Ecos de vozes camponesas
luta de classes no Vale do Ebro (Séculos VI-VII)
DOI:
https://doi.org/10.29327/rom.v27i.49977Palabras clave:
Campesinato, Vale do rio Ebro, Luta de classes, Visigodos, Alta Idade MédiaResumen
O presente texto investiga as transformações sociais no vale do rio Ebro entre os séculos VI e VII a partir da análise cruzada de documentação escrita e dados arqueológicos. Examina-se a relação do campesinato com a aristocracia visigoda com base em quatro variáveis: a organização das cidades, a construção de fortificações, os processos de cristianização do meio rural e a reconfiguração do campo após o colapso do Império Romano. Ao destacar a agência camponesa, o texto problematiza interpretações que reduzem a história rural à mera dominação aristocrática, demonstrando que, apesar do avanço progressivo do poder senhorial, expressivas comunidades camponesas mantiveram autonomia relativa durante parte significativa do período. Defende-se, assim, uma leitura diacrônica que compreende a luta de classes na Alta Idade Média como um processo dinâmico, marcado por negociações, resistências e recomposições entre camponeses e aristocracias locais.
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