O sinequismo de Peirce e o devir-com em Haraway
uma aliança fenomenológica para (des)invisibilizar espécies companheiras
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.50140Palavras-chave:
Peirce, Haraway, semiose, sinequismo, espécies companheirasResumo
Este artigo busca mostrar como o entendimento de sinequismo em Charles Sanders Peirce (1839-1914), articulado com a noção de devir-com em Donna Haraway (1944), possibilita (des)invisibilizar animais não humanos por meio de uma percepção fenomenológica. Propomos discutir de que forma as espécies companheiras, na perspectiva de Haraway, contribuem para que os animais humanos desenvolvam sentimentos de simpatia por meio de relações de inclusão mútua com animais não humanos com os quais convivem. Inicialmente, proporemos uma abordagem sinequista de Peirce, mostrando que sua filosofia pragmática gira em torno de um continuum, no qual animais humanos estabelecem semioses, isto é, uma forma de comunicação corporal com animais não humanos, uma interação que suscita experiências e afetos. Em seguida, correlacionaremos como a fenomenologia peirceana está intrinsecamente ligada ao devir-com em Haraway, trazendo exemplos de relações entre humanos e espécies companheiras, interação esta que nos permite observar uma forma de comunicação corporal e fenomênica que trata, através da percepção, da criação de um vínculo afetuoso e estreito entre humano e não humano. A pesquisa indica que, a partir do entendimento de Alteridades Significativas, é possível examinar relações simbólicas de interação corporal que estão para além de signos linguísticos, ou seja, um sinequismo observado pela fenomenologia pragmática que subjaz à criação de sentimentos simpáticos entre humanos e as espécies companheiras que as (des)invisibilizam como espécies detentoras de dignidade
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