Atividade da enzima arilsulfatase em solos cultivados com cafeeiros sob diferentes manejos
Abstract
RESUMO: O Brasil é o maior produtor e exportador de café (Coffea arabica L.) e Minas Gerais se destaca
entre os principais produtores. O uso de ácidos orgânicos, bioestimulantes e bioinsumos pode promover
melhorias na qualidade do solo. O aumento das enzimas no solo pode auxiliar no monitoramento dessa
qualidade. Nesse sentido, a arilsulfatase (aril) é uma enzima microbiana que catalisa a hidrólise de esteres
sulfatos orgânicos liberando íons SO4
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, destaca-se pela sensibilidade a mudanças de manejo. Entretanto,
lavouras comerciais de café ainda carecem de estudos considerando avaliação da arilsulfatase. Assim, o
presente estudo teve como objetivo avaliar a capacidade da enzima arilsulfatase em discriminas manejos
contrastantes em áreas comerciais de café arábica em Minas Gerais. O estudo foi conduzido em campo em
áreas comerciais no Cerrado mineiro. Foram coletadas amostras de solo (0–10 cm) em 22 tratamentos
definidos: (i) KIMB – nutrição solo+folha com ácidos orgânicos (T1–T5); (ii) BIO – aplicação de ácidos
húmicos/fúlvicos (T6–T10), (iii) ARK P – fertilizante fosfatado organomineral (T11–T18) e (iv) 4F –
inoculação de microrganismos via solo (T19–T22). Cada tratamento foi amostrado em duplicata em dois
talhões (n = 88). A aril foi quantificada colorimetricamente pela liberação de p-nitrofenol (µg PNF g⁻¹ solo
hora⁻¹). Os dados foram avaliados normalidade, homogeneidade de variância, e submetidos a ANOVA e as
médias foram comparadas pelo teste de Tukey (α<0,05) no software Sisvar. O manejo afeta fortemente a
arilsulfatase. Os tratamentos 12, 15 e 17 apresentaram alta atividade enzimática com médias entre 208-246 µg
PNF g-1
solo hora-1
, que indica o favorecimento da ciclagem de S pela combinação P + C orgânico. A resposta
modesta em BIO confirma que ácidos húmicos melhoram a atividade enzimática, mas menos que fontes de C
rapidamente metabolizáveis. Os tratamentos 1, 19, 21 e 22 tiveram pior desempenho (12-33 µg PNF g-1
solo
hora-1
), e isso indica falta de aporte orgânico ou, no caso da empresa 4F, a adição de inóculos microbianos não
resultou no incremento esperado. Isso pode indicar competição com microbiota nativa e, por isso, ajustes de
formulações são recomendados. Os dados nos mostram uma ordem decrescente de atividade enzimática: ARK
P > BIO > KIMB > 4F, refletindo as diferenças tecnológicas adotadas. Assim, a arilsulfatase demonstrou ser
um bioindicador sensível em cafezais comerciais, devendo ser integrada a outros indicadores em programas
de monitoramento da qualidade do solo.
Palavras-chave: Enzimas do solo; Atividade microbiana; Cafeicultura sustentável.
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Copyright (c) 2025 Ingrid Alves Moraes Capucho, Maria Eduarda da Silva Valadão

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