Perfil epidemiológico de pacientes com adenocarcinoma de próstata da Mesorregião Oeste Potiguar
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27i1.50756Palavras-chave:
Epidemiologia, Perfil de Saúde, Câncer de Próstata, Saúde do HomemResumo
Introdução: o câncer de próstata (CP) é a segunda doença maligna mais frequente em homens no mundo e, no Brasil, a mais comum, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com adenocarcinoma de próstata na Mesorregião Oeste Potiguar. Métodos: estudo retrospectivo que analisou 737 prontuários de pacientes com adenocarcinoma de próstata entre 2010 e 2019, considerando dados como cidade, área de residência, idade, etnia, estado civil, escolaridade e profissão. Os dados foram processados no Excel® 2021, analisados no IBM® SPSS® Statistics 29 e visualizados no QGIS® 3.34.5. Resultados: observou-se maior incidência de CP entre 2015 e 2018, com destaque para 2018 (18,6%; n = 137). A maioria residia na zona urbana (78,6%; n = 579), era casada (67,3%; n = 496) e tinha média de idade de 79 anos; 71,2% (n = 525) tinham entre 70 e 89 anos. Mais da metade autodeclarou-se branca (50,5%; n = 372) e 5,2% (n = 38) declararam-se pretos, o que diverge da literatura. Quanto à escolaridade, 25,9% (n = 191) tinham ensino fundamental incompleto e 12,2% (n = 90) não possuíam escolaridade. No perfil profissional, predominaram aposentados (33,2%; n = 245) e agricultores (23,6%; n = 174). Conclusão: o estudo evidenciou discrepância no perfil étnico dos pacientes em relação à literatura, na qual há maior incidência de CP entre homens negros. Recomendam-se novas pesquisas para compreender a qualidade de vida e os fatores associados à prevalência de pacientes brancos com adenocarcinoma de próstata.
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