silveira Aline Cristina Souza da Silva Luiz Gonzaga Silveira Filho Rosana Rosa Miranda Corrêa Camila Lourencini Cavellani Vicente de Paula Antunes Teixeira Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 107 113 10.47456/rbps.v23i1.27741 Educação em proteção radiológica na perspectiva dos profissionais de Saúde: uma revisão integrativa https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/33000 <p>Introdução: As radiações ionizantes possuem vasta aplicabilidade na área da saúde, trazendo inúmeros benefícios aos pacientes. No entanto, profissionais de saúde sujeitos à exposição rotineira a esse agente de risco devem ter cuidados especiais para não prejudicarem sua saúde, bem como estarem devidamente instruídos quanto à proteção radiológica. Objetivos: Conhecer o cenário atual sobre o tema ‘educação em proteção radiológica’ entre profissionais da saúde através de uma revisão integrativa. Métodos: Trata-se de um estudo de revisão que se propõe a buscar artigos relacionados ao conhecimento, incluindo saberes teóricos e práticos de profissionais da área da saúde em proteção radiológica. A pesquisa na literatura ocorreu em portais e bases virtuais. A análise dos artigos selecionados foi embasada no referencial das competências, habilidades e atitudes em proteção radiológica. Resultados: Foram selecionados 15 artigos. Dentre uma pequena parcela de profissionais da saúde que teve educação em proteção radiológica, a forma de educação mais frequentemente é a de treinamento em serviço. Atitudes inadequadas de proteção radiológica podem ser resultado da educação deficitária nesse tema, sendo observado que quando os profissionais não têm informação suficiente sobre o assunto, acabam não adotando medidas preventivas suficientes. Conclusão: Foi evidenciada uma fragilidade das práticas e conhecimentos em radioproteção dentre os profissionais de saúde e a necessidade de aumentar a consciência sobre os riscos. É importante fornecer ao profissional o conhecimento adequado dos mecanismos de radioproteção, de modo que possam gerenciar adequadamente sua exposição à radiação.</p> Janine Hastenteufel Dias Alexandre Albuquerque Ferret Thatiane Alves Pianoschi Alva Mirko Salomón Alva Sánchez Cleidilene Ramos Magalhães Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 114 123 10.47456/rbps.v23i1.33000 Alimentação como fator protetor no desenvolvimento da doença de Alzheimer https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/21014 <p>Introdução: A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência; ela se estabelece gradualmente, procede e, ocasionalmente, acarreta confusão mental, alterações de comportamento e personalidade, como também julgamento prejudicado. Seu surgimento relaciona-se a diversos fatores, dentre eles a falta de uma alimentação adequada, visto que há benefícios na adoção de uma dieta saudável através do consumo diário de frutas e hortaliças ricas em antioxidantes com efeitos positivos sobre os neurônios no combate ao envelhecimento cerebral. Objetivos: Verificar informações sobre a doença de Alzheimer correlacionando a alimentação como fator protetor no desenvolvimento da patologia. Métodos: Estudo de natureza exploratória e qualitativa, foi realizado através do levantamento bibliográfico na literatura cientifica, selecionando materiais nacionais e internacionais dos últimos 20 anos, nos bancos de dados PubMed, SciELO e BIREME. Como estratégia de busca, foram utilizados descritores específicos e em língua inglesa, vinculados ao operador booleano “AND”, além de aspas (“ ”) para identificação de palavras compostas, e foi aplicada da seguinte forma: (feeding AND “Alzheimer’s disease”) e (diet AND dementia). Resultados: Foram recuperados 64 artigos dos quais se utilizaram 34, além de livros, e foi evidenciado na presente revisão que os antioxidantes (vitamina C, E, selênio e polifenóis), as vitaminas do complexo B, vitamina D, lipídios, álcool, cafeína, alumínio e cobre, além da dieta mediterrânea e MIND contribuem para a saúde dos neurônios e para a sua proteção, auxiliando na prevenção da doença de Alzheimer. Conclusão: Foram encontrados fatores relevantes na prevenção da doença de Alzheimer, mas há a necessidade de novos estudos para constante embasamento sobre a importância da alimentação para a prevenção de patologias, como o Alzheimer.