O pessimismo é um psicologismo?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.53319

Palavras-chave:

pessimismo, pessimismo filosófico, psicologismo, Schopenhauer

Resumo

A recorrente associação entre pessimismo e disposições psicológicas de seus autores contribui diretamente para obscurecer os estatutos filosóficos do conceito. Este artigo investiga em que medida e por que o pessimismo filosófico, em especial o de Schopenhauer, pode ser considerado pouco suscetível à acusação de psicologismo. Para tanto, analisa duas formas recorrentes dessa acusação: a redução do pessimismo à biografia do filósofo e sua interpretação como expressão de contingências histórico-sociais. A partir de leituras de textos de Schopenhauer e de contribuições da epistemologia contemporânea, argumentamos que tais acusações confundem contexto de descoberta com contexto de justificação. Sustentamos, assim, que o pessimismo filosófico pode possuir fundamentos conceituais objetivos sem excluir a influência de motivos subjetivos, sendo ambos os planos complementares.

Biografia do Autor

  • Vilmar Debona, Universidade Federal de Santa Catarina

    Professor do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisador PQ-C do CNPq.

  • Alessandro Soares Silveira, Universidade Federal de Santa Catarina

    Mestrado e Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na linha de História e Filosofia da Psicologia. Realiza estágio de Pós-doutoramento no Departamento de Psicologia da UFJF.

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Publicado

16-09-2026

Como Citar

DEBONA, V.; SOARES SILVEIRA, A. O pessimismo é um psicologismo? Sofia, v. 15, n. 2, p. e15253319, 16 set.2026.