Michael Oakeshott
Da introdução do racionalismo na política à querela entre fé e ceticismo
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v10i2.36035Palabras clave:
Racionalismo; Política da fé; Ceticismo; Michael OakeshottResumen
O presente estudo pretende, antes de qualquer coisa, apresentar a crítica de Michael Oakeshott ao racionalismo moderno, mais precisamente, à entrada desse tipo de mentalidade no campo dos assuntos políticos. De fato, para o filósofo britânico, a política é um vasto oceano, marcado por incertezas e inúmeras possibilidades. Acerca disso, Oakeshott afirma que: “na atividade política, os homens navegam num mar ilimitado e sem fundo; não há nem um porto para abrigar, nem uma enseada para ancorar, nem um ponto de partida, nem um destino determinado”. Sua analogia é precisa naquilo que Oakeshott deseja proporcionar, a saber, uma condição de suspeita para com as promessas da política. Para o autor, foram justamente as crenças no controle do acaso e na perfeição, comuns ao que ele veio a chamar de “política da fé” ou as ideologias, que teriam levado o mundo às grandes catástrofes do século XX. Dessa maneira, o objetivo precípuo deste estudo se limita a mostrar de que modo Oakeshott propõe um ceticismo político enquanto postura prudencial, e em que medida esse ceticismo pode ser possível, necessário e salutar para proporcionar um meio termo com relação ao exageros da fé política.
Referencias
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. Mario Gama Kury. 2º Ed. Brasília, c1985, 1992.
ABEL, C. FULLER, T. (Ed.) The Intellectual Legacy of Michael Oakeshott, Imprint Academic, UK. 2005.
ARENDT, H. On Revolution. New York: Penguin Books, 1990.
BACON, F. Novum Organum, Tradução de João Aluysio Reis de Andrade, Acrópole, 2002.
BOTWINICK, A. Michael Oakeshott’s skepticism, Princeton University Press, 2011.
BURKE, Edmund, Reflexões sobre a Revolução na França. Trad. José Miguel Nanni Soares – 1. ed. – São Paulo: EDIPRO, 2014.
CRICK, B. The World of Michael Oakeshott: Or Lonely Nihilist. Encounter, Vol. 20, pp. 65-74, 1963.
DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
FALK, C. Romanticism in Politics. The New Left Review, n. 18, pp. 60-72 1963.
FRANCO, P. Michael Oakeshott: An Introduction. Yale University Press, 2004.
FULLER, T. The Work of Michael Oakeshott, Political Theory, Vol. 19 No. 3, 1991, pp. 323–326.
ISAACS, S. The Politics and Philosophy of Michael Oakeshott. Routledge studies in social and political thought, 2006.
MARQUES, N. M. C. Michael Oakeshott: A Política sem Ilusões, Revista Cepolis, Lisboa, 1999, pp. 93-120.
MIHATOV, P. Michael Oakeshott’s Critique of rationalism in politics as Basis for His Theory of Civil Association, Synthesis Philosophica 45, 1/2008, pp. 135–148.
MINOGUE, K. R. Michael Oakeshott: O oceano ilimitado da política. In CRESPIGNY, A. de; MINOGUE, K. R. Filosofia política contemporânea. Tradução de Yvonne Jean. Brasília: Editora UnB, 1982, pp. 123-146.
MOUFFE, Chantal. The democratic paradox, Verso, London, 2000
NARDIM, T. (Ed.) Michael Oakeshott’s Cold War Liberalism, Palgrave Macmillam, New York, 2015.
OAKESHOTT, M. Experience and Its Modes. Cambridge University press, 1995.
OAKESHOTT, M. Hobbes on civil association. Liberty Fund, inc. Indiana, 2000.
OAKESHOTT, M. Rationalism in politics, Liberty Fund inc. 1991.
OAKESHOTT, M. Review of H. Levy and others, Aspects of Dialectical Materialism, in Cambridge Review, 56 (1934–5)
OAKESHOTT, M. The politics of faith and the politics of scepticism, Edited by T. Fuller, Bath Press, 1996. A política da fé e a política do ceticismo. Tradução de Daniel Lena Marchiori Neto, 1. Ed. – São Paulo: É Realizações, 2018.
OAKESHOTT, M. The Social and Political Doctrines of Contemporary Europe (Cambridge: Cambridge University Press, 1939).
PLATÃO, A República. Tradução e notas de Edson Bini. São Paulo. Edipro, 2012
STRAUSS, L. The Three Waves of Modernity, In. STRAUSS, L. An Introduction to Political Philosophy: Ten essays by Leo Strauss. [Ed. Hilail Gildin]. Detroit: Wayne State University Press, 1989.
TOCQUEVILLE, Alexis de, O Antigo Regime e a Revolução, 2º Ed. São Paulo, Martins Fontes, 2016.
TSENG, R. The Sceptical Idealist: Michael Oakeshott as a critic of enlightenment. Imprint Academic, 2003.
VOEGELIN, E. The New Science of Politics (1952), In. Modernity without restraint. Edited with introduction by Manfred Henningsen. University of Missouri Press, 2000.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Elvis Mendes

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Dada la política de acceso abierto de la revista, el uso de los textos publicados es gratuito, con la obligación de reconocer la autoría original y la primera publicación en esta revista. Los/las autores/as de las contribuciones publicadas son íntegra y exclusivamente responsables de sus contenidos.
I. Los/las autores/as autorizan la publicación del artículo en esta revista.
II. Los/las autores/as garantizan que la contribución es original y asumen toda responsabilidad por su contenido en caso de impugnación por terceros.
III. Los/las autores/as garantizan que la contribución no está siendo evaluada en otra revista.
IV. Los/las autores/as mantienen los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, siendo el trabajo licenciado bajo una Licencia Creative Commons Atribución.
V. Los/las autores/as están autorizados/as y son incentivados/as a divulgar y distribuir su trabajo en línea después de la publicación en la revista.
VI. Los/las autores/as de los trabajos aprobados autorizan a la revista a distribuir su contenido, después de la publicación, para su reproducción en índices de contenido, bibliotecas virtuales y similares.
VII. Los/las editores/as se reservan el derecho de realizar ajustes en el texto y adecuarlo a las normas editoriales de la revista.















