O neocartesianismo da fenomenologia husserliana
Aproximações e contraposições à filosofia cartesiana na configuração do projeto Fenomenológico Transcendental.
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v10i1.34482Palabras clave:
Fenomenologia Transcendental. Edmund Husserl. René Descartes. NeocartesianismoResumen
Este artigo analisa a importância do pensamento cartesiano para a constituição do projeto Fenomenológico de Edmund Husserl, com o objetivo de explicitar em que sentido a Fenomenologia Transcendental pode ser compreendida quase como um neocartesianismo – como a caracteriza o próprio Husserl nas “Meditações Cartesianas” (1931). Para tanto, após apontamentos introdutórios nos quais a deferência husserliana a Descartes é ressaltada, apresentam-se elementos fundamentais do cartesianismo que são apropriados pelo fenomenólogo. Em seguida, as críticas husserlianas à filosofia cartesiana quanto à falta de radicalidade operante na execução do método devido a preconceitos subjacentes, à inadequada formulação do problema epistemológico autêntico e ao decisivo equívoco cartesiano na interpretação da subjetividade egológica são discutidas. Por fim, à guisa de conclusão, em posse tanto das apropriações quanto das contraposições evidenciadas, sustentar-se que o neocartesianismo da Fenomenologia Transcendental se constitui, a rigor, como um ultracartesianismo anticartesiano.
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