A validade epistêmica das proposições religiosas
uma análise baseada na lógica de Suhrawardi
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i1.52168Palavras-chave:
lógica de Suhrawardi, validade epistêmica, proposições religiosas, autoevidência, ilusão de conhecimento, existência e essênciaResumo
Este artigo examina a admissibilidade lógica das proposições religiosas a partir do quadro da lógica de Suhrawardi. Não pretende confirmar nem refutar afirmações religiosas, mas avaliar se tais proposições satisfazem as condições mínimas exigidas para a avaliação epistêmica. A análise é estruturada com base em quatro critérios derivados da lógica de Suhrawardi: a definibilidade do sujeito, a autoevidência como ponto de partida do conhecimento, a capacidade de gerar conhecimento genuíno e a preservação da distinção entre existência e essência. O estudo sugere que muitas proposições religiosas amplamente utilizadas encontram dificuldades significativas em satisfazer esses requisitos lógicos. Frequentemente carecem de conteúdo conceitual claramente determinado, podem não fornecer um ponto de partida epistêmico legítimo e não culminam facilmente em conhecimento analisável. Além disso, ao flexibilizar ou suspender a relação entre essência e existência, tendem a resistir à avaliação racional. Consequentemente, dentro deste quadro estritamente lógico, tais proposições podem ser compreendidas como tendendo a permanecer fora, ou na melhor das hipóteses, nas margens da validade epistêmica.
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