Ecos de vozes camponesas
luta de classes no Vale do Ebro (Séculos VI-VII)
DOI :
https://doi.org/10.29327/rom.v27i.49977Mots-clés :
Campesinato, Vale do rio Ebro, Luta de classes, Visigodos, Alta Idade MédiaRésumé
O presente texto investiga as transformações sociais no vale do rio Ebro entre os séculos VI e VII a partir da análise cruzada de documentação escrita e dados arqueológicos. Examina-se a relação do campesinato com a aristocracia visigoda com base em quatro variáveis: a organização das cidades, a construção de fortificações, os processos de cristianização do meio rural e a reconfiguração do campo após o colapso do Império Romano. Ao destacar a agência camponesa, o texto problematiza interpretações que reduzem a história rural à mera dominação aristocrática, demonstrando que, apesar do avanço progressivo do poder senhorial, expressivas comunidades camponesas mantiveram autonomia relativa durante parte significativa do período. Defende-se, assim, uma leitura diacrônica que compreende a luta de classes na Alta Idade Média como um processo dinâmico, marcado por negociações, resistências e recomposições entre camponeses e aristocracias locais.
Téléchargements
Références
Documentação textual
BURGESS, R. W. (ed.). The Chronicle of Hydatius and the Consularia Constantinopolitana: Two Contemporary Accounts of the Final Years of the Roman Empire. Oxford: Clarendon Press, 1993.
CORCORAN, S. The donation and will of Vincent of Huesca. Antiquité Tardive, v. 11, p. 215-221, 2003.
JIMÉNEZ SÁNCHEZ, J. A. Acerca de la denominada Crónica de Zaragoza. Revista de Filología Clásica y Hebrea, t. 58, n. 177, p. 339-367, 2007.
RIESGO TERRERO, L. (ed.). Epistolario de San Braulio. Sevilla: Universidad de Sevilla, 1975.
TEJADA Y RAMIRO, J. (ed.). Colección de cánones y de todos los concilios de la Iglesia de España y América. Madrid: [s.n.], 1849.
VAZQUEZ DE PRAGA, L. (ed.). Vita S. Emiliani. Madrid: CSIC, 1943.
VIVES, J. et al. (ed.). Concílios Visigóticos e Hispano-Romanos. Madrid: CSIC, 1963.
Obras de apoio
ARIÑO, E. El habitat rural en Península Ibérica entre finales del siglo IV y principios del VIII: un ensayo interpretativo. Antiquité Tardive, v. 21, p. 93-123, 2013.
BASTOS, M. J. M. Escravo, servo ou camponês? Relações de produção e luta de classes no contexto da transição da Antiguidade à Idade Média (Hispânia, séculos V-VIII). Politeia: História e Sociedade, v. 10, n. 1, p. 77-105, 2010.
BENJAMIN, W. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BERNARDO, J. Poder e dinheiro: do poder pessoal ao Estado impessoal no regime senhorial, séculos V-XV. Porto: Afrontamento, 1997.
CASTELLANOS, S. Los Visigodos. Madrid: Sintesis, 2018.
CHAVARRÍA ARNAU, A. Churches and aristocracies in seventh-century Spain: some thoughts on the debate on Visigothic churches. Early Medieval Europe, v. 18, n. 2, p. 160-174, 2010.
CHAVARRÍA ARNAU, A. El final de las villae en Hispania (siglos IV-VII d.C.). Turnhout: Brepols, 2007.
DAFLON, E. Considerações sobre o conceito de campesinato para Alta Idade Média. Sociedades Precapitalistas, v. 11, n. 56, 2021.
CHAVARRÍA ARNAU, A. Foice livre: campesinato ibérico e transformação social entre fins do mundo romano e a Idade Média (c. 300-c. 500). Niterói: Eduff, 2023.
CHAVARRÍA ARNAU, A. O palácio e o consenso: o officium palatinum e a articulação da aristocracia visigoda (séculos VI-VIII). Fronteiras & Debates, v. 4, n. 2, p. 61-77, 2017.
DAFLON, E.; MAGELA, T. Os porquês de uma História que falta: em defesa do protagonismo camponês na Idade Média. In: BOENAVIDES, D.; VELOSO, W. (org.). Religiosidade, poder e sociedade no medievo: discussões historiográficas. Porto Alegre: Polifonia, 2019, p. 45-62.
DIARTE-BLASCO, P. Late Antique and Early Medieval Hispania: Landscapes without Strategy? An Archaeological Approach. Oxford: Oxbow Books, 2018.
ESCALONA, J. The early Castilian peasantry: an archaeological turn. Journal of Medieval Iberian Studies, v. 1, n. 2, p. 119-145, 2009.
ESPINOZA RUIZ, U. El siglo V en el valle del Ebro. Antigüidad y Cristianismo, v. VIII, p. 275-288, 1991.
HANDY, J. “Almost idiotic wretchedness”: a long history of blaming peasants. The Journal of Peasant Studies, v. 36, n. 2, p. 325-344, 2009.
LALIENA CORBERA, C. Acerca de la articulación social de los espacios rurales en el Ebro Medio (Siglos V-IX). Mainake, n. XXXI, p. 149-163, 2009.
MARTÍN VISO, I. Asentamientos y paisajes rurales en el occidente medieval. Madrid: Sintesis, 2016.
MARTÍNEZ JIMÉNEZ, J.; SASTRE DE DIEGO, I.; TEJERIZO GARCÍA, C. (ed.). The Iberian Peninsula between 300 and 850: An Archaeological Perspective. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2018.
PACHÁ, P. Estado e relações de dependência pessoal no Reino Visigodo de Toledo (Séculos VI-VII). 2015. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015.
SILVA, U. G. Rebeldes contra o Mediterrâneo: revoltas rurais e a escrita da história das classes subalternas na Antiguidade Tardia. São Paulo: Humanitas, 2016.
TEJADO SEBASTIÁN, J. M. (ed.). Los castillos altomedievales en el Noroeste de la Península Ibérica. Bilbao: Servicio Editorial de la Universidad del País Vasco, 2012.
TEJERIZO GARCÍA, C. Arqueología de las sociedades campesinas en la cuenca del Duero durante la Primera Alta Edad Media. Bilbao: Servicio Editorial de la Universidad del País Vasco, 2017.
VELOSO, W. (org.). Religiosidade, poder e sociedade no medievo: discussões historiográficas. Porto Alegre: Polifonia, 2019.
VIGIL-ESCALERA GUIRADO, A. El asentamiento encastillado altomedieval de la Dehesa de la Oliva (Patones, Madrid). In: QUIRÓS CASTILLO, J. A.; TEJADO SEBASTIÁN, J. M. (ed.). Los castillos altomedievales en el Noroeste de la Península Ibérica. Bilbao: Servicio Editorial de la Universidad del País Vasco, 2012, p. 239-262.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
Merci de créditer les auteurs lors de toute citation : Eduardo Cardoso Daflon (2026)

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
a. L’Auteur mantient les droits d’Auteur et accorde à la revue le droit de première publication.
b. L’Auteur a l’autorisation pour assumer des contrats additionnels séparément, pour distribution non exclusive de la version du travail publiée dans cette revue (ex.: publier en répertoire institutionnel ou comme chapitre de livre), avec reconnaissance de l’Auteur et publication initiale dans cette revue.
c. L’Auteur a l’autorisation et est encouragé à publier et distribuer leur travail en ligne (ex.: dans des répertoires institutionnels ou dans votre page personnelle) après la première publication par la revue, avec les créances.
d. Les textes de la revue sont publiés sous Licence CC BY 4.0 Deed Attribution 4.0 International (CC BY).