A centelha do tempo
Nietzsche, a história e a memória
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i1.52062Palabras clave:
Nietzsche, história, memória, SchopenhauerResumen
Neste artigo, propomos examinar a crítica de Nietzsche à racionalização do conhecimento histórico no século XIX. A hipótese que orienta esta análise sustenta que as críticas nietzschianas ao conhecimento histórico devem ser compreendidas a partir de seu entrelaçamento com a problemática da memória, uma vez que a cientifização do passado promove o acúmulo excessivo de memória e conduz à paralisação das potencialidades existenciais. Argumentamos, ainda, que a crítica nietzschiana pode ser mais bem compreendida quando situada em diálogo com a contribuição de Arthur Schopenhauer, especialmente a partir de sua obra O Mundo como Vontade e Representação. Assim, percorremos o entrelaçamento entre Nietzsche e Schopenhauer como meio de elucidar de forma mais precisa a perspectiva nietzschiana.
Referencias
BARBOZA, Jair. Os limites da expressão. Linguagem e realidade em Schopenhauer. Veritas (Porto Alegre), v. 50, n. 1, p. 127-135, 2005.
BARROS, José D.’Assunção. Nietzsche e as Críticas à Filosofia da História e à Historiografia Científica do século XIX – Uma análise da Primeira Parte da 2ª Consideração Intempestiva. Sapere Aude, v. 5, n. 10, p. 253-278, 2014.
BARROS, José D.’Assunção. Ranke: considerações sobre sua obra e modelo historiográfico. Diálogos-Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História, v. 17, n. 3, p. 977-1005, 2013.
BINOCHE, Bertrand. Do valor da história à história dos valores. Cadernos Nietzsche, v. 1, n. 34, p. 35-62, 2014.
CACCIOLA, M. L. Schopenhauer e a crítica da razão: a razão e as representações abstratas. São Paulo: Edusp, 1982.
CACCIOLA, M. L. Schopenhauer e a questão do dogmatismo. São Paulo: Edusp, 1994.
COPLESTON, F. Nietzsche: filósofo da cultura. Porto: Tavares Martins, 1953.
DA FONSECA, Eduardo Ribeiro. O transcorrer do tempo em Schopenhauer: recorrência, lembrança, memória e história. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 12, p. e24, 2021.
DA FONSECA, Eduardo Ribeiro. Sobre Schopenhauer e as imperfeições do intelecto humano. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 2, n. 1, p. 119-128, 2011.
DEBONA, V. Schopenhauer e as formas da razão: o teórico, o prático e o ético-místico. São Paulo: Annablume, 2010. 144p.
ITAPARICA, André Luís Mota. Nietzsche e o sentido histórico. Cadernos Nietzsche, n. 19, p. 79-100, 2005.
JENSEN, Anthony K. A visão afirmativa de Nietzsche na Segunda Consideração Extemporânea. Cadernos Nietzsche, v. 41 (3), p. 49-78, 2020.
JULIÃO, José Nicolao. O sentido histórico nas fases intermediária e tardia do pensamento de Nietzsche. Revista Dissertatio de Filosofia, v. 47, p. 42-67, 2018.
LEMM, V. Nietzsche y el olvido animal. Arbor, [S. l.], v. 185, n. 736, p. 471–482, 2009. DOI: 10.3989/arbor.2009.i736.294. Disponível em: https://arbor.revistas.csic.es/index.php/arbor/article/view/294 . Acesso em: 22 abr. 2026.
MATA, S. Leopold von Ranke (1795-1886). In: MARTINS, Estevão de Rezende (Org.). A História pensada: teoria e método na historiografia europeia do Século XIX. São Paulo: Contexto, p. 187-201, 2010.
MÜLLER-LAUTER, W. Nietzsche: sua Filosofia dos Antagonismos e os Antagonismos de sua Filosofia. Tradução de Clademir Araldi. São Paulo: Editora UNIFESP, 2009.
NASSER, Eduardo. Sub specie saeculi, sub specie aeterni: tempo e eternidade no jovem Nietzsche. Discurso, São Paulo, Brasil, v. 48, n. 2, p. 81–94, 2018. DOI: 10.11606/issn.2318-8863.discurso.2018.150909. Disponível em: https://revistas.usp.br/discurso/article/view/150909. Acesso em: 10 abr. 2026.
NIETZSCHE, F. A genealogia da moral. Petrópolis: Vozes, 2013.
NIETZSCHE, F. Anticristo e os Ditirambos de Dionísio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
NIETZSCHE, F. Gaia Ciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
NIETZSCHE, F. Obras incompletas. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. Col. “Os pensadores”. São Paulo: Abril Cultural, 1974.
NIETZSCHE, F. Segunda Consideração Intempestiva: Da utilidade e desvantagem da história para a vida. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003.
PACHOAL, Antonio Edmilson. Esquecimento e natureza. Pensando-Revista de Filosofia, v. 14, n. 33, p. 104-115, 2023.
PORTER, J. Nietzsche and the Philology of the Future. Stanford: Stanford University Press, 2000.
RAMOS, Flamarion Caldeira. A “miragem” do absoluto - Sobre a contraposição de Schopenhauer a Hegel: crítica, especulação e filosofia da religião. 2008. Tese (Doutorado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. doi:10.11606/T.8.2009.tde-03092009-151426. Acesso em: 2026-04-10.
REIS, J. C. A História entre a filosofia e a ciência. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2006.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e como representação. Tomo I. 2. ed. Tradução Jair Barboza. São Paulo: UNESP, 2015a.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e como representação. Tomo II. Tradução Jair Barboza. São Paulo: UNESP, 2015b.
STAMBAUGH, J. Untersuchungen zum problem der Zeit bei Nietzsche. Den Haag: Martinus Nijhoff, 1959.
SUAREZ, R. Sobre causalidade e natureza em Nietzsche. Revista Trágica: estudos sobre Nietzsche, v. 5, n. 2, 2012.
WENDLING, Bruno Teixeira. Schopenhauer e a metafísica da Vontade. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 3, n. 6, p. 12-36, 2010.
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Rafael Gomes Nogueira Pereira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Dada la política de acceso abierto de la revista, el uso de los textos publicados es gratuito, con la obligación de reconocer la autoría original y la primera publicación en esta revista. Los/las autores/as de las contribuciones publicadas son íntegra y exclusivamente responsables de sus contenidos.
I. Los/las autores/as autorizan la publicación del artículo en esta revista.
II. Los/las autores/as garantizan que la contribución es original y asumen toda responsabilidad por su contenido en caso de impugnación por terceros.
III. Los/las autores/as garantizan que la contribución no está siendo evaluada en otra revista.
IV. Los/las autores/as mantienen los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, siendo el trabajo licenciado bajo una Licencia Creative Commons Atribución.
V. Los/las autores/as están autorizados/as y son incentivados/as a divulgar y distribuir su trabajo en línea después de la publicación en la revista.
VI. Los/las autores/as de los trabajos aprobados autorizan a la revista a distribuir su contenido, después de la publicación, para su reproducción en índices de contenido, bibliotecas virtuales y similares.
VII. Los/las editores/as se reservan el derecho de realizar ajustes en el texto y adecuarlo a las normas editoriales de la revista.















