Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos https://periodicos.ufes.br/romanitas <p><em>Romanitas – Revista de Estudos Grecolatinos</em> nasce, a princípio, de uma constatação: a visível carência, no Brasil, de periódicos de natureza interdisciplinar comprometidos com a divulgação da produção intelectual em torno das sociedades grega e romana, realidade em agudo contraste com o aumento do interesse despertado, nas últimas décadas, pelos Estudos Clássicos, como é possível concluir com base no número crescente de pesquisadores envolvidos, em todos os níveis de formação acadêmica, com projetos de investigação sobre o passado de Grécia e Roma, o que motivou a equipe do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano/seção ES, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a fundar o periódico.</p> Portal de Periódicos da Ufes pt-BR Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos 2318-9304 <p>a. Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação.</p> <p>b. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a primeira publicação pela revista, com os devidos créditos.</p> <p>d. Os textos da revista estão licenciados com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a> (CC BY-NC-ND).</p> Escapando da narrativa de Plutarco: uma reconstrução da vida de Demétrio, o Sitiador de Cidades https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35414 <p>Resenha de: WHEATLEY, Pat; DUNN, Charlotte. <em>Demetrius the Besieger</em>. Oxford: Oxford University Press, 2020. 528 p.</p> Jorel Musa de Noronha Lemes Copyright (c) 2021 Jorel Musa de Noronha Lemes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 191 198 10.17648/rom.v0i17.35414 A escalada dos imperadores proscritos: Estado, conflito e usurpação na Antiguidade Tardia (285-395) https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35531 <p>Resenha de: SILVA, Gilvan Ventura da. <em>A escalada dos imperadores proscritos</em>: Estado, conflito e usurpação na Antiguidade Tardia (285-395). Vitória: GM Editora, 2018. 166 p.</p> Larissa Rodrigues Sathler Copyright (c) 2021 Larissa Rodrigues Sathler https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 199 206 10.17648/rom.v0i17.35531 'Filtrokatadesmos': a simbiose entre os deuses gregos e egípcios nos períodos clássico e helenístico https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35560 <p>A marca de identificação sobre a prática mágica dos <em>katadesmoi</em>, que resultou na elaboração de filtros <em>katadesmoi</em> entre os atenienses, detém vestígios de sua prática durante a praga que afetou Atenas no meio da Guerra do Peloponeso. A magia dos <em>katadesmoi</em> tem a peculiaridade da evocação de diferentes divindades que controlam o espaço sagrado do submundo, chamados deuses ctônicos como Hades, Hermes, Perséfone, Cérbero, Caronte e Hécate. Eles estão presentes nas evocações dos filtros <em>katadesmoi</em>. A singularidade identificada no ritual do <em>filtrokatadesmos</em> é o surgimento de divindades gregas interagindo com os deuses egípcios, evocadas através das palavras mágicas escritas na superfície da lâmina de chumbo.</p> Maria Regina Candido Copyright (c) 2021 Maria Regina Candido https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 107 123 10.17648/rom.v0i17.35560 A arquitetura do Império Romano: uma discussão das construções da Bitínia na correspondência entre Plínio, o Jovem e Trajano https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/33866 <p>Um dos aspectos importantes de coesão do Império Romano era o urbanismo. As cidades eram espaços de afirmação da ordem social romana, sobretudo de suas camadas dirigentes. Nas províncias, a administração, por meio de um pacto com as elites, promovia construções de obras que respaldavam o poder local e o poder imperial. Expressões destacadas dos processos de integração do Império Romano, esses esforços eram marcados pela complexidade das relações de poder entre o centro e a periferia do mundo romano. Neste artigo, discutiremos a presença desses elementos nas cartas de Plínio, o Jovem, e Trajano acerca da administração da província romana da Bitínia.</p> Alex Aparecido da Costa Copyright (c) 2021 Alex Aparecido da Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 124 140 10.17648/rom.v0i17.33866 Calando profetisas: gênero e oposição ao montanismo na Ásia Menor do século II d.C. https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35517 <p>As cristãs Priscila e Maximila iniciaram, na segunda metade do século II d.C., uma atividade de profecia em uma região montanhosa da Frígia, na Ásia Menor, junto a um outro profeta chamado Montano. Assumindo esse ministério, consideravam estar dando seguimento a uma longa tradição de profecia cristã consolidada nessa porção do Império Romano. As tentativas de repressão por parte dos bispos da região, porém, apontam para novos posicionamentos das lideranças cristãs masculinas com relação tanto à profecia em si quanto à possibilidade de mulheres exercerem atividades de autoridade.