Entre habitações e conservações

reflexões sobre o modo de habitar em meio aos colapsos climáticos

Autores

  • Amanda Kapiche Brito Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

São necessárias múltiplas intersecções para pensar sobre as transformações da Terra advindas de determinadas atividades humanas. A crise, o colapso ou a catástrofe climática possui inúmeras nuances e necessita de diferentes percepções para compreender as fragmentações das vidas ocasionadas pelo progresso e desenvolvimento. A partir disso, cada forma de habitar o Globo teve e ainda tem um impacto diferenciado quando se pensa sobre essas alterações. As divisões feitas para enquadrar certas corporalidades em espaços diferentes é uma das reflexões que se inserem nessa discussão quando pensamos sobre a relação entre habitat e degradação/conservação. Assim, o objetivo deste ensaio é buscar aproximações e distanciamentos nas formas de habitar construídas orgânica e artificialmente, bem como refletir sobre esses engendramentos quando associados à noção de preservação sobre o que resta e à invenção de paraísos intocáveis como solução à falta do “natural” no cotidiano urbano.  Por meio de uma revisão bibliográfica e o diálogo com autoras/es que abordam temáticas relacionadas ao Antropoceno e demais terminologias correlatas, o artigo visa trazer a antropologia de volta à vida ao pensar sua importância para essas discussões.

Biografia do Autor

  • Amanda Kapiche Brito, Universidade Federal do Espírito Santo

    Mestranda no Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo. Graduada em licenciatura (2024) e bacharelado (2025) em Ciências Sociais na mesma universidade. Integrante do Grupo de Pesquisa Ambiências- Laboratório de Estudos, Pesquisas e Experimentos em naturezas-culturas (UFES). Possui interesse em Antropologia, nas temáticas referentes a conflitos socioambientais, modos de vida tradicionais, naturezas e culturas.

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Publicado

09-04-2026