ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

UM CAMINHO PERCORRIDO E A SE PERCORRER NO MUNICÍPIO DE CARIACICA/ES

Autores

  • Gianni Marcela Boechard Magalhães Universidade Federal do Espírito Santo
  • Angela do Nascimento Paranha de Oliveira Universidade Federal do Espírito Santo
  • Cinthya Campos de Oliveira Mascena Universidade Federal do Espírito Santo
  • Flaviane Lopes Siqueira Salles Universidade Federal do Espírito Santo
  • Patrícia Andrade Reis Mendonça Universidade Federal do Espírito Santo

Resumo

A partir do ano 2016, após o golpe do impeachment, deu-se o início a propagação do discurso da retomada do atendimento educacional especializado em instituições particulares – atendimento segregado. Esse discurso se tornou uma ação concreta no ano de 2020 por meio do Decreto nº 10.502, onde a matrícula do estudante com deficiência na escola regular de ensino passou a ser opcional. Compreender esse momento de retrocesso é fundamental para que possamos pensar em estratégias de resistência para garantir os direitos ora conquistados. Portanto, neste artigo buscamos descrever alguns dos acontecimentos ocorridos em um município do Espírito Santo durante a implementação e oferta da modalidade da Educação Especial - a partir do processo de formação continuada – no intuito de esclarecer como se efetivou esse fenômeno em suas particularidades. Com isso, objetiva-se compreender os avanços e retrocessos existentes na trajetória de implementação e oferta do AEE considerando a formação continuada de um dado município do ES. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo, bibliográfico, documental e estudo de caso. Fundamenta-se nas proposituras do método materialista histórico e dialético. Concluímos que a implementação da modalidade de ensino da Educação Especial, no município estudado, até um determinado período, buscou atender uma proposta inclusiva e reflexiva, uma vez que foram promovidas formações continuadas para a ampliação dos conhecimentos teóricos e práticos para todos os profissionais que atuavam na rede de ensino (professores regentes, pedagogos, diretores, coordenadores). Entretando, percebe-se que ao longo dos anos essas formações foram se restringindo aos professores que atuavam na educação especial, limitandose quase que exclusivamente para a prática pela prática o que demonstra um retrocesso no que tange a proposta inicial de ofertar uma educação na perspectiva inclusiva para todos os profissionais da escola, bem como oportunizar momentos de estudos teóricos para se pensar numa práxis.


PALAVRAS-CHAVE: Atendimento Educacional Especializado; Educação Especial; Educação Inclusiva; Formação de Professores. 

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Publicado

02-04-2023

Edição

Seção

Comunicação Oral - Eixo 3 Acessibilidade: tecnologia assistiva e comunicação alternativa/ampliada