</p> Vanessa Martins Olgado Antonio Carlos Gelamos Renata Guilherme Oliveira Natália da Silva Bomfim Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 124 133 10.47456/rbps.v23i1.21014 Perfil epidemiológico da COVID-19 nas comunidades indígenas do estado de Alagoas, Brasil https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/34250 <p>Introdução: A pandemia de COVID-19 revelou o cenário das desigualdades vivenciadas pela população indígena, submetida a determinantes sociais em saúde que os tornam mais susceptíveis a sofrerem um impacto desproporcional pela doença. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico da COVID-19 nas comunidades indígenas do estado de Alagoas, BR. Métodos: Estudo ecológico, descritivo, baseado nos informes publicados pela Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas, com a inclusão dos dados até 29/01/2021. Investigou-se a frequência de casos confirmados, óbitos acumulados e a taxa de letalidade de acordo com etnia, sexo e faixa etária. Os dados foram analisados no Microsoft Office Excel ®. Resultados: Dos 16.291 indígenas residentes no Estado, foram considerados 6.268 correspondentes aos indígenas aldeados. Sendo registrados 212 casos confirmados e 5 óbitos acumulados entre as etnias. Entre os casos confirmados, 32,5% eram da etnia Xucuru-Kariri, 54,2% do sexo masculino e 74,1%, da faixa etária de 20 a 59 anos. Houve maior predominância de óbito no sexo masculino e na faixa etária de 20 a 59 anos, com 60% em ambos os casos. Em relação à taxa de letalidade, destacaram-se a etnia Karapotócom 9,1%, o sexo masculino com 2,6% e a faixa etária de idade igual ou maior de 60 anos com 7,4%. Conclusão: Dentre a população indígena de Alagoas, houve predominância de casos confirmados e óbitos em adultos do sexo masculino, apresentando a etnia Xucuru-Kariri o maior número de casos confirmados. A taxa de letalidade foi maior na etnia Karapotó e em idosos do sexo masculino.</p> Caroline Magna de Oliveira Costa Diane Fernandes dos Santos Jayane Omena de Oliveira Thaynara Maria Pontes Bulhões Mirana Moura Licetti Christefany Régia Braz Costa Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 8 14 10.47456/rbps.v23i1.34250 Diabetes Mellitus e hipertensão arterial sistêmica: estudo entre usuárias adultas da atenção primária https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/35069 <p>Introdução: O Diabetes Mellitus e a hipertensão arterial sistêmica são distúrbios metabólicos crônicos que culminam em diversos agravos de saúde, sendo a identificação de seus principais fatores de risco fundamental para a realização de uma melhor educação da população. Objetivos: Estimar as prevalências de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica e verificar a associação desses agravos com fatores socioeconômicos, comportamentais e clínicos. Métodos: Estudo transversal, realizado em 26 unidades de saúde do município de Vitória – ES, onde foram entrevistadas 991 mulheres de 20 a 59 anos. A análise estatística dos dados foi feita pelo programa Stata 13.0 através do teste Qui-quadrado de Pearson para análise bivariada e Regressão de Poisson para a multivariada. Resultados: A prevalência de hipertensão foi de 21,9% e de diabetes foi de 8,2%, sendo mais alta entre mulheres de 50 a 59 anos e entre as que tinham até quatro anos de estudo. Ainda, ter o diagnóstico clínico para uma das doenças estudadas aumentava a prevalência da outra. Entre as hipertensas, 52,0% eram autodeclaradas pretas e aquelas com menarca menor ou igual a 11 anos de idade apresentaram 1,65 vezes (IC95%: 1,23-2,19) mais prevalência de HAS. Conclusão: O reconhecimento de fatores de risco contribui para o direcionamento de ações de saúde, permitindo a minimização de eventos agravantes ocasionados pelas doenças crônicas. Deve-se considerar o desenvolvimento de mais estudos acerca da relação entre menarca precoce e desenvolvimento de hipertensão.