Relações de poder e regimes de segregação no Centro de São Paulo
Resumen
Neste artigo avento o surgimento de um novo regime de segregação no Centro de São Paulo, onde as desigualdades sociais e residenciais adquiriram recortes específicos a partir da chegada de novos moradores pertencentes à classe média concomitantemente ao aumento da população pobre. As características distintivas desta segregação aparecem no modo como os discursos e práticas das políticas públicas locais estão centrados na oferta de ambientes seguros e protegidos para determinados grupos de pessoas por meio do controle do fluxo e mobilidade de outros. Entendo que as disparidades sociais são produzidas no interior de uma mesma totalidade globalizada, logo constitutivas da reprodução social capitalista, não apenas como mera consequência, mas como uma das suas principais forças de conservação. As relações de poder, dominação e hierarquização social que constituem o cotidiano metropolitano de São Paulo são aqui abordadas como produto das contradições da lógica social capitalista, detendo um sentido específico no seu atual estado de crise.
