Análise temporal da mortalidade por litíase urinária no Brasil (2013-2023)
estudo ecológico com dados do DATASUS
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27i1.50632Palavras-chave:
Litíase, Mortalidade, Epidemiologia, Brasil, Saúde públicaResumo
Introdução: Os cálculos urinários resultam da agregação de sais na urina, sendo chamados de nefrolitíase nos rins e urolitíase nas vias urinárias. No Brasil, apesar dos dados epidemiológicos serem de acesso público, não há nenhum estudo caracterizando a mortalidade da litíase, causando falta de informação e conhecimento desses dados. Objetivos: Realizar caracterização epidemiológica e temporal da taxa de mortalidade geral e proporcional por litíase urinária no Brasil no período entre 2013 a 2023, com base em dados secundários do DATASUS. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e retrospectivo, baseado em dados secundários do SIM/DATASUS, entre 2013 e 2023. Foram incluídos óbitos por litíase urinária (CID-10: N20 a N23), com análise por sexo, idade, raça/cor e região. As taxas de mortalidade geral e proporcional foram calculadas utilizando estimativas populacionais do IBGE. Resultados: A maior mortalidade por litíase ocorreu em mulheres, pessoas brancas, com média de 67 anos de idade. Foram observadas mudanças temporais ao longo dos 10 anos na taxa de mortalidade por litíase, em média, ocorreram 0,09 óbitos a cada 100 mil habitantes e a mortalidade proporcional por litíase foi em média 0,01% (1 a cada 10.000 mortes). Conclusão: Embora a litíase urinária represente apenas 0,01% das mortes registradas, trata-se de uma causa evitável quando tratada adequadamente. Por causar risco relevante para complicações, como sepse, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades, e por conta da subnotificação, é provável que o número de mortes associadas à litíase esteja subestimado nos dados apresentados.
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