Phrónesis e euboulía na gênese fenomenológica da decisão em Heidegger (1924-1925)
DOI:
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i2.54101Palavras-chave:
Heidegger, Platão: Sofista, phrónesis, euboulía, dóxaResumo
O artigo investiga a apropriação fenomenológica dos conceitos aristotélicos de phrónesis (sabedoria prática) e euboulía (boa deliberação) operada por Martin Heidegger na preleção didática Platão: Sofista (1924-1925). Afastando-se de leituras estritamente morais, formais ou exegéticas tradicionais, defende-se a tese de que a deliberação prática guiada pela sabedoria situacional não constitui um mero sistema rígido de normas abstratas, mas sim um descerramento que permite uma tomada de decisão contra a ambiguidade e o falatório impessoal promovidos pela opinião (dóxa). Por meio de uma reestruturação ontológica dos nexos entre o princípio (arkhé) e a finalidade da ação (télos), o jovem filósofo alemão prefigura o conceito existencial de decisão (Entschlossenheit), consolidando a linguagem prática como um contradiscurso requerido diante da finitude temporal da existência fática.
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