Industrialização e Segregação: Os Paradoxos do Crescimento em Aracruz e a Invisibilidade Social dos Migrantes
Palavras-chave:
Industrialização, Mobilidade Humana, Dinâmicas Sócio Urbanas, Políticas PúblicasResumo
Este artigo examina os impactos socioeconômicos e urbanos da industrialização e da mobilidade humana no município de Aracruz, Espírito Santo, Brasil, entre as décadas de 1970 e 2010, com foco na implantação de grandes plantas industriais como a Aracruz Celulose (atual Suzano) e empresas do setor de energia e construção naval. A análise revela que tais implantações resultaram em um crescimento demográfico desordenado, ampliação das desigualdades sociais e marginalização de migrantes, que frequentemente enfrentam exclusão social e econômica devido à insuficiência de políticas públicas. Esmiuça como a rápida urbanização e o modelo de desenvolvimento industrial contribuíram para a formação de enclaves urbanos com infraestrutura precária, exacerbando a segregação socioespacial. A partir de uma revisão crítica de dados atuais e literatura contemporânea, argumenta-se pela necessidade de políticas integradas que promovam um desenvolvimento urbano mais inclusivo e sustentável, abordando as demandas do setor produtivo e as necessidades da população migrante e residente. Propõe-se a implementação de estratégias de coesão social e inclusão econômica como caminhos para mitigar os efeitos adversos do crescimento industrial acelerado.
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