Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos https://periodicos.ufes.br/romanitas <p><em>Romanitas – Revista de Estudos Grecolatinos</em> nasce, a princípio, de uma constatação: a visível carência, no Brasil, de periódicos de natureza interdisciplinar comprometidos com a divulgação da produção intelectual em torno das sociedades grega e romana, realidade em agudo contraste com o aumento do interesse despertado, nas últimas décadas, pelos Estudos Clássicos, como é possível concluir com base no número crescente de pesquisadores envolvidos, em todos os níveis de formação acadêmica, com projetos de investigação sobre o passado de Grécia e Roma, o que motivou a equipe do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano/seção ES, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a fundar o periódico.</p> pt-BR <p>a. Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação.</p> <p>b. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a primeira publicação pela revista, com os devidos créditos.</p> <p>d. Os textos da revista estão licenciados com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a> (CC BY-NC-ND).</p> gil-ventura@uol.com.br (Prof. Dr. Gilvan Ventura da Silva) es.leir@gmail.com (Equipe Romanitas) Wed, 21 Dec 2022 17:33:08 -0300 OJS 3.3.0.13 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O 'crimen maiestatis' entre os séculos I a.C. e I d.C.: pontos comparativos https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37323 <p>Este artigo tem o objetivo central de analisar o aumento da incidência e representatividade em âmbito literário das narrativas sobre os julgamentos envolvendo acusações do <em>crimen maiestatis populi romani imminutae</em> entre os séculos I a.C e I d.C. A questão principal, que norteará o texto será: por que esse crime passa a ser representado pelas fontes que escreveram sobre o período Júlio-Claudiano com grande frequência, sendo o favorito dos delatores, quando, menos de um século antes, ele fora descrito por Cícero como uma ação complicada (Cic. Clue. 116, 6-7) e pouco abordada pelos manuais jurídicos (Cic. <em>De Or</em>. 2. 201, 2)? Para tentar responder essa pergunta um amplo repertório de fontes literárias será estudado. A análise dessa documentação visa mostrar como todo um conjunto de elementos políticos, retóricos e técnico-legais podem ter impactado na centralidade que os processos de <em>maiestas</em> adquirem nas narrativas sobre a dinastia Julio-Claudiana.</p> João Victor Lanna de Freitas Copyright (c) 2022 João Victor Lanna de Freitas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37323 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 'Castigat ridendo moris'? O olhar de Pérsio a partir de suas sátiras para todo o Principado romano no primeiro século da Era Cristã https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39776 <p>Um dos maiores, senão o principal objetivo de uma sátira era atacar os males de uma sociedade a partir dessa ferramenta literária. Elemento didático-moralizante, o gênero satírico teria surgido, ou seria motivado, a partir das observações dos vícios, sejam morais e/ou sociais, ou até melhor, das críticas aos comportamentos considerados distorcidos, desviantes a partir daquilo que se considera como um padrão ideal de conduta. Seu principal propósito: aquilo que referenda, bem como aquilo que critica da sociedade romana do primeiro século da era cristã, objetivando padronizar um comportamento para o cidadão habitante de Roma, da mesma forma que para todos os habitantes do Império. Aqui, nos valemos dos versos escritos por um destacado autor que viveu no primeiro século da era cristã: trata-se de <em>Aulus Persius Flaccus</em>, conhecido apenas como Pérsio.</p> Marcos Luís Ehrhardt Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39776 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Desespero, miserabilidade e repugnância: efeitos nocivos em algumas experiências erótico-amorosas descritas por Catulo https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36996 <p><span style="font-weight: 400;">Mediante uma tradução do poema LXXXVI de Catulo, observam-se alguns efeitos nocivos da experiência erótica-amorosa, especificamente o desespero e a miserabilidade do amante. Tais condições são resultantes da manutenção da </span><em><span style="font-weight: 400;">fides</span></em><span style="font-weight: 400;"> e da </span><em><span style="font-weight: 400;">pietas</span></em><span style="font-weight: 400;">, concepções marcantes nas épicas latinas que são ressignificadas nos ambientes urbanos ao final do período republicano. Nesse contexto, a destruição do ânimo e a repugnância perpassam o amante em sua totalidade, incapacitando-o de viver dignamente tanto para as concepções civis, quanto para as predisposições individuais. O </span><em><span style="font-weight: 400;">Servitum Amoris</span></em><span style="font-weight: 400;">, membro das hostes de Vênus, </span><em><span style="font-weight: 400;">Militia Amoris</span></em><span style="font-weight: 400;">, clama por uma intervenção divina e um retorno ao </span><em><span style="font-weight: 400;">negotium</span></em><span style="font-weight: 400;"> para o seu estabelecimento. Uma análise comparativa com outros poemas da coleção de Catulo indicam-nos não apenas recepções estéticas das múltiplas tradições helenísticas na literatura latina, mas transformações sociais marcantes na </span><em><span style="font-weight: 400;">urbs</span></em><span style="font-weight: 400;"> romana, sobretudo devido à ressignificação das concepções tradicionais.