</p> <p> </p> Luíza Eduarda Portes Ribeiro Fabio Lucio Tavares Lorena Barros Furieri Walckiria Garcia Romero Sipolatti Mirian Fioresi Franciéle Marabotti Costa Leite Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 15 24 10.47456/rbps.v23i1.35069 Infestação predial de Aedes aegypti: uma análise de dados secundários em um balneário do norte do Estado do Espírito Santo no ano de 2019 https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/30817 <p>Introdução: As arboviroses consistem em um problema de saúde pública devido às suas características de transmissão e controle do seu vetor, o Aedes aegypti. Uma das principais ações para tal é a sua eliminação pela busca ativa de criadouros. Objetivos: Analisar a infestação predial de Aedes aegypti por tipo de imóvel e depósitos de criadouros no balneário de Guriri no município de São Mateus do estado Espírito Santo no ano de 2019. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado no município de São Mateus. Os dados foram obtidos através do Programa do Sistema de Informação de Febre Amarela e Dengue. Foi utilizado o teste qui-quadrado de Pearson (x²), taxa de infestação predial e Odds Ratio (OR) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Imóveis residenciais apresentaram maior chance de foco para Aedes aegypti comparados aos outros tipos de imóveis (OR= 2,67 - IC95% 2,20; 3,25). Depósitos D1 apresentaram a maior chance de ter foco positivo para Aedes aegypti comparados aos outros (OR= 19,25 - IC95% 15,47; 23,80). Conclusão: A vigilância de focos para Aedes aegypti deve ser mantida principalmente nos imóveis de residência. A educação em saúde pode ser uma ferramenta essencial para orientação à comunidade de modo a diminuir a frequência de focos.</p> João Paulo Cola Graziela Rodrigues Peçanha Sacramento Caio Alves Porto Marcos Correia Afonso Luna Oliveira Souza Heleticia Scabelo Galavote Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 25 32 10.47456/rbps.v23i1.30817 Incidência e fatores relacionados à dependência de smartphones no Brasil https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/33433 <p>Introdução: O uso de celulares pode levar seus usuários à dependência. No entanto, não existem dados suficientes sobre esse assunto para a população brasileira, bem como possíveis fatores associados. Objetivos: Investigar a prevalência da dependência de smartphones, bem como avaliar possíveis associações com sexo, idade, situação estudantil e presença de cervicalgia. Métodos: Foi realizada uma entrevista, com perguntas sociodemográficas, avaliação da presença de cervicalgia e dependência de smartphones (versão curta da Escala de Dependência do Smartphone). Coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado para avaliar correlações entre as variáveis, e razão de prevalência (RP) foi calculada para quantificar possíveis relações de risco. Resultados: A prevalência da dependência de smartphones (551 participantes) foi de 53%. Foram evidenciadas correlações significativas entre dependência e idade, situação estudantil e dor. Em relação ao risco, a RP encontrada para idade foi de 1,5, enquanto para a situação estudantil, de 1,4. Em relação à cervicalgia, a RP encontrada foi de 1,3. Conclusão: Os dados indicam que indivíduos mais jovens têm 50% a mais de chance de desenvolver a dependência de smartphones, enquanto estudantes têm 40% a mais de chance. Por fim, indivíduos dependentes de smartphones apresentam 30% a mais de chance de apresentarem cervicalgia.</p> Higor Vieira Ilden Lage Ritchanne Lima Shirley Almeida Patrick Avelino Henrique Costa Kênia Kiefer Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 33 39 Agentes comunitários de saúde e conhecimentos acerca da hanseníase: possibilidades de melhoria do trabalho a partir de atividade educativa https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/32662 <p>Introdução: Estratégias de Educação Continuada em Saúde (ECS) são implementadas para proporcionar atualização de conhecimentos técnicos e científicos utilizando metodologias pedagógicas de transmissão de conhecimento. A ECS deve ser direcionada para a realidade local, objetivando melhora dos serviços prestados. Objetivos: Avaliar o impacto de uma proposta de ECS direcionada à melhoria do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de um município piauiense sobre aspectos gerais, transmissão, diagnóstico e os meios de cura da hanseníase. Métodos: Inicialmente, 43 