Branquismo, pensamento colonizado e racismo no Brasil
Abstract
O artigo busca apontar a estruturalidade do racismo através do viés do conceito de branquitude presente na sociedade brasileira, que através da sua colonialidade mental a qual perpassa por seu período histórico de constituição do Estado e que chega aos nossos dias em uma relação simbiótica de flerte com a cultura eurocêntrica e estadunidense e se conforma na transculturação de modelos societários, em um movimento sistêmico de manutenção das desigualdades sociais e preservação do seu status quo baseado na hereditariedade do sistema político. Ao mesmo tempo em que trata das nuances contidas na manutenção deste status o qual se desenvolveu através da naturalização do racismo por um lado e do mito da convivência pacífica imposta com uma suposta democracia racial por outro. Perpassa ainda pelo processo de negação da plurietnicidade e diversidade cultural, pontuando nesta negação o efeito do colorismo com forma de divisão da comunidade negra e consequente maior poder de manipulação da mesma, o qual se conforma no objetivo central de reafirmação de um conceito de branquitude da nossa sociedade o qual de forma subjetivada, se expressa das mais diversas formas como: religiosa, cultural, na educação e mesmo na política, onde o não pensar a partir da própria realidade brasileira nos remete a um distanciamento da realidade em sua essencialidade metafisica.Downloads
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