A centelha do tempo
Nietzsche, a história e a memória
DOI :
https://doi.org/10.47456/sofia.v15i1.52062Mots-clés :
Nietzsche, história, memória, SchopenhauerRésumé
Neste artigo, propomos examinar a crítica de Nietzsche à racionalização do conhecimento histórico no século XIX. A hipótese que orienta esta análise sustenta que as críticas nietzschianas ao conhecimento histórico devem ser compreendidas a partir de seu entrelaçamento com a problemática da memória, uma vez que a cientifização do passado promove o acúmulo excessivo de memória e conduz à paralisação das potencialidades existenciais. Argumentamos, ainda, que a crítica nietzschiana pode ser mais bem compreendida quando situada em diálogo com a contribuição de Arthur Schopenhauer, especialmente a partir de sua obra O Mundo como Vontade e Representação. Assim, percorremos o entrelaçamento entre Nietzsche e Schopenhauer como meio de elucidar de forma mais precisa a perspectiva nietzschiana.
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