ACS responderam a um questionário contendo 39 questões sobre diversos tópicos em hanseníase. Transcorridos 15 dias da resolução dos questionários, os ACS foram convocados para assistir uma palestra sobre hanseníase e uma quinzena após a palestra os participantes foram convocados para uma reavaliação do nível de informação sobre hanseníase. Resultados: O nível de informação dos ACS sobre os principais aspectos básicos da hanseníase passou de “regular” (64,68% de respostas corretas) para “bom” (76,52% de respostas corretas) depois da palestra. Após a palestra houve aumento significante no total de acertos obtidos (p=0,0457) e diminuição de abstenções (p=0,0001), entretanto a redução do total de erros não mostrou forte associação com as medidas de ECS (p=0,0528). Conclusão: A abordagem sobre os principais tópicos sobre hanseníase através de palestras se mostrou uma boa medida de ECS na atenção básica.</p> Jefferson Carlos Araujo Silva Sabrynna Brito Oliveira Thalita Cristinny Araujo Silva Luan Nascimento da Silva Mara Dayanne Alves Ribeiro Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 40 47 10.47456/rbps.v23i1.32662 Internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária de idosos no Espírito Santo, Brasil, 2010-2015 https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/18496 <p>Introdução: O envelhecimento populacional ocorre de forma crescente, e gastos com internações hospitalares em pessoas idosas representam um grande custo nos gastos públicos destinados a internações hospitalares com essa parte da população. Algumas das internações hospitalares em idosos podem ser evitadas com ações efetivas de promoção e prevenção na atenção primária à saúde. Objetivos: Descrever as principais causas de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária em idosos das regiões de saúde do Espírito Santo (ES). Métodos: Trata-se de um estudo descritivo sobre as internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) de população com 60 anos ou mais residentes no ES, ocorridas no período de 2010 a 2015. Resultados: A proporção de internações hospitalares por CSAP no ES foram mais elevadas em decorrência do diabetes mellitus (23,51%), pneumonia (18,95%), insuficiência cardíaca (11,04%), doenças renais túbulo-intersticiais (2,75%), e diarreia e gastroenterite de origem infecciosa (2,21%). Conclusão: A atenção primária é a principal porta de entrada para os idosos e deve atuar na promoção à saúde, na prevenção e controle de doenças, de forma a intervir nas proporções dessas internações que poderiam ser evitadas.</p> Jordano Miguel dos Santos Machado Erica Marvila Garcia Barbara Almeida Soares Dias Lorrayne Belotti Marcelle Lemos Leal Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 48 57 10.47456/rbps.v23i1.18496 O cuidado das condições crônicas na percepção dos profissionais de Saúde https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/31096 <p>Introdução: As condições crônicas (CC) requerem cuidado longitudinal e integral e que seja oferecido em uma rede de atenção à saúde integrada. Objetivos: Compreender, na percepção dos profissionais, a capacidade do sistema de saúde para atuação nas CC, antes e após uma intervenção no sistema de saúde, tendo a Atenção Primária (APS) como ordenadora do cuidado. Método: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, com avaliação antes (2013) e após (2018) a implantação do Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC) no município de Santo Antônio do Monte, Minas Gerais, Brasil, com foco em três condições crônicas: diabetes, hipertensão e gestantes. O MACC consiste em organizar o cuidado a partir dos princípios da territorialização, classificação e estratificação do risco, fundamentados na organização da APS no Sistema Único de Saúde (SUS). O instrumento Assessment of Chronic Illness Care (ACIC) proporcionou a avaliação, sendo respondido pelos profissionais da atenção primária e secundária do município. Foram utilizadas ferramentas qualitativas e quantitativas para análise dos dados. Resultados: Na percepção dos profissionais de saúde, ocorreu uma evolução positiva e importante da capacidade institucional do município na atenção às CC, resultando na viabilidade de implantação do MACC na lógica de organização da APS no SUS. Conclusão: O presente estudo mostrou ser possível a organização de um modelo integrado de cuidado às condições crônicas, fundamentado na promoção e prevenção à saúde em municípios de pequeno porte, tendo a APS como coordenadora desse processo.