SABERES E PRÁTICAS NO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS

Auteur/ices

  • Elizete Costa dos Santos Oliveira
  • Agda Felipe Silva Gonçalves

Résumé

RESUMO

Este estudo é fruto da dissertação de mestrado, cujo enfoque está voltado aos saberes e práticas no processo de inclusão escolar no município de Teixeira de Freitas - Bahia, práticas que impulsionam a inclusão. Trata-se de um recorte que apresenta relatos de experiências e o reconhecimento do professor como principal mediador da aprendizagem. Objetiva analisar como acontece o processo de escolarização e identificar os desafios e as possibilidades para a inclusão dos alunos com deficiência nas escolas comuns.  As principais queixas dos professores são principalmente em relação ao despreparo que dizem ter para atuar em turmas com alunos com deficiência. Entretanto, mesmo dizendo não ter conhecimento sobre inclusão, colaboram efetivamente para que os alunos sejam incluídos na escola comum. O estudo tem fundamentação na matriz teórica da perspectiva histórico cultural de Vigotski, defensor de que a aprendizagem ocorre por meio das interações sociais. A pesquisa é de abordagem qualitativa, do tipo etnográfica cujo tratamento dos dados se direciona para os relatos das práticas apresentados pelas professoras. Esses dados foram trabalhados por meio de uma descrição analítica. O quadro de sujeitos participantes da pesquisa se constituiu de 09 (nove) professoras que lecionam para alunos com deficiência em 06 (seis) escolas da rede pública municipal de Teixeira de Freitas - Bahia. Os resultados mostram que o processo de inclusão foi impulsionado por meio da prática e mediação desenvolvida pelas professoras no contexto escolar. Os resultados indicam também que a inclusão dos alunos com deficiência deve ter a participação de todos os envolvidos no sistema de ensino do município pesquisado.

Palavras-chave: Práticas Inclusivas. Perspectiva Histórico Cultural. Mediação e Aprendizagem.

Références

ABBIATI M, BAROFFIO A, GERBASE M.W. Personal profile of medical students selected through a knowledge-based exam only: are we missing suitable students? Med Educ Online. 2016; 21 (1): 29705.

ABE K, EVANS P, AUSTIN E.A., SUZUKI Y, FUJISAKI K, MASAYUKI NIWA M, AOMATSU M. Expressing one’s feelings and listening to others increases emotional intelligence: a pilot study of Asian medical students. BMC Medical Education. 2013; 13:82.

ASHOORION V, LIAGHATDAR M.J., ADIBI P. What variables can influence clinical reasoning? J Res Med Sci. 2012; 17(12): 1170–75.

BUENO J.M., CARVALHO L.F. Um Estudo de Revisão do Inventário de Ciúme Romântico (ICR). Psicol Reflex Crit. 2012; 25(3): 435-44.

BUENO J.M.H., PRIMI R. Inteligência emocional: Um estudo de validade sobre a capacidade de perceber emoções. Psicologia Reflexão e Crítica. 2003; 16, 279-291.

CARRANZA-LIRA S. Correlation between psychological state and emotional intelligence in residents of gynecology, and obstetrics]. Rev Med Inst Mex Seguro Soc. 2016; 54(6):780-86.

CHERRY M.G., FLETCHER I, O’SULLIVAN H. The influence of medical students' and doctors' attachment style and emotional intelligence on their patient-provider communication. Patient Educ Couns. 2013; pii: S0738-3991(13)00210-3.

CHEW B.H., ZAIN A.M., HASSAN F. Emotional intelligence and academic performance in first and final year medical students: a cross-sectional study. BMC Med Educ. 2013; 27; 13:44.

CZABANOWSKA K, MALHO A, SCHRÖDER-BÄCK P, POPA D, BURAZERI G. Do we develop public health leaders?- association between public health competencies and emotional intelligence: a cross-sectional study. BMC Med Educ. 2014; 17; 14:83.

GONZAGA A.R., MONTEIRO J.K. Inteligência Emocional no Brasil: Um Panorama da Pesquisa Científica. Psic.: Teor. e Pesq. 2011; 2: 225-32.

GOLEMAN D. Emotional intelligence. New York: Bantam; 1995.

GOLEMAN D. Working with emotional intelligence. New York: Bantam; 1998

MAYER J.D., SALOVEY P, CARUSO D. MAYER-SAVOLEY-CARUSO. Emotional Intelligence Test. Toronto, CA: Multi-Health Systems. 2002.

MAYER J.D., Roberts RD, Barsade SG. Human abilities: Emotional intelligence. Annu Rev Psychol. 2008; 59: 507-36.

MYERS D.G. Exploring psychology. 6th Edition. New York: Worth Publishers; 2005.

RAVEN J, RAVEN J.C., COURT J.H. Raven manual: Section 1. Standard Progressive Matrices. Oxford: Oxford Psychologist Press Ltd,1998.

TESTE DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Sociedade Brasileira de Inteligência emocional. Disponível em: http://www.sbie.com.br/teste-de-inteligencia-emocional/.

WOYCIEKOSKI C, HUTZ C.S. Inteligência emocional: teoria, pesquisa, medida, aplicações e controvérsias. Psicol Reflex Crit. 2009; 22: (1) 1-11.

YUSOFF M.S., ESA A.R., MATPA M.N., MEY S.C., AZIZ R.A., ABDUL RAHIM A.F. A longitudinal study of relationships between previous academic achievements, emotional intelligence and personality traits with psychological health of medical students during stressful periods. Educ Health (Abingdon). 2013; 26(1):39-47.

ZEIDNER M, MATTHEWS G, ROBERTS RD. Slow down, you move too fast: Emotional Intelligence remains an “elusive” intelligence. Emotion. 2001; 1, 265-75.

Téléchargements

Publiée

2019-04-04

Numéro

Rubrique

Comunicação Oral - Eixo 2 Propostas Curriculares e Práticas Pedagógicas