ABORDAGEM TERRITORIAL E QUESTÃO QUILOMBOLA NA VIRADA TERRITORIAL EM GEOGRAFIA

Autores/as

  • Gabriel Romagnose Fortunato de Freitas Monteiro Universidade Federal Fluminense image/svg+xml
  • Adriani Lameira Theophilo de Almeida Universidade do Estado do Rio de Janeiro image/svg+xml

Resumen

O presente trabalho visa debater os processos contemporâneos que envolvem os territórios e as territorialidades dos Quilombos no Brasil no contexto da virada ou giro territorial no campo das ciências humanas, com destaque para a Geografia. Nesta perspectiva, tomamos como ponto de partida as ações do Movimento Negro Brasileiro e do Movimento Quilombola (protagonistas na construção de uma agenda antirracista) que infere no Estado democrático de direito os direitos territoriais, jurídicos e políticos aos quilombolas. Desde o Artigo 68 (ADCT), promulgado na Constituição Federal de 1988, o conceito de quilombo sofre ressemantizações e ganha novos contornos. A autodeclaração quilombola se coloca como um marcador discursivo e narrativo, mecanismo acionado na memória que reaviva as historicidades e territorialidades construídas por seus ancestrais. Discutiremos este processo em aberto, fruto de disputas em múltiplas escalas.

Palavras-Chave: Território, Quilombos, Ressemantizações.

Publicado

2019-12-05

Número

Sección

GT-6: Território e ativismos sociais urbanos