Mancha de Phoma em Cafeeiro: Etiologia, Sintomatologia e Estratégias de Manejo
Resumen
RESUMO: A mancha de Phoma, causada por espécies do gênero Phoma spp., é uma doença presente em
todas as regiões cafeeiras do Brasil, acometendo desde mudas em viveiros até plantas adultas em campo. As
espécies mais comumente associadas são Phoma tarda e Phoma costarricensis, embora outras, como P.
coffeicola, P. excelsa e P. leveillei, também possam estar envolvidas. O desenvolvimento da doença é
favorecido por condições edafoclimáticas específicas, como ventos frios, alta umidade relativa, altitudes
elevadas e temperaturas amenas entre 17 °C e 20 °C. Práticas agrícolas inadequadas, como o excesso de
adubação nitrogenada e a ocorrência de períodos chuvosos prolongados, também intensificam a incidência e a
severidade da doença. A infecção inicia-se, geralmente, nos primeiros pares de folhas dos ramos
plagiotrópicos, especialmente nas bordas das lavouras expostas a ventos e danos mecânicos. Nos viveiros, a
doença pode comprometer mudas jovens, resultando em lesões no caule e eventual morte das plantas. Os
sintomas característicos incluem manchas escuras nas folhas, deformações nas bordas, desfolha precoce, seca
das pontas dos ramos, necrose de botões florais e mumificação de frutos em estágios iniciais, impactando
negativamente a produtividade. O manejo da mancha de Phoma deve ser baseado em estratégias integradas,
envolvendo práticas culturais, preventivas e químicas. Recomenda-se evitar o estabelecimento de lavouras em
áreas expostas a ventos frios, adotar quebra-ventos naturais ou artificiais e manter o equilíbrio nutricional das
plantas. Em viveiros, é fundamental controlar a irrigação e a luminosidade, prevenindo condições favoráveis
à doença. O controle químico, com uso de fungicidas cúpricos durante o período chuvoso (três a quatro
aplicações por ano), é eficaz, especialmente em áreas de maior risco. Em casos severos, podem ser utilizadas
formulações comerciais registradas no sistema AGROFIT. Além disso, cultivares com maior tolerância à
doença podem ser indicadas para regiões propensas à infecção. Conclui-se que o manejo eficiente da mancha
de Phoma no cafeeiro depende da adoção de estratégias integradas, monitoramento contínuo e aplicação
criteriosa de medidas fitossanitárias, de forma a reduzir perdas econômicas e preservar a sanidade da lavoura.
Palavras-chave: Phoma spp.; Coffea; epidemiologia; fitossanidade; controle.
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Willian Bucker Moraes, Renan Curty da Silva, Isaías Flório Ramos Júnior, Felipe Pereira Aguiar Cunha de Almeida, Lucas Jordão Santana Tigre, Otávio Brandão Oliosi, Simone de Paiva Caetano Bucker Moraes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
- Todos os direitos e responsabilidades sobre os artigos publicados são inteiramente resguardados aos autores.
- Os Anais da SEAGRO detém o direito de primeira publicação.
- O acesso ao conteúdo da revista é livre.