&nbsp;</span></p> Jean Felipe de Assis Copyright (c) 2022 Jean Felipe de Assis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36996 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 The emperor Augustus and the Theater of Marcellus: the representation of the theater in the Roman urban space (1st century BC) https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37436 <p>In the transitional period between Republic and Principate, Roman’s urban image was used by Emperor Augustus as a means of legitimizing both his new government and his own image. As an heir of Julius Caesar, the <em>Princeps</em> aim was to modernize the city by building grand public monuments, particularly the southern shore of the Campus Martius, which was promoted to the experimental category and, on account of it, received various constructions. Among these is that of the Theater of Marcellus, one of the largest theaters in the Roman Empire. Despite the logical changes inherent over time and the restorations carried out, the monumental structure of the theater remains to the present day. Thus, by deepening the study of the physical space of the theater, we seek to reflect on the construction of Marcellus’ Theater, highlighting the importance of its location within the <em>Urbs</em>’ planning. By seeking to convey an image of power, as well as that of a good <em>princeps</em>, Augustus built the Campus Martius almost as a showcase for imperial architecture and the physical manifestation of Roman’s prominence.</p> Letícia Aga Pereira Passos Copyright (c) 2022 Letícia Aga Pereira Passos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37436 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Apresentação https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39774 <p>Apresentação do dossiê intitulado: "Periferias, subalternos e relações de poder no Mundo Antigo".</p> Alex Aparecido da Costa Copyright (c) 2022 Alex Aparecido da Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39774 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Grupos subalternos e exploração do trabalho na Antiguidade: uma entrevista com Fábio Duarte Joly https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39775 <p>Entrevista com Fábio Duarte Joly.</p> Fábio Duarte Joly Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39775 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 O cita nômade como estereótipo na Antiguidade: Heródoto, Hipócrates e a gênese de uma concepção https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37525 <p>O seguinte artigo tem como objetivo analisar a gênese do que se entende como o estereótipo cita nômade em autores da Antiguidade Clássica, mais especificamente, em Heródoto e nos tratados hipocráticos. Compreende-se que a etnografia grega foi responsável pela construção de um estereótipo sobre grupos nômades que perpassou todo o período da Antiguidade e foi utilizado tanto para a estruturação de narrativas como para a legitimação de concepções sobre estes grupos. Nossa análise é guiada por dois conceitos-chave: etnicidade fictiva, como teorizado por Étienne Balibar (1991) e estereótipo, de Homi Bhabha (1998).</p> Rodrigo dos Santos Oliveira Copyright (c) 2022 Rodrigo dos Santos Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37525 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Estátuas imperiais e grupos subalternos: destruição, ridicularização e crítica como subversão das relações de poder durante a Antiguidade Tardia https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39778 <p>Neste artigo, propomo-nos a analisar a relação dos grupos subalternos com as estátuas imperiais durante os últimos séculos do Mundo Antigo (IV-VIII), apontando para exemplos de leituras subversivas e críticas para com o poder imperial documentadas nas fontes e que evidenciam que esses grupos desenvolveram novas formas de redefinir as relações de poder tradicional a partir da maneira como interagiam com as estátuas imperiais.