Aplicações terapêuticas de Malva sylvestris na Odontologia
uma revisão de literatura integrativa
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27i1.43189Palavras-chave:
Odontologia, Plantas Medicinais, Terapias ComplementaresResumo
Introdução: Malva sylvestris é uma planta medicinal reconhecida por suas propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e cicatrizantes. Seu uso tem sido explorado na Odontologia como uma alternativa terapêutica natural frente a agentes convencionais, como a clorexidina, cuja utilização prolongada pode provocar efeitos adversos. Objetivos: Compreender as aplicações terapêuticas da planta Malva sylvestris em Odontologia, com foco em sua eficácia e potencial de uso clínico. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, Science Direct, LILACS, SciELO e Google Acadêmico, com artigos publicados entre 2013 e 2025. Utilizaram-se os descritores “Malva sylvestris”, “Phytotherapy”, “Odontologia” e “Dentistry”, combinados com operadores booleanos. Foram incluídos estudos experimentais (in vitro, in vivo e clínicos) relacionados à Odontologia. Resultados: Foram selecionados 11 artigos. Observou-se predominância de estudos in vitro com aplicação tópica da planta, principalmente na forma de enxaguantes e dentifrícios. Os extratos de Malva sylvestris demonstraram atividade antimicrobiana contra Streptococcus mutans, Lactobacillus spp., Porphyromonas gingivalis e outras bactérias da microbiota oral, além de propriedades anti-inflamatórias. Alguns estudos relataram eficácia comparável à clorexidina. Conclusão: Malva sylvestris apresenta potencial terapêutico na Odontologia, especialmente como agente antimicrobiano e anti-inflamatório, principalmente na prevenção da cárie, no controle das doenças periodontais e na redução de bactérias associadas a esses agravos. No entanto, a escassez de estudos clínicos reforça a necessidade de novas pesquisas que validem sua segurança e eficácia a longo prazo para incorporação efetiva nas práticas odontológicas.
Downloads
Referências
Ecker AC, Martins IS, Kirsch L, De Lima LO, Stefenon L, Mozzini CB, et al. Efeitos benéficos e maléficos da Malva sylvestris. J Oral Invest. 2015;4(1):39-43.
Ribeiro AS, Pinto AT, Silva AJ, Silva DJ, Peixoto IT. Atividade antimicrobiana de diferentes colutórios fitoterápicos. Ensaios Cienc Cienc Biol Agrar Saude. 2015;19(4):178-183.
Pinto AT, Silva DJ, Ribeiro AS, Peixoto IT. Atividade antimicrobiana de dentifrícios fitoterápicos contra Streptococcus mutans e Staphylococcus aureus. UNOPAR Cient Cienc Biol Saude. 2013;15(4):259-263.
Benso B, Rosalen PL, Alencar SM, Murata RM. Malva sylvestris inhibits inflammatory response in oral human cells: an in vitro infection model. PLoS One. 2015;10(10):e0140331.
Braga AS, Pires JG, Magalhães AC. Effect of a mouthrinse containing Malva sylvestris on the viability and activity of microcosm biofilm and on enamel demineralization compared to known antimicrobial mouthrinses. Biofouling. 2018;34(3):252-261.
Sampaio GG, Leódido G, Gonçalves LM, Paschoal MA. In vitro antimicrobial potential of infant mouthwashes against Streptococcus mutans biofilm: a preliminary study. Indian J Dent Res. 2019;30(3):399-402.
Veloso DJ, Abrão F, Martins CH, Bronzato JD, Gomes BP, Higino JS, et al. Potential antibacterial and anti-halitosis activity of medicinal plants against oral bacteria [Preprint]. 2019.
Siqueira R, Carpes AC, Piardi CC, Borges LG. Uso de plantas medicinais em odontologia: um estudo transversal. Rev Fitos. 2023;17(1):76-88.
Zuttion GS, Juárez HAB, Lima BD, Assumpção DP, Daneris ÂP, Tuchtenhagen IH, Casarin M, Muniz FWMG. Comparison of the anti-plaque and anti-gingivitis efficacy of chlorhexidine and Malva mouthwashes: randomized crossover clinical trial. J Dent. 2024;150:105313.
Braga AS, Simas LL, Pires JG, Souza BM, De Melo FP, Saldanha LL, et al. Antibiofilm and anti-caries effects of an experimental mouth rinse containing Matricaria chamomilla L. extract under microcosm biofilm on enamel. J Dent. 2020;99:103415.
Braga AS, de Melo FPSR, Saldanha LL, Dokkedal AL, Meissner T, Bemmann M, et al. The effect of solutions containing extracts of Vochysia tucanorum Mart., Myrcia bella Cambess., Matricaria chamomilla L. and Malva sylvestris L. on cariogenic bacterial species and enamel caries development. Caries Res. 2021;55(3):193-204.
Deus FP, Ouanounou A. Chlorhexidine in dentistry: pharmacology, uses, and adverse effects. Int Dent J. 2022;72(3):267-277.
Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
Vitória. Lei nº 9.058, de 2016. Dispõe sobre a Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS) no âmbito do Município de Vitória. Vitória: Câmara Municipal; 2016.
Kovalik AC, Bisetto P, Pochapski MT, Campagnoli EB, Pilatti GL, Santos FA. Effects of an orabase formulation with ethanolic extract of Malva sylvestris L. in oral wound healing in rats. J Med Food. 2014;17(5):618-624.
Idelfonso Junior J, Monteiro AB. Plantas medicinais e fitoterápicos úteis na odontologia clínica. Rev Fac Odontol Univ Fed Bahia. 2020;50(1):1-8.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde (RBPS) adota a licença CC-BY 4.0, o que significa que os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos submetidos à revista. Os autores são responsáveis por declarar que sua contribuição é um manuscrito original, que não foi publicado anteriormente e que não está em processo de submissão em outra revista científica simultaneamente. Ao submeter o manuscrito, os autores concedem à RBPS o direito exclusivo de primeira publicação, que passará por revisão por pares.
Os autores têm autorização para firmar contratos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada pela RBPS (por exemplo, em repositórios institucionais ou como capítulo de livro), desde que seja feito o devido reconhecimento de autoria e de publicação inicial pela RBPS. Além disso, os autores são incentivados a disponibilizar seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou em suas páginas pessoais) após a publicação inicial na revista, com a devida citação de autoria e da publicação original pela RBPS.
Assim, de acordo com a licença CC-BY 4.0, os leitores têm o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial;
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença. De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.