</p> Cláudia Ferreira Melo Rodrigues Mônica Viegas Andrade Nayara Dornela Quintino Nayara Ragi Baldoni Kenya Valéria Micaela de Souza Noronha Cláudia Di Lorenzo Oliveira Clareci Silva Cardoso Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 58 68 10.47456/rbps.v23i1.31096 Tendência temporal do suicídio no estado do Espírito Santo, 2007 a 2016 https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/21890 <p>Introdução: O suicídio é um fenômeno complexo e multicausal que ocorre em todas as regiões do mundo e desafia as sociedades modernas por ser um óbito evitável. Objetivos: Analisar a tendência temporal da mortalidade por suicídio no ES no período de 2007 a 2016. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, cuja população compreendeu os óbitos maiores de 10 anos por suicídio nas regiões de saúde do Espírito Santo, no período de 2007 a 2016, tendo como fonte o Sistema de Informação sobre Mortalidade. Realizou-se estatística descritiva, e para análise da tendência do suicídio foram estimados modelos de regressão polinomial. Resultados: Foram declarados 1.630 óbitos por suicídio no Espírito Santo no período analisado. O modelo que representou a tendência dos óbitos por suicídio foi de 2ª ordem (p&lt;0,007) acréscimo da taxa de 2007 a 2012 e decréscimo a partir de 2013. As regiões de saúde com tendência decrescente nos últimos cinco anos foram a Metropolitana (p&lt;0,002) e Sul (p&lt;0,020). Para os homens, a tendência decresceu 10,4% e entre as mulheres cresceu 15,3%. As faixas etárias 10-19 anos (p&lt;0,005) e 20-39 anos (p&lt;0,05) decresceram no último quinquênio, e em todo o período observou-se declínio das taxas de suicídio nas faixas etárias de 60-79 anos (p&lt;0,007) e 80 anos e mais (p&lt;0,001). Conclusão: A taxa de suicídio no ES, regiões Metropolitana e Sul foram crescentes até a metade do período e depois decresceram, maior entre os homens, porém, com tendência decrescente, enquanto a taxa feminina cresceu. Entre os idosos também houve declínio.</p> Bianca Nunes Burguez Bárbara Almeira Soares Dias Érica Marvila Garcia Lorrayne Belotti Katrini Guidolini Martinelli Marcelle Lemos Leal Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 69 78 10.47456/rbps.v23i1.21890 Atenção Básica à Saúde: uma comparação entre a atenção pré-natal na Unidade de Saúde da Família e os serviços tradicionais https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/31787 <p>Introdução: O programa Estratégia Saúde da Família (ESF) é, dentro da Atenção Básica, uma porta de acesso aos serviços de saúde e neles inclui-se o pré-natal, o qual compreende cuidados que previnem, detectam precocemente e tratam eventos indesejáveis à gestação, ao parto e ao recém-nascido. Objetivos: Comparar as características socioeconômicas, demográficas, obstétricas e assistência pré-natal entre gestantes acompanhadas na Estratégia Saúde da Família (ESF) e as atendidas em outros serviços de saúde pública de São Luís – MA. Métodos: Estudo descritivo com dados da coorte BRISA, em uma amostra probabilística de 4.250 mulheres, utilizando o teste qui-quadrado. Resultados: Das mulheres, 38,2% foram assistidas pela ESF e diferiram quanto à idade e à ocupação do chefe da família. As atendidas pela ESF foram as que mais fizeram pelo menos de 4 a 6 consultas de enfermagem (p&lt;0,001), pré-natal considerado adequado (p=0,005), as que mais receberam orientações sobre toxoplasmose (p&lt;0,001) e amamentação (p&lt;0,001) e receberam exame das mamas (p&lt;0,001). Conclusão: As mulheres diferenciaram-se quanto às características socioeconômicas, demográficas e de assistência pré-natal entre os modelos de atenção.