Do esgarçamento do Espírito

Derrida e esse resto chamado espectro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/simb.v13i2.51513

Palavras-chave:

Derrida, Fisher, espectro, pós-colonialismo

Resumo

Este artigo sustenta que a noção de espectralidade em Jacques Derrida oferece uma chave crítica para reinscrever o legado hegeliano da história universal a partir das experiências coloniais e pós-coloniais. Metodologicamente, adota-se uma análise teórico-conceitual de inspiração desconstrucionista e dialética, articulando a leitura imanente de textos filosóficos com o confronto crítico entre teoria pós-colonial (Buck-Morss, Gilroy) e hauntologia contemporânea (Fisher). Argumenta-se que, embora Buck-Morss e Gilroy evidenciem a persistência dos espectros coloniais, suas abordagens não abarcam a dimensão futurante da espectralidade. Por sua vez, a hauntologia fisheriana, ao privilegiar os futuros cancelados do Norte Global, tende a silenciar os espectros da colonialidade. O artigo propõe, assim, uma concepção ampliada de espectro, capaz de articular o passado colonial e os futuros abortados da emancipação, defendendo uma política da justiça espectral.

Biografia do Autor

  • Bräulio Marques Rodrigues, Universidade Federal do Pará

    Doutor em Direito e mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Publicado

14-10-2026

Edição

Seção

Artigos livres

Como Citar

Do esgarçamento do Espírito: Derrida e esse resto chamado espectro. (2026). Simbiótica. Revista Eletrônica, 13(2), 140-163. https://doi.org/10.47456/simb.v13i2.51513