</p> Pedro Luís de Toledo Piza Copyright (c) 2021 Pedro Luís de Toledo Piza https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 141 153 10.17648/rom.v0i17.35517 Os reinados de Saul, Davi e Salomão com e sem a letra ‘h’: traduções acadêmica e poética do Livro VIII do lipograma 'De aetatibus mundi et hominis' de Fulgêncio, o Mitógrafo https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/34061 <p>Em sequência a nosso projeto tradutório, que se desenvolve gradativamente, da <em>De aetatibus mundi et hominis</em>, de Fulgêncio, efetuamos as duas primeiras traduções para a língua portuguesa de seu Livro VIII. Nesse sentido, propomos a realização de tradução acadêmica alipogramática e tradução poética lipogramática. Nossa versão acadêmica ressalta o prisma semântico da obra, sendo útil a pesquisadores que buscam tão somente aludir ao pensamento de Fulgêncio. Nossa versão poética, por sua vez, enfatiza a dimensão formal do escrito, evitando, à semelhança do texto latino, vocábulos que apresentem a letra ‘h’. Assim, também buscamos possibilitar ao leitor alguma oportunidade de fruição poética. Nesta seção, a idade retratada corresponde aos reinados de Saul, Davi e Salomão, abundando referências à Bíblia, que foram sinalizadas nas notas da tradução acadêmica. Novamente, sentiu-se a necessidade de indicar alguns elementos gerais da <em>De aetatibus</em>, com o escopo de direcionar o público que ainda desconhece nosso trabalho à leitura da bibliografia pertinente, o que também fazemos com as traduções de Ausônio e Lactâncio. Em seguida, apontamos certos aspectos do Livro traduzido. Sublinhe-se, por fim, que seguimos outra vez a edição crítica fixada por Rudolf Helm (1898).</p> Cristóvão Santos Júnior Copyright (c) 2021 Cristóvão Santos Júnior https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 154 173 10.17648/rom.v0i17.34061 Teodoro Estudita e sua oposição ao poder imperial: uma análise da Controvérsia Moechiana e da Segunda Iconoclastia https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35352 <p>Teodoro Estudita foi um monge que, no decorrer do século IX, foi uma importante força de oposição diante das decisões imperiais julgadas por ele como ultrajantes aos ideais cristãos bizantinos. Em duas ocasiões, colocou-se contrário ao imperador e suas ações, sofrendo consequências e punições, como o exílio. Em função disso, nosso objetivo se insere na tentativa de compreender o papel de Teodoro como agente de oposição ao palácio imperial e suas relações com ele, uma vez que os monges eram considerados importantes meios de contato e influência sobre a sociedade bizantina. Pretendemos fazer isso a partir do estudo de caso da Controvérsia Moechiana e da Segunda Iconoclastia (815-843), nas quais o monge foi protagonista.</p> Caroline Coelho Fernandes Copyright (c) 2021 Caroline Coelho Fernandes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 174 189 10.17648/rom.v0i17.35352 Apresentação https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36707 <p>Apresentação do dossiê: "Imagens do poder e poder das imagens no Mundo Romano".</p> Ludimila Caliman Campos Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 7 8 Imagens do poder e poder das imagens no Mundo Romano: uma entrevista com Renata Senna Garraffoni https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36706 <p>Entrevista com Renata Senna Garraffoni.</p> Renata Senna Garraffoni Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 9 16 10.17648/rom.v0i17.36706 A estátua de Augusto de 'Prima Porta' como a personificação do Império Romano em livros didáticos de História https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35563 <p>Este artigo analisa os usos da imagem da estátua de Augusto de <em>Prima Porta</em> nos conteúdos referentes a Roma antiga nos treze livros didáticos de História do primeiro ano do ensino médio aprovados pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD-2018). Parte-se de uma pergunta fundamental: a quais tipos de Império Romano essa estátua é associada no <em>corpus </em>documental selecionado? Para respondê-la, foram cotejadas todas as reproduções da estátua de Augusto de <em>Prima Porta</em> presentes nos treze livros didáticos de História do PNLD-2018. As imagens coletadas serão analisadas em conjunto com os textos que as acompanham, e não como dados isolados. Argumentarei que a exposição da estátua de Augusto de <em>Prima Porta</em> é associada à configuração de um império inabalável e expansionista, construído a partir da <em>Pax Romana.</em></p> Jorwan Gama Copyright (c) 2021 Jorwan Gama https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 17 35 10.17648/rom.v0i17.35563 Narrativas visuais e propaganda cristã: uma análise dos artefatos em vidro dourado na Antiguidade Tardia https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/34692 <p>O presente artigo teve por objetivo analisar o programa propagandístico comemorativo empreendido pelos cristãos na Antiguidade Tardia. Para tanto, fizemos leituras iconográficas e epigráficas de algumas peças decorativas em vidro dourado, com destaque para as que fazem referência a Pedro e Paulo. Por meio de uma interpretação das formas de visibilidade presentes nesses artefatos, buscamos compreender as alterações político-religiosas que caracterizaram a <em>ekklesia</em> cristã nos séculos IV e V, com destaque para a apoteose do poder episcopal e a institucionalização eclesiástica.</p> Ludimila Caliman Campos Copyright (c) 2021 Ludimila Caliman Campos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 36 52 10.17648/rom.v0i17.34692 Fabricação e agência dos amuletos no Egito tardio: o uso de anéis em sortilégios segundo os Papiros Mágicos Gregos https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35654 <p>No presente artigo, objetivamos compreender a fabricação e o uso dos amuletos no Egito tardio a partir do estudo de um tipo especial de artefato mágico: o anel. Na coletânea conhecida como <em>Papiros Mágicos Gregos</em>, encontramos rituais específicos para a fabricação e a consagração de anéis empregados pelos sacerdotes-magos em práticas de adivinhação, coerção e restrição. Portanto, exploramos neste trabalho não apenas o material utilizado para a produção dos anéis, mas também as expectativas criadas mediante o uso de tais artefatos. Objetivando melhor compreender a fabricação e o uso dos anéis mágicos, aplicamos também o conceito de <em>agência</em>, tendo em vista que tais artefatos devem ser considerados em sua capacidade de materializar ações enquanto suportes de magia, que é o que faz com que pessoas os utilizem por acreditar na capacidade dos amuletos de agir entre elas. A fabricação, o uso e a agência dos amuletos constituíam práticas mágicas cotidianas das comunidades do Egito tardio largamente empregadas para fins curativos, como negociação cultural e na solução de conflitos, o que nos permite observar a riqueza de possibilidades de interpretação dos <em>PGM </em>e da cultura material (de natureza mágica) para o conhecimento dos sistemas mágico-religiosos na Antiguidade Tardia.</p> Hariadne da Penha Soares Copyright (c) 2021 Hariadne da Penha Soares https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 53 69 10.17648/rom.v0i17.35654 Império e imagem do poder na Antiguidade Tardia: o 'De regno', de Sinésio de Cirene, entre o 'Dominato' e o Principado https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/34584 <p>Este artigo apresenta algumas considerações acerca da construção da imagem do poder e conduta principesca pensada por Sinésio de Cirene em seu tratado <em>De regno</em>, redigido durante sua estadia na corte do imperador Arcádio. Sinésio se apresenta como um autor helenístico por excelência, mesclando elementos políticos e filosóficos num mosaico de ideias com o propósito reformador de reestabelecer a majestade do Império. A partir do texto do autor, defendemos a seguinte conclusão: a nova imagem do poder oferecida a Arcádio passava pelo afastamento do <em>Dominato</em> e pela reaproximação com o modelo do Principado dos primeiros séculos da Era Cristã.</p> Cesar Luiz Jerce da Costa Junior Copyright (c) 2021 Cesar Luiz Jerce da Costa Junior https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 70 90 10.17648/rom.v0i17.34584 Fé e identidade nos mosaicos da 'Capella di San Vittore in Ciel d’Oro' (Milão, séc. V-VI d.C.) https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35161 <p>Neste artigo, verifico de que forma os mosaicos da pequena <em>Capella di San Vittore in Ciel d’Oro</em>, localizada dentro da Basílica de Santo Ambrósio, em Milão, ajudaram a fortalecer o cristianismo niceno na região. Para realizar tal investigação, indaguei-me sobre os sentimentos e pensamento que estas imagens suscitavam nos espectadores. E, ainda, refleti sobre as mensagens que os idealizadores destes mosaicos desejaram transmitir. Considero que estas imagens tiveram o poder de gerar a sensação de pertencimento a um grupo, anunciando determinada identidade para aqueles que aceitavam a mensagem ali propagada. Verifico, também, que estas imagens deram continuidade às elaborações redigidas e proclamadas por Ambrósio, bispo de Milão, no fim do século IV.</p> Janira Feliciano Pohlmann Copyright (c) 2021 Janira Feliciano Pohlmann https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-25 2021-09-25 17 91 105 10.17648/rom.v0i17.35161