A origem tátil como “entre” em Jean-Luc Nancy

Auteur/ices

DOI :

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.51579

Mots-clés :

origem, co-existência, singularidades, outro, nós

Résumé

A desconstrução suspende a pretensão filosófica de dominar completamente seus limites e, com esses, o que eles excluem, relevam (aufheben), submetem: o Outro, o não-idêntico, o heterogêneo, restance. Foi a exigência de dar um “corpo” à diferença, de senti-la, mas também a vontade de sair das areias movediças da desconstrução com seus fantasmas para um pensamento da strução como nascimento contínuo e pulsão do mundo que nos levou a Jean-Luc Nancy. Dessa forma, a intenção desse artigo é mostrar como após a desconstrução do conceito clássico de origem da metafísica ocidental, em Nancy, não temos mais a origem como fundamento da cadeia existencial, mas uma origem como ímpeto e impulso sempre renovado que constitui a nossa arquivida. Origem como entre que nos espaça e nos expõe ao limite que partilhamos. Veremos como a concretude de cada sujeito dá-se apenas no seu ser relacional e como isso estimula uma “curiosidade transcendental” pelo outro e, por fim, como a linguagem vem a ser o meio que expõe os corpos à circulação do sentido.

 

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Biographie de l'auteur

  • Deborah Spiga, Universidade Federal do Maranhão

    Doutora pela Universidade federal de São Paulo. Possui graduação em filosofia pela Università degli studi di Sassari (Sardenha) – Itália e mestrado em Ciências filosóficas pela mesma instituição. Atualmente participa do grupo de pesquisa de filosofia italiana da Universidade federal do Maranhão.

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Publiée

2026-10-01

Comment citer

SPIGA, D. A origem tátil como “entre” em Jean-Luc Nancy. Sofia, v. 15, n. 2, p. e15251579, 1 oct.2026.