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Notícias sobre a Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos

  • Chamada Dossiê Narrativas, espaços e agentes religiosos no mundo antigo

    2026-09-23

    As crença nas manifestações do sobrenatural ou do sagrado, que se organizam em torno dos sistemas religiosos, estão presentes em diversas narrativas e espaços da Antiguidade, ao mesmo tempo que se atualizam por meio da agência de personagens que assumem uma posição de destaque quando se trata da manutenção de determinado culto: adivinhos, profetas, sacerdotes, ascetas e outros. No mundo antigo – cujas crenças e práticas religiosas vão muito além do judaísmo e do cristianismo –, as sociedades, os agrupamentos e os indivíduos, em seus respectivos contextos, desenvolveram fórmulas próprias para conferir sentido à existência, incluindo aquelas de natureza religiosa. A despeito das críticas modernas à categoria de “religião”, que a consideram o resultado de um olhar genérico do colonialismo ocidental sobre as diversas manifestações acerca das interações entre o divino e o humano verificadas em outros espaços que não o europeu, as sociedades antigas, mesmo aquelas que não formularam uma categoria semântica distinta para “religião”, não prescindiram de um campo “religioso”, pois foram capazes de elaborar um sistema simbólico que integrava o natural, o sobrenatural e as diversas atividades e instituições humanas (Beltrão, 2024, p. 180-181).

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  • Chamada Dossiê A morte no mundo Antigo: ritos, narrativas e monumentos

    2026-05-05

    Ritualizada e dotada de profundo simbolismo, a morte operava, na Antiguidade, como um eixo central na construção da memória e na definição da identidade dos indivíduos e das coletividades. Desse modo, os rituais funerários, assim como os monumentos, inscrições e imagens associadas ao universo mortuário, atuavam como meios pelos quais a comunidade acompanhava e regulava a mudança de condição dos indivíduos (Júnior, 2005, p. 14). Nesse contexto, os ritos funerários, as narrativas míticas, os monumentos e edifícios dedicados aos mortos não apenas expressavam atitudes diante da finitude da existência, mas também evidenciavam valores, hierarquias e formas de pertencimento que estruturavam a maneira pela qual se compreendia e experienciava o cotidiano.

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  • Chamada Dossiê Estratégias militares e simbólicas de manutenção do poder no mundo antigo

    2026-04-11

    A guerra configura um elemento central para a compreensão das sociedades do mundo antigo, pois organiza distinções sociais e estabelece valores. Longe de se restringir ao campo militar, seu caráter abrangente impacta múltiplos aspectos da vida social, política e cultural, ao mesmo tempo que é documentada de forma ampla por fontes escritas, vestígios arqueológicos e pela numismática. Assim, ao evidenciar normas, hierarquias e formas de organização, a guerra torna-se um meio eficaz para se compreender as sociedades antigas (Armstrong, 2016). Nesse sentido, a historiografia do campo permite abordar diferentes dimensões, como o treinamento, a tecnologia e, sobretudo, os impactos da guerra sobre as sociedades. Inicialmente centradas em batalhas e estratégias, essas análises passaram, a partir da segunda metade do século XX, a privilegiar as relações entre guerra e sociedade, incorporando modelos teóricos diversos (Brice, 2020, p. 4). Essa mudança ampliou o escopo interpretativo e favoreceu a diversificação metodológica, com a incorporação de perspectivas interdisciplinares, como a Antropologia, os Estudos de Gênero e a Psicologia, empregadas para examinar o impacto da guerra no cotidiano das sociedades.

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