Entre habitações e conservações
reflexões sobre o modo de habitar em meio aos colapsos climáticos
Resumo
São necessárias múltiplas intersecções para pensar sobre as transformações da Terra advindas de determinadas atividades humanas. A crise, o colapso ou a catástrofe climática possui inúmeras nuances e necessita de diferentes percepções para compreender as fragmentações das vidas ocasionadas pelo progresso e desenvolvimento. A partir disso, cada forma de habitar o Globo teve e ainda tem um impacto diferenciado quando se pensa sobre essas alterações. As divisões feitas para enquadrar certas corporalidades em espaços diferentes é uma das reflexões que se inserem nessa discussão quando pensamos sobre a relação entre habitat e degradação/conservação. Assim, o objetivo deste ensaio é buscar aproximações e distanciamentos nas formas de habitar construídas orgânica e artificialmente, bem como refletir sobre esses engendramentos quando associados à noção de preservação sobre o que resta e à invenção de paraísos intocáveis como solução à falta do “natural” no cotidiano urbano. Por meio de uma revisão bibliográfica e o diálogo com autoras/es que abordam temáticas relacionadas ao Antropoceno e demais terminologias correlatas, o artigo visa trazer a antropologia de volta à vida ao pensar sua importância para essas discussões.

