Presença de Diaphorina citri no Espírito Santo e Estratégias de Controle: Uma Abordagem Integrada
Resumen
RESUMO: Espécies não regionais de um determinado local podem provocar diversos impactos ecológicos,
econômicos e sociais, quando introduzidas em um novo ambiente. Na agricultura, um exemplo claro desse
caso é o psílideo asiático (Diaphorina citri) (Hemiptera: Liviidae), que a partir de 2004 foi identificado como
vetor do Huanglongbing (HLB) no território nacional, uma das doenças mais severas apresentadas na cultura
dos citros (laranja, limão, mexerica, lima) mundialmente. A bactéria Candidatus Liberibacter, agente causal
do HLB, fica alojada no aparato bucal do inseto, e coloniza o floema das plantas, resultando em um
amarelecimento generalizado e levando a morte das plantas. No Brasil, o estado de São Paulo é o maior
produtor da cultura, com aproximadamente 14 milhões de toneladas por ano. Já o estado do Espírito Santo, a
produção é voltada para agricultura familiar, produzindo cerca de 80 mil toneladas por ano. Mesmo com menor
produtividade comparada com o estado de São Paulo, o estado do Espírito Santo possui uma expressiva
importância econômica para o estado. Entre os anos de 2015 e 2018, o Instituto Capixaba de Pesquisa,
Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) conduziu pesquisas em todo território capixaba, com intuito
de encontrar possíveis novas pragas na cultura. Como resultado, foram encontrados ovos e ninfas de psílideo
em sete municípios: Aracruz, Ibatiba, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Sooretama, Marilândia e Guaçuí.
Vale ressaltar, que a D. citri, foi detectada mesmo que em baixa quantidade populacional, nas regiões
montanhosas com altitude superior a 600 metros de altitude (Ibatiba e Guaçuí). As amostras que apresentaram
a presença do vetor da doença foram obtidas em laranjeiras e em murta, que é uma planta ornamental utilizada
em paisagismo urbano. A ampla ocorrência dessa praga no estado, exige medidas urgentes para o seu controle,
visando evitar que a doença seja disseminada para mais locais e cause grandes perdas para os produtores rurais.
Uma das alternativas para controlar esse inseto é a utilização de inimigos naturais, como o Tamarixia radiata,
que apresentou uma taxa de parasitismo de 50% da Diaphorina citri em laboratório, de acordo com Instituto
Biológico de São Paulo. Outra alternativa, é evitar o plantio de citros próximo de plantas hospedeiras como a
murta, dessa forma, irá colaborar para com que o inseto não se reproduza e não fique próximo a área cultivada.
Por fim, medidas de monitoramento constante na lavoura e poda de plantas infectadas irão propiciar uma maior
produtividade e redução do inóculo inicial na região. Por meio dessas estratégias, será possível realizar a
contenção da propagação do psílideo asiático no estado do Espírito Santo, e favorecer a economia local e os
produtores familiares.
Palavras-chave: Huanglongbing; citricultura; Diaphorina citri; controle biológico; manejo fitossanitário.
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Derechos de autor 2025 Isaías Flório Ramos Júnior, Otávio Brandão Oliosi, Renan Curty da Silva, Vanessa Sessa Dian, Lucas Jordão Santana Tigre, Simone de Paiva Caetano Bucker Moraes, Willian Bucker Moraes

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