Mancha de Phoma em Cafeeiro: Etiologia, Sintomatologia e Estratégias de Manejo

Autores/as

  • Willian Bucker Moraes
  • Renan Curty da Silva
  • Isaías Flório Ramos Júnior
  • Felipe Pereira Aguiar Cunha de Almeida
  • Lucas Jordão Santana Tigre
  • Otávio Brandão Oliosi
  • Simone de Paiva Caetano Bucker Moraes

Resumen

RESUMO: A mancha de Phoma, causada por espécies do gênero Phoma spp., é uma doença presente em
todas as regiões cafeeiras do Brasil, acometendo desde mudas em viveiros até plantas adultas em campo. As
espécies mais comumente associadas são Phoma tarda e Phoma costarricensis, embora outras, como P.
coffeicola, P. excelsa e P. leveillei, também possam estar envolvidas. O desenvolvimento da doença é
favorecido por condições edafoclimáticas específicas, como ventos frios, alta umidade relativa, altitudes
elevadas e temperaturas amenas entre 17 °C e 20 °C. Práticas agrícolas inadequadas, como o excesso de
adubação nitrogenada e a ocorrência de períodos chuvosos prolongados, também intensificam a incidência e a
severidade da doença. A infecção inicia-se, geralmente, nos primeiros pares de folhas dos ramos
plagiotrópicos, especialmente nas bordas das lavouras expostas a ventos e danos mecânicos. Nos viveiros, a
doença pode comprometer mudas jovens, resultando em lesões no caule e eventual morte das plantas. Os
sintomas característicos incluem manchas escuras nas folhas, deformações nas bordas, desfolha precoce, seca
das pontas dos ramos, necrose de botões florais e mumificação de frutos em estágios iniciais, impactando
negativamente a produtividade. O manejo da mancha de Phoma deve ser baseado em estratégias integradas,
envolvendo práticas culturais, preventivas e químicas. Recomenda-se evitar o estabelecimento de lavouras em
áreas expostas a ventos frios, adotar quebra-ventos naturais ou artificiais e manter o equilíbrio nutricional das
plantas. Em viveiros, é fundamental controlar a irrigação e a luminosidade, prevenindo condições favoráveis
à doença. O controle químico, com uso de fungicidas cúpricos durante o período chuvoso (três a quatro
aplicações por ano), é eficaz, especialmente em áreas de maior risco. Em casos severos, podem ser utilizadas
formulações comerciais registradas no sistema AGROFIT. Além disso, cultivares com maior tolerância à
doença podem ser indicadas para regiões propensas à infecção. Conclui-se que o manejo eficiente da mancha
de Phoma no cafeeiro depende da adoção de estratégias integradas, monitoramento contínuo e aplicação
criteriosa de medidas fitossanitárias, de forma a reduzir perdas econômicas e preservar a sanidade da lavoura.

 

Palavras-chave: Phoma spp.; Coffea; epidemiologia; fitossanidade; controle.

Publicado

2025-06-23