SAÚDE MENTAL INFANTIL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS FRENTE À CULTURA DA MEDICALIZAÇÃO
Resumo
SAÚDE MENTAL INFANTIL E EDUCAÇÃO: DESAFIOS FRENTE À CULTURA DA MEDICALIZAÇÃO
NEVES, Vagner Rangel1
Resumo
O estudo tem por objetivo discutir a relação entre saúde mental infantil e educação, analisando os desafios enfrentados pelos profissionais da escola diante da crescente medicalização de comportamentos e emoções das crianças. A pesquisa parte da compreensão de que o fenômeno da medicalização ultrapassa o campo médico, afetando diretamente as práticas pedagógicas e as relações escolares. Justifica-se pela necessidade de compreender como a escola pode atuar na promoção da saúde mental sem recorrer, de forma imediata, à patologização ou à prescrição medicamentosa. O estudo utiliza abordagem qualitativa e revisão bibliográfica de produções acadêmicas recentes que tratam da interface entre educação, psicologia e saúde pública. Os resultados indicam que a falta de espaços de escuta, o excesso de demandas curriculares e a pressão por desempenho contribuem para o aumento de diagnósticos e tratamentos farmacológicos em crianças. Conclui-se que a escola tem papel central na construção de ambientes acolhedores e emocionalmente saudáveis, em que o diálogo, a empatia e a mediação pedagógica possam substituir o olhar clínico como primeira resposta às dificuldades apresentadas pelos alunos.
Palavras-chave: Saúde mental. Infância. Medicalização. Educação.
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