</p> Luciana Cavalcante Costa Livia dos Santos Rodrigues Letícia Silva Bringel Andressa Bastos e Bastos Millena Marreiros dos Santos Edivaldo Pinheiro Meneses Filho Adriana Sousa Rêgo Rosangela Fernandes Lucena Batista Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 79 86 10.47456/rbps.v23i1.31787 Perfil das intoxicações medicamentosas em um estado brasileiro, 2011-2015 https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/21915 <p>Introdução: Os casos de intoxicações medicamentosas têm aumentado em todo o país e se revelado um grande desafio para a saúde pública, além de gerar preocupações para as autoridades e profissionais de saúde. Objetivos: Caracterizar as intoxicações medicamentosas por circunstância no Espírito Santo, segundo região de saúde, sexo e faixa etária no período de 2011 a 2015. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico envolvendo notificações dos casos de intoxicação por medicamentos, no Espírito Santo, no período de 2011 a 2015, tendo como fonte o SINAN. Realizou-se a estatística descritiva dos dados. Resultados: A taxa de incidência no ES para o período foi de 27,7/100.000 habitantes. Em relação às regiões de saúde, a maior taxa foi observada na região Central (50,6/ 100.000 hab.) e a menor na região Metropolitana (19,9/100.000 hab.). As principais circunstâncias de intoxicação envolvem suicídio e acidente. O sexo feminino com faixa etária de 10-39 anos obteve as maiores taxas nas circunstâncias tentativa de suicídio e automedicação, com valores próximos a 35/100.000 hab. e 5/100.000 hab., respectivamente. Na circunstância acidental, verificou-se uma incidência semelhante entre os sexos e principalmente na faixa etária ≤ 9 anos (30/100.000 hab.). Mais de 90% dos casos obtiveram cura. A subnotificação foi elevada para as variáveis raça/cor e escolaridade. Conclusão: Verifica-se a importância do aprimoramento e intensificação de políticas públicas de saúde voltadas para a prevenção e conscientização acerca do armazenamento e uso indiscriminado de medicamentos.</p> Viviane Nobre Machado Bárbara Almeira Soares Dias Érica Marvila Garcia Lorrayne Belotti Katrini Guidolini Martinelli Marcelle Lemos Leal Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 87 96 10.47456/rbps.v23i1.21915 Causas de morte hospitalar de idosos atendidos pelo Sistema Único de Saúde no estado do Espírito Santo https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/21689 <p>Introdução: Nos últimos anos, foi possível observar um acelerado processo de envelhecimento populacional. Com o avanço da idade, há maior incidência de enfermidades, consequentemente de hospitalização e também de óbitos. Objetivos: Descrever as principais causas de óbitos em idosos dentre as morbidades hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), nas regiões de saúde do Espírito Santo (ES), Brasil, 2017. Métodos: Estudo descritivo com base de dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIH) disponíveis no Departamento de Informática do SUS (DATASUS), utilizando como variáveis as regiões de saúde do ES, sexo (feminino, masculino), raça/cor (branca, preta, parda, amarela, indígena e ignorado) e os capítulos da Décima Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10Para análise estatística, a frequência absoluta, frequência relativa, coeficiente de mortalidade geral e taxa de letalidade sobre as principais causas de óbitos de idosos hospitalizados nas Regiões de Saúde do Espírito Santo, ocorridos no ano de 2017. Resultados: As morbidades do SUS que mais acometeram os idosos hospitalizados a óbito no ES foram as doenças do aparelho respiratório (21,47%), aparelho circulatório (20,16%), doenças infecciosas e parasitárias (16,38%), neoplasias (tumores) (14,69%) e doenças do aparelho digestório (7,07%). Conclusão: Os dados apresentados neste estudo apresentam informações relevantes acerca das morbidades que mais acometem idosos hospitalizados a óbito, e essas informações podem ser usadas para o desenvolvimento de políticas públicas e ações de saúde de prevenção, promoção e recuperação da saúde dos idosos.</p> Nara Mateini Massini Renata Abdalla Pires Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 97 106 10.47456/rbps.v23i1.21689 Como retornar de forma segura à prática de exercícios físicos após ser acometido por Covid-19? https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/37011 <p>Editorial</p> Leonardo Carvalho Caldas Wellington Lunz Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 23 1 4 7 10.47456/rbps.v23i1.37011