AVALIAÇÃO DO PERFIL ANTIOXIDANTE/OXIDANTE DO LEITE MATERNO NA FASE COLOSTRO DE PUÉRPERAS

RELAÇÃO ANSIEDADE E DEPRESSÃO PÓS PARTO

Autores

  • Iana Pessoa Universidade Vila Velha – UVV
  • Isamara Martins Sperancim Universidade Vila Velha – UVV
  • Racire Sampaio Silva Universidade Vila Velha – UVV
  • Marcio Fronza Universidade Vila Velha – UVV

Resumo

A primeira fase do leite materno, chamada de colostro, tende a apresentar alta capacidade antioxidante, importante na prevenção do estresse oxidativo que pode advir da exposição do recém-nascido a um ambiente 4 a 5 vezes maior em oxigênio que o ambiente uterino. Estudos demonstram que o estresse oxidativo tem papel significativo na fisiopatologia de doenças neuropsiquiátricas e doenças neonatais. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi investigar a influência dos níveis de ansiedade e depressão das puérperas e correlacionar com a capacidade antioxidante do leite colostro. Um estudo de coorte foi realizado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (HEIMABA) de Vila Velha. O projeto foi aprovado pelo Conselho de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Vila Velha (Parecer no 1.804.463). Um total de 83 puérperas participaram do estudo. Três questionários foram respondidos pelas puérperas: a escala de Inventário de Ansiedade Estado (IDATE-E), definindo a ansiedade sentida naquele momento, a escala de Ansiedade Traço (IDATE-T), definindo a ansiedade associada à personalidade, ambas com pontuações que permitiram a segmentação em Baixa, Média ou Alta ansiedade, e a escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo, identificando se a puérpera apresentava ou não depressão pós-parto. A atividade antioxidante do leite colostro foi determinada pelo método colorimétrico do sequestro do radical livre ABTS. Análises estatísticas foram realizadas no software estatístico SAS STUDIO®. Os resultados indicaram que apenas 15% das puérperas apresentaram nível baixo de ansiedade simultaneamente em ambas entrevistas e 29% apresentaram classificação depressiva, mas não obteve-se significância de correlação geral entre a atividade antioxidante do colostro e a ansiedade ou a depressão. Entretanto, o grupo específico das 21 puérperas com nível baixo de estado de ansiedade observou-se correlação de Pearson positiva moderada (r=0.53 e p=0.01) entre a atividade antioxidante e o nível de depressão pós-parto. Para o grupo com nível baixo de traço de ansiedade (26 puérperas) observou-se correlação positiva fraca (r=0.43 e p=0.03). Dado que as médias da atividade antioxidante para estes dois grupos de baixa ansiedade foi maior que a dos demais grupos (média e alta ansiedade), estas correlações não atuam como inibidores, mas conduzem a atividade antioxidante a níveis mais elevados. A depressão pós-parto, relacionada a ausência de ansiedade, influenciou positivamente a atividade antioxidante do leite, porém são necessários mais estudos para explicar a influência da depressão e ansiedade na atividade antioxidante do leite colostro.

Palavras-chave: Depressão pós-parto. Ansiedade Puerperal. Perfil Antioxidante do Leite Humano.

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Publicado

2021-04-15