Avaliação do teor de fibra de diferentes variedades de sorgo forrageiro
Resumen
RESUMO: O sorgo forrageiro (Sorghum bicolor) se destaca como alternativa econômica e sustentável ao
milho na pecuária, otimizando custos por seu menor preço e capacidade de rebrota. Sua resistência à seca e ao
calor o torna ideal para regiões com instabilidade climática, permitindo a produção de forragens de alta
qualidade, como silagem. No sorgo forrageiro, encontra-se FDN (fibra insolúvel em detergente neutro), que
inclui a celulose, hemicelulose e lignina. Essa fibra exige maior tempo de ruminação e é crucial para o
aproveitamento de nutrientes em dietas de ruminantes, sendo a digestibilidade um parâmetro essencial. Este
trabalho objetiva determinar se há diferenças estatísticas significativas nos teores de FDN das cultivares de
sorgo forrageiro fornecidas pela Embrapa Milho e Sorgo. O experimento foi conduzido no Ifes - Campus de
Alegre, distrito de Rive, ES. Em 19 de dezembro de 2023, 25 variedades foram plantadas em fileiras duplas,
distribuídas em três blocos casualizados. Após 133 dias, as plantas foram cortadas, picadas e as amostras
encaminhadas em duplicatas para o laboratório de química do Ifes, seguindo a metodologia de Van Soest. A
FDN representa a porção indigestível do alimento, caracterizada por carboidratos de lenta degradação e
passagem no rúmen, principalmente pela presença de lignina na parede celular da forragem.
Consequentemente, dietas com FDN elevado podem limitar a ingestão de matéria seca, devido ao enchimento
ruminal causado pelo acúmulo de fibras. Foram encontrados os valores de 71,12%, 71,16%, 73,64%, 73,53%
e 74,17% para os tratamentos 20 (BRS658), 3 (CMSX7061), 21 (BRS659), 7 (CMSX7058) e 8 (CMSX7062)
respectivamente, assim como foram encontrados valores de 55,97%, 48,90% e 58,61% nos tratamentos 9
(CMSX7059), 19 (CMSX6003), 18 (CMSX6002) respectivamente, mesmo apresentando diferenças
numéricas, não ocorreu diferenças estatísticas significativas dentro dos tratamentos avaliados, esses teores de
FDN podem ter surgido devido ao tempo que ocorreu a coleta. Esses valores são consistentes com achados
de Magalhães et al. (2010), que reportaram teores de FDN entre 59,03% e 73,40%. Conclui-se que as
variedades apresentaram teor de FDN entre 74,17% e 48,90% podendo, portanto, serem utilizadas na
alimentação animal.
Palavras-chave: forragem; nutrição animal; digestibilidade.
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Derechos de autor 2025 Letícia Chierici Almeida

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