A PRODUÇÃO DO ESPAÇO NA PERIFERIA DE SÃO PAULO: DA AUTOCONSTRUÇÃO À PRODUÇÃO DE MERCADO — TRANSFORMAÇÕES E SIGNIFICADOS
Resumen
Lefebvre ([1972] 1999) escreveu sobre a formação de uma sociedade urbana na qual o capitalismo, que parecia esgotar-se, encontra no espaço uma possibilidade de superação do sistema de produção industrial. No contexto dos países periféricos, o avanço da produção capitalista se dá de forma articulada a diferentes formas de produção do espaço (JARAMILLO, 1982). Deste modo, o objetivo é repensar a periferia da metrópole de São Paulo no século XXI à luz das transformações socioterritoriais impulsionadas pela transição das formas de produção do espaço (da autoconstrução à produção de mercado), identificando transformações e significados. A hipótese é que as mudanças nas formas de produção do espaço da periferia revelam articulações entre estas formas, evidenciando nova racionalidade na produção da metrópole sustentada pela diferenciação espacial.
