Educação não formal e expressiva: um relato de experiência na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Mateus/ES
Resumo
Este relato apresenta as vivências durante o Estágio Supervisionado em
Contextos Não Escolares, realizado na Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais (APAE) de São Mateus/ES no ano de 2025. O estágio permitiu
acompanhar a dinâmica da instituição e desenvolver o projeto “Ateliê do Silêncio”,
voltado a crianças não verbais com deficiência, utilizando a arte como forma de
comunicação e expressão. Como aporte teórico, foram utilizadas contribuições de
Gohn (2010) acerca da educação não formal, Freire (1996) quanto ao caráter
dialógico e emancipador da aprendizagem, a teoria histórico-cultural de Vygotsky
(1998) e a perspectiva de Nise da Silveira (1981; 1992) cuja abordagem reconhece
a produção artística como manifestação simbólica do inconsciente. As atividades
envolveram oficinas de pintura, mandalas, máscaras e impressão, além de
momentos espontâneos de brincar com blocos de montar. A experiência demonstrou
a potência da educação não formal na inclusão social, favorecendo a subjetividade,
a autonomia e a interação das crianças.
Palavras-chaves: Educação não formal; Arte e inclusão; Estágio Supervisionado;
Educação Especial.
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