</p> Jorge Elices Ocón, Glaydson José da Silva Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39778 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 E a liberdade tem sabor de realidade: banditismo social na Palestina romana https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39779 <p>O presente artigo tem como objetivo discorrer sobre o banditismo social na Palestina romana. A investigação parte da articulação de duas categorias teóricas, a saber, <em>grupos sociais subalternos</em> (classes exploradas e sob opressão), de Antonio Gramsci, e <em>banditismo social</em> (formas arcaicas de movimento social), de Eric Hobsbawm. A fonte privilegiada é <em>A Guerra Judaica</em>, de Flávio Josefo. As incursões violentas de Roma naquela região, desde Pompeu em 63 a.C. até a destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C. potencializaram lutas sociais nos territórios judaicos, sobretudo a Galileia, que foi um berço de bandidos, bandoleiros e rebeldes chefiados por pretensos messias. Esse banditismo foi gestado no processo nada idílico de romanização da Palestina, em que dominadores estrangeiros articulados com as classes dominantes locais transformaram a vida material a partir da expropriação e tributação das classes exploradas, principalmente camponeses, cuja resistência começa como luta pela vida e se transforma em luta pela libertação judaica.</p> Marcos Roberto Pirateli Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39779 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Mobilizações coletivas na Roma tardo-republicana: repertórios de confronto e interesses nos 'Ludi Romani' (57 a.C.) https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39780 <p>Mobilizações coletivas eram uma resposta cada vez mais frequente, no século I a.C., a questões que afetavam diretamente a plebe urbana de Roma, especialmente, mas não apenas, no que se refere ao preço dos alimentos. Os limites impostos pela estrutura político-social da República e o aumento da violência política da época aprofundavam laços entre lideranças políticas e grupos populares, de forma que a dependência/agência da plebe em revolta com relação a lideranças da elite são um aspecto central para a compreensão deste processo. Este artigo tem como objetivo central refletir sobre as possibilidades de agência nas mobilizações coletivas da Roma tardo-republicana. Para tanto, busca-se nos conceitos de <em>repertório de confronto</em>, de Charles Tilly, e no estudo de caso da revolta dos <em>Ludi Romani</em>, em 57 a.C., compreender tais mobilizações em seus próprios interesses objetivos e em suas práticas de revolta.</p> Jonathan Cruz Moreira Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39780 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Império Romano e espaço provincial: integração, periferias, subalternos e relações de poder nas cartas, de Plínio, o Jovem, e Trajano https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39781 <p>O Livro 10 das <em>Cartas</em> de Plínio, o Jovem, revela muitas informações sobre o funcionamento da administração provincial romana. Ao tratar das questões relacionadas com o governo da Bitínia, a correspondência entre Plínio e o imperador Trajano permite a análise de temas como organização e controle social, problemas jurídicos, concessão de direitos de cidadania, controle financeiro e rivalidades municipais. A partir dos conceitos de integração, identidades e fronteiras nossa análise permitiu compreender aspectos das relações de poder entre o poder central e as elites provinciais, bem como os posicionamentos adotados em relação aos grupos subalternos.</p> Alex Aparecido da Costa Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39781 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 Mobilidades forçadas nas instituições jurídicas romanas: o caso do “exílio” como penalização política https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39777 <p>Resenha de: FRIGHETTO, R. <em>Exílio e exclusão política no Mundo Antigo</em>: de Roma ao Reino Godo de Tolosa (séc. II a. C. – VI d. C.). Jundiaí: Paco, 2019. 152 p.</p> Murilo Moreira de Souza Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/39777 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 De quantas maneiras é possível contar a História da África Antiga? https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35121 <p>Resenha da obra: FURLANI, João Carlos (org.). <em>A África no Mundo Antigo</em>: possibilidades de ensino e pesquisa<em>. </em>Serra: Milfontes, 2019. 238 p.</p> Edjalma Nepomoceno Pina Copyright (c) 2022 Edjalma Nepomoceno Pina https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35121 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300 A construção do gênio militar de Alexandre Magno na literatura antiga e sua recepção na historiografia anglófona https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37534 <p>Resenha de: SANT’ANNA, H. M. <em>A fabricação de Alexandre Magno</em>: habilidade política e genialidade militar nas fontes antigas (336-331 AEC). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2021. 198 p.</p> Thiago do Amaral Biazotto Copyright (c) 2022 Thiago do Amaral Biazotto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37534 Wed, 21 Dec 2022 00